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25/11/2022

Bolsonaro transformou comunicação pública em máquina de propaganda

Novo governo precisa desmilitarizar Secom e livrar TV Brasil de programação chapa-branca

Por Bernardo Mello Franco

Responda se for capaz: quem é o secretário de Comunicação do governo Bolsonaro? O cargo, que já teve status de ministério, hoje é ocupado por um certo André de Sousa Costa. O ilustre desconhecido nunca pisou numa redação. É coronel da Polícia Militar de Brasília.

O enredo se repete na Secretaria de Imprensa do Planalto. O órgão chegou a ser chefiado por Carlos Castello Branco, o patrono do colunismo político brasileiro. Hoje está entregue a uma major da PM.

Os policiais não foram nomeados à toa. Estão lá para vigiar servidores, esconder informações e dificultar o trabalho dos repórteres.

Governismo: Com Bolsonaro, TV Brasil segue receita da Coreia do Norte

Além de detestar o jornalismo independente, Bolsonaro despreza o princípio da transparência. Não se julga obrigado nem a divulgar sua rotina na agenda oficial.

Levar a comunicação pública a sério não é nenhum favor à imprensa. É sinal de respeito aos cidadãos, que têm o direito de saber o que as autoridades fazem e como elas gastam o dinheiro dos impostos.

O conceito de comunicação pública também tem passado longe da gestão da EBC. A estatal foi criada para administrar emissoras de rádio e TV ligadas ao governo. Nos últimos quatro anos, transformou-se em cabide de emprego para militares e outros amigos do poder.

Durante a campanha, a TV Brasil virou palanque eletrônico para o candidato à reeleição. Transmitiu comício, motociata e culto evangélico com discurso do presidente.

Na terça-feira, a Secom informou que não participará de reuniões com o gabinete de transição. O pretexto foi a irritação com tuítes do deputado André Janones. Na prática, a decisão vai retardar o diagnóstico do buraco no setor.

Apesar do boicote, a transição já começou a discutir medidas para desbolsonarizar a comunicação. Uma das ideias é restabelecer a divisão entre a TV Brasil e a antiga NBR, que transmitia a agenda do presidente. A fusão dos dois canais fez sumir a diferença entre o público e o estatal.

Um governo de esquerda não está imune à tentação de confundir comunicação pública com propaganda. Os primeiros mandatos de Lula misturam bons e maus exemplos na área. A saída de Bolsonaro vai desanuviar o ambiente, mas a sociedade precisa ficar atenta ao que vem por aí.

Fonte: O Globo
 
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