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01/09/2022

Desemprego cai às custas de trabalho informal e salário mais baixo

Número de trabalhadores sem carteira assinada no período entre maio e julho foi o maior já registrado pelo IBGE

Vinicius Konchinski

Brasil de Fato | Curitiba (PR) |

Os dados sobre trabalho divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a queda no desemprego no país está ligada ao aumento do número de pessoas ocupadas em postos precários e de salários mais baixos.

Segundo o IBGE, 9,9 milhões de pessoas estavam desempregadas entre maio e julho, o que representa uma taxa de desemprego de 9,1%, a menor registrada desde janeiro de 2016. Entre fevereiro e abril deste ano, a taxa de desemprego era de 10,5%. Entre maio e julho do ano passado, era 13,7%.

Quem está trabalhando, porém, ganha em média 2,9% menos do que ganhava há um ano. A renda média do trabalhador hoje é de R$ 2.693 por mês. No ano passado, era R$ 2.773. A inflação acumulada em 12 meses, entretanto, está em cerca de 10% – o que leva a uma perda ainda maior do poder de compra do trabalhador.

Leia mais: Contrarreforma trabalhista cria empregos na Espanha e pode ser exemplo para Brasil

De acordo Adriana Beringuy, do IBGE, a última vez que houve crescimento significativo no rendimento dos trabalhadores foi no trimestre encerrado em julho de 2020.

O número de trabalhadores sem carteira assinada também atingiu um recorde no trimestre de maio a julho. São 13,1 milhões de pessoas trabalhando no setor privado e que não podem contar com a proteção da legislação trabalhista nacional.

O número é o maior já registrado na série histórica divulgada pelo IBGE desde 2012, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Ele é 4,8% maior do que no trimestre anterior (mais 601 mil pessoas) e 19,8% superior ao contingente apurado no mesmo período do ano passado (mais 2,2 milhões de pessoas).

:: No Brasil, quem recebe salário mínimo trabalha metade do mês ou mais para comprar cesta básica ::

O crescimento das vagas sem carteira é o dobro do registrado entre as vagas com carteira. No trimestre, os empregados privados formais chegaram a 35,8 milhões, subindo 1,6% (555 mil) frente ao trimestre anterior e 10,0% (mais 3,3 milhões) na comparação anual.

Os trabalhadores sem carteira fazem parte dos informais, que juntos são 39,3 milhões de pessoas – maior número já verificado pelo IBGE. Segundo o instituto, 39,8% dos trabalhadores ocupados são informais.

Também são informais empregadores e trabalhadores por conta própria que não tem empresa formal ativa, além de trabalhadores familiares auxiliares.

Edição: Nicolau Soares

 
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