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Tente viver com a parte de sua alma que compreende a eternidade, que não tem medo da morte e esta parte da sua alma é amor.
Leon Tolstoi
05/05/2023

Brasil tem maior juro real do mundo. O que isso significa na prática?

Para além dos embates ferrenhos em Brasília, conceito de juro real afeta crescimento, empregos e inflação

Carolina Riveira

Dentre as principais economias do mundo, o Brasil tem um dos maiores níveis de juros. A taxa básica do país, a Selic, está definida hoje em 13,75% ao ano, e esse patamar, descontado o custo da inflação, faz com que o país tenha também um alto "juro real".

Pela inflação projetada, o juro real brasileiro gira em torno de 7%, e já chegou a ficar em torno de 8% no fim do ano, um número que até hoje é citado pelo governo.

O debate sobre o valor ideal dos juros tem ganhado os holofotes desde janeiro, em meio aos embates de ministros do governo Lula e parte do empresariado com o Banco Central. Entre a população, o tema também ganhou destaque e levou a maioria dos brasileiros a decretar que a taxa de juros está "mais alta do que deveria", segundo o Datafolha.

"Ninguém consegue tomar dinheiro emprestado a 13,75%, a um juro real de 8% se você descontar a inflação”, voltou a repetir Lula durante o Dia do Trabalhador na última segunda-feira, 1º de maio.

Juro real e nominal: qual é a diferença?

Os economistas olham para duas métricas diferentes de juros:

O juro nominal, definido pela Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A taxa Selic, taxa de referência de juro nominal no Brasil, está hoje em 13,75%;

E o juro real, que incorpora o "custo" da inflação no rendimento e varia a depender dessa projeção.

Ao mexer na taxa de juros nominal, as autoridades monetárias tentam influenciar indiretamente a taxa real e obter os efeitos desejados — é usada a chamada Equação de Fisher, que desconta a inflação do juro nominal.

Apesar disso, o juro real não é totalmente definido pelo Banco Central, uma vez que a inflação não está sob controle direto de nenhuma instituição e depende de outros fatores, como expectativas e movimentos internos e externos.

Uma vez projetados esses custos, a taxa que consumidor e empresas encontrarão de fato no mercado varia a depender dos diferentes produtos, do consignado ao cartão de crédito.

Mas a projeção de juro real termina sendo usada como referência das condições gerais nos mercados. Ao escolher tomar crédito para expandir uma linha de produção, uma empresa levará em consideração o custo dessa dívida, diante da inflação e dos juros esperados no futuro.

"Os juros reais são tão ou mais importantes do que os juros nominais para uma sociedade", explica a economista Juliana Inhasz, professora do Insper.

Brasil tem maior juro real, seguido do México

O Brasil tem o segundo maior juro nominal do mundo (atrás da Argentina) e, descontada a inflação, o maior juro real.

De uma lista de 40 países monitorados pela Infinity Asset, o Brasil liderou com o maior juro real em março, segundo o ranking mensal elaborado pela gestora e pelo portal MoneYou.

No último ranking, o Brasil aparece com juro real em torno de 7%, diante de uma inflação projetada para os próximos 12 meses em torno de 6%.

O Brasil é seguido pelo México (juro real em torno de 6%) e pelo Chile (em torno de 5%) na lista dos maiores juros reais.

Os EUA, a título de comparação, têm juro real de 0,36%.

A liderança do Brasil entre os maiores juros reais do mundo se mantém mesmo se a Selic for cortada inicialmente em 0,25 p.p., mostra a Infinity.

Se a Selic for mantida em 13,75%:

Brasil: juro real de 6,94%, segundo ranking de março da Infinity Asset;

Se houver corte de 0,25 p.p. na Selic:

Brasil: juro real de 6,84%.

Se houver aumento de 0,50 p.p. na Selic:

Brasil: juro real de 7,06%.

A aposta mais provável entre os economistas por ora é que o Copom mantenha a Selic em 13,75% ao menos até o segundo semestre.

 
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