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Leon Tolstoi
04/08/2022

Alta dos juros é o maior programa de redistribuição de renda dos pobres para os ricos da história

Copom eleva taxa Selic em meio ponto percentual, para 13,75% ao ano. Com a nova alta, a 12ª consecutiva, sociedade perde R$ 15 bilhões em um ano, calcula economista.

por Mariana Mainenti

Reunido desde ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (3) a elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, para 13,75% ao ano. Trata-se do 12º aumento consecutivo dos juros desde que teve início o ciclo de alta, em março de 2021. De acordo com o professor da Faculdade de Administração, Economia, Contabilidade e Gestão Pública da UnB, José Luís Oreiro, a decisão do Copom implicará em cerca de R$ 15 bilhões a mais no pagamento da dívida pública do país em um ano.

“Cada 1 ponto percentual da Selic representa em 12 meses mais de R$ 30 bilhões de transferência de renda de toda a sociedade para os rentistas. Esse é o maior programa de redistribuição de renda da história dos pobres para os ricos”, estimou Oreiro em entrevista ao Portal Vermelho, lembrando ainda que, quando a Selic começou a ser elevada, estava em 2% ao ano. Com a alta prevista para hoje, trata-se de um aumento de 11 pontos percentuais desde março de 2021.

José Luís Oreiro

O economista aponta que o ciclo de alta de juros não tem sido eficaz para controlar a inflação e prevê que os preços continuem aumentando após esta nova elevação. “De lá para cá a inflação só aumentou. Houve uma redução da inflação em julho devido à questão do ICMS dos combustíveis, então, o dado de julho veio abaixo dos dados de inflação mensais de 2022 por conta desse evento único que é da redução do ICMS. Mas nos meses subsequentes a inflação deve continuar elevada”, disse ele.

A previsão do mercado e do Banco Central é que o ano deve ser encerrado com uma inflação de quase 8%. “Ou seja, ainda é uma inflação muito alta, muito acima do regime de metas de inflação e com uma taxa de juros cavalar”, avaliou. A meta central de inflação a ser perseguida pelo Banco Central em 2022 é de 3,5%. “Se nós vamos ter uma inflação de 8% em 2022 com uma taxa de juros de 13% isso é uma taxa real de juros (descontada a inflação) de 5%”, comentou.

Economia mais fraca

De acordo com o economista, o impacto da política monetária contracionista sobre a economia, em um momento em que o Produto Interno Bruto do país já se encontra em patamar inferior ao de 2013, será de enfraquecimento da atividade econômica no segundo semestre.

“Isso é péssima notícia para o Bolsonaro. Mas realmente é muito ruim para um país em que nós temos 33 milhões de pessoas com fome, onde é mais do que urgente a geração de renda e emprego, você estar fazendo um aumento dessa magnitude da taxa de juros, o que significa que está transferindo renda de toda a sociedade para os rentistas”, criticou.

Fonte: Vermelho
 
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