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Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

Ser delicado é prudente, ser indelicado é estupidez. Criar inimigos inutilmente é uma loucura, é como quem põe fogo à própria casa.
Schopenhauer
25/11/2022

Os trabalhadores do SUS diante da pandemia e das ameaças à humanidade

Num debate em Salvador, testemunhos e análises daqueles que sofreram de maneira concentrada as negligências e sabotagens do governo

OUTRASAÚDE

PÍLULAS DIÁRIAS

Por Gabriel Brito

O Abrascão 2022 continua recebendo milhares de pessoas todos os dias para participar de atividades variadas, desde entregas de trabalho de pesquisa a debates sobre desafios e necessidades do SUS e seus usuários. Mas, para além dos usuários, há os próprios trabalhadores do sistema público de saúde. A pandemia gerou um nível talvez inédito de reconhecimento à sua importância, porém, dramas e urgências continuam em seu cotidiano.

Outra Saúde acompanhou o debate Impactos da pandemia de covid-19 à saúde dos trabalhadores e seus legados, realizado em uma das salas do Centro de Convenções de Salvador e colheu relatos a quente de pessoas que colocaram suas próprias vidas a serviço da salvação de tantas outras. Vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Hermano Castro expôs a realidade vivida por médicas(os) e enfermeiras(os).

Diante do aumento da demanda por serviços públicos que 2023 apresentará, é preciso ter clareza de que a tensão sobre a Saúde pública não é questão passada e transitória. Além de a pandemia seguir a existir, com a consequente continuidade da exposição dos profissionais da saúde a infecções, carência de materiais básicos, precarização do trabalho e jornadas exaustivas seguirão a existir.

“As condições pessoais foram muito difíceis, pois vivemos situação igual à dos usuários. Muitos trabalharam sem contrato de trabalho, em hospitais de campanha. Governos baixaram normas que diminuíam exigências para estágios, estudantes se formaram já trabalhando na linha de frente…”, enumerou a enfermeira Francisca Valda.

Membro do Conselho Nacional de Saúde, Francisca participou de pesquisas e tem conhecimento sistematizado sobre as adversidades dos trabalhadores(as) da saúde. “Tivemos algo que chamo de quíntupla carga no trabalho: indefinição da doença com demora em atualizar protocolo; sobrecarga física; risco biológico não reconhecido; insuficiência de medidas de proteção individual; efeitos psicossociais e negacionismo”, sintetizou.

“Fizemos uma rede que fosse capaz de registrar todos os relatos de trabalhadores sobre situações de exposição ao vírus e passamos manhãs e noites fazendo isso, nunca acabava”, completou Maria Juliana Correia, pesquisadora da Fiocruz-SC.

O ar que se respira neste 13º Congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva é de alegria e otimismo. A vitória de Lula e a recuperação de patamares razoáveis de debates públicos é o grande combustível deste encontro. Porém, para além das capacidades de gestão financiamento do SUS pelo Estado brasileiro, há o mundo que gira ao nosso redor. Os novos impasses da Cúpula do Clima do Egito, marcada pela incapacidade dos principais países em assumir compromissos reais de sustentabilidade são um aviso do espectro que ronda a humanidade.

É isso que enfatizou a procuradora do Ministério Público do Trabalho de SC, Marcia Cristina Kamei Aliaga. “Vivemos o resultado de um mundo cujo modo de produção já se comprovou insustentável. A covid representa uma grande crise, mas o intervalo entre crises do tipo está diminuindo, como mostraram as epidemias gripais de 2009, 2012 e 2016. Por exemplo, um documento da Unep de 2016 já alertava possível eclosão de epidemia de doença zoonótica”, considerou.

Marcia Aliaga afirmou ainda que os governos têm, inclusive por lei, o dever de se antecipar a tais possibilidades. Pois, como deixou claro, enquanto houver capitalismo e superexploração de recursos naturais o fenômeno se torna previsível. E não haverá sistema de saúde e recursos humanos capazes de segurar.

“Estávamos entre os países com melhores condições de lidar com a pandemia e mesmo assim os resultados foram o que vivemos. Claro que o negacionismo e a desinformação tiveram relação direta, mas precisamos saber operar este sistema e dentro disso a saúde do trabalhador é importante”.

GABRIEL BRITO

Gabriel Brito é jornalista e editor do Correio da Cidadania.

 
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