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25/11/2022

Nada fácil na transição

O nó está na real correlação de forças e no preço do voto de boa parte dos parlamentares

por Luciano Siqueira

No segundo turno da eleição presidencial de 1989, encontrei na fila de embarque no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, o então deputado Nilson Gibson, de longa trajetória ultra conservadora na cena política regional:

“Nilson, parece que vamos ganhar as eleições e Lula será nosso presidente”, provoquei.

“Se seu candidato ganhar, farei parte da base. Não há força humana que me coloque na oposição”, retrucou na maior tranquilidade.

Collor venceu o pleito, ele não precisou mudar de lado tão automaticamente. Mas na esfera local, originário da Arena e do PDS, terminaria migrando para o PMDB e para o PSB, para seguir Miguel Arraes.

Era um típico parlamentar do que hoje conhecemos por Centrão: “há governo, sou a favor”.

Entretanto, nem o Centrão de agora é o mesmo, nem a atração do novo governo Lula se dá como das vezes passadas. A nação segue dividida ao meio, com marcantes reflexos sobre a composição do Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados principalmente.

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Isso se reflete no trabalho da chamada equipe (que alguns erroneamente denominam “governo”) de transição. Nem todas as informações essenciais solicitadas ao governo findo fluem na dimensão e na rapidez desejáveis, nem parece simples a negociação em torno da denominada PEC da transição, tida como indispensável ao lastro orçamentário para o cumprimento de compromissos sociais elementares por parte do novo presidente, a exemplo do Auxílio Brasil (que se converterá no Bolsa Família).

O noticiário registra o que parecem filigranas no texto da PEC em elaboração, seja quanto ao montante da dotação orçamentária, seja quanto ao período de validade.

Na verdade, o nó está na real correlação de forças e no preço do voto de boa parte dos parlamentares sem o apoio dos quais a PEC não se viabiliza.

Basta lembrar que Lula teve 50,90% dos votos válidos contra o atual presidente, que obteve 49,10%. Diferença muito pequena.

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E não fosse a amplitude extrema da frente político-eleitoral democrática constituída, provavelmente Bolsonaro seria reeleito.

E é essa frente ampla que haverá de governar, assim como construir a maioria parlamentar indispensável à governabilidade.

Então, como se dizia no século passado, vamos devagar com o andor que o santo é de barro.

Vale para a futura composição do ministério e demais espaços institucionais estratégicos, vale para o programa de governo propriamente dito — este inevitavelmente uma mescla do que foi elaborado durante a campanha e do que objetivamente será viável, particularmente nos dois primeiros anos de gestão.

Luciano Siqueira

Médico, membro do Comitê Central do PCdoB e secretário nacional de Relações Institucionais, Gestão e Políticas Públicas do partido, foi deputado estadual em Pernambuco e vice-prefeito do Recife.

 
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