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21/10/2022

The Economist: Bem-vindos à Grã-Bretália, o Reino Unido após Liz Truss

Reino Unido se tornou um país com instabilidade política e baixo crescimento, subordinado aos mercados de ações

Nota do editor: Em 20 de outubro, Liz Truss se demitiu do posto de líder do Partido Conservador e portanto deixará o cargo de premiê. O partido organizará uma nova disputa por sua liderança, a terceira em três anos, para eleger seu sucessor, dentro de sete dias.

Em 2012, Liz Truss e Kwasi Kwarteng, dois dos autores de um panfleto chamado “Britannia Unchained”, usaram a Itália como alerta. Máquina pública inchada, baixo crescimento e baixa produtividade: os problemas da Itália e de outros países do sul da Europa também estavam presentes no Reino Unido. Dez anos depois, em sua atabalhoada tentativa de forjar um caminho diferente, Truss e Kwarteng ajudaram a tornar essa comparação inescapável. O Reino Unido é assolado ainda por um crescimento decepcionante e desigualdades regionais. Mas agora também é castigado pela instabilidade política e está à mercê dos mercados de ações. Bem-vindos à Grã-Bretália.

A comparação entre os dois países não é exata. Entre 2009 e 2019, o índice de produtividade no Reino Unido foi o mais baixo entre o G7, mas o da Itália foi muito pior. O Reino Unido é mais jovem e tem uma economia mais competitiva. Os problemas da Itália decorrem, em parte, de pertencer ao clube europeu; os do Reino Unido, por estar fora. Comparar as taxas de rentabilidade das obrigações de ambos os países é ilusório. O Reino Unido tem uma dívida menor, uma moeda própria e seu próprio banco central; o mercado considera que a chance de calote é muito menor no Reino Unido que na Itália.

Mas apesar do conceito de Grã-Bretália não ser uma verdade estatística, ele expressa uma realidade. O Reino Unido se aproximou muito da Itália nos anos recentes de três maneiras.

Liz Truss discursa como primeira-ministra do Reino Unido na Assembleia Geral das Nações Unidas, em imagem de 21 de setembro. Após dois meses de governo, britânica renunciou ao cargo

Liz Truss discursa como primeira-ministra do Reino Unido na Assembleia Geral das Nações Unidas, em imagem de 21 de setembro. Após dois meses de governo, britânica renunciou ao cargo Foto: Dave Sanders / NYT

A primeira — e mais óbvia — é a instabilidade política; que costumava definir a Itália e infectou completamente o Reino Unido. Desde o fim do governo de coalizão, em maio de 2015, o Reino Unido teve quatro primeiros-ministros (David Cameron, Theresa May, Boris Johnson e Truss), assim como a Itália. Os países tendem a permanecer nesse mesmo passo no futuro próximo. Giorgia Meloni deverá se tornar primeira-ministra em Roma; e o futuro de Truss não poderia ser mais precário. Longevidade ministerial agora é contada em meses: desde julho, o Reino Unido teve quatro chanceleres do Tesouro; a secretária de Interior se demitiu esta semana depois de apenas 43 dias no cargo. A confiança na política declinou conforme o caos aumentou: 50% dos britânicos confiavam no governo em 2010, e menos de 40% confiam atualmente. O lapso com a Itália nessa medida encolheu de 17% para 4%.

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Em segundo lugar, assim como a Itália se tornou a brincadeira dos mercados de ações durante a crise na zona do euro, agora, da mesma maneira, eles visivelmente controlam o Reino Unido. Os conservadores passaram os últimos seis anos perseguindo o sonho de uma soberania britânica aprimorada, mas, em vez disso, perderam o controle. Silvio Berlusconi foi removido do poder em 2011 depois de desrespeitar Bruxelas e Berlim; Kwarteng foi demitido do cargo de chanceler do Tesouro por causa da reação do mercado ao seu pacote de cortes de impostos não financiados. Os corretores de ações são os árbitros das políticas de governo do Reino Unido neste momento. Jeremy Hunt, o novo chanceler do Tesouro, extirpou a maioria dos cortes de impostos e decidiu, corretamente, redefinir o esquema do governo de garantia de custo da energia a partir de abril de 2023. A decisão que ele tem de tomar para suprir o buraco remanescente nas finanças públicas está sendo projetada com os mercados em mente.

Assim como os italianos se inquietam com “lo spread” entre obrigações do governo e títulos da dívida, os britânicos também aprenderam em um curso intensivo a maneira que os juros pagos pelas obrigações do governo afetam de tudo, desde o preço de suas hipotecas até a segurança de suas pensões. Na Itália, instituições como a presidência e o banco central atuam há muito como baluartes contra os políticos. E o mesmo ocorre atualmente no Reino Unido. Ao encerrar sua compra de emergência de obrigações, em 14 de outubro, o Banco da Inglaterra forçou o governo a reverter o curso mais rapidamente. Não há espaço para Hunt discordar do Escritório para Responsabilidade Orçamentária, uma entidade independente de auditoria fiscal. Essas instituições frearam parlamentares eleitos anteriormente, mas agora as correntes apertam com mais força e mais visivelmente.

Fonte: Estadão
 
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