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28/07/2022

Secretário estadual do Trabalho pede demissão e reclama de falta de condições

Hamilton Sossmeier alegou que recebeu uma pasta desestruturada e não conseguiu sequer nomear diretor administrativo e financeiro

Rosane de Oliveira

“Nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram, nem ninguém jamais imaginou o que Deus tem preparado para aqueles o amam.” É com essa citação de Corínthios 2:9 que o vereador e pastor Hamilton Sossmeier encerra a carta com o pedido de exoneração do cargo de secretário estadual de Trabalho, Emprego e Renda. Dirigida ao governador Ranolfo Vieira Júnior, a carta de sete parágrafos é repleta de reclamações.

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Sossmeier chama o pedido de demissão de “renúncia” e diz que encontrou “uma secretaria totalmente desestruturada e com diversas irregularidades deixadas pela gestão passada”. A secretaria era comandada pelo ex-ministro Ronaldo Nogueira, que deixou o cargo para ser candidato a deputado estadual pelo Republicanos.

O secretário que está deixando o cargo diz que as instalações no 8º andar do prédio do Tudo Fácil eram precárias e que, com a colaboração do diretor-geral do Centro Administrativo Fernando Ferrari e da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão conseguiu se transferir para o prédio onde estão as demais secretarias.

“Ocorre que as dificuldades foram ficando mais intensas devido ao déficit de funcionários habilitados para setores chaves de comando de uma secretaria de Estado. Trabalhei por cinco meses sem um diretor administrativo e um diretor financeiro, sendo estes pontos nevrálgicos de uma gestão bem-sucedida, sobretudo diante do fato de estar instaurando uma sindicância por irregularidades ocorridas na gestão passada, justamente nesses dois setores”, reclama Sossmeier, que diz ter relatado a situação por diversas vezes e para diferentes órgãos do Estado.

Por fim, o secretário diz que deixa o cargo “exausto por tantas frustrações” e agradece a Ranolfo pelo convite e pela confiança. A carta, datada de 25 de julho, veio a público nesta quarta-feira (27).

Coincidência ou não, o Diário Oficial de terça-feira (26) trouxe nas páginas 104 a 108 um extrato de ata da instalação de sindicância, no dia 18 de julho, para apurar eventuais irregularidades na gestão de Nogueira, a pedido de Sossmeier. Além do ex-secretário, a comissão deve investigar a conduta de três assessores dele, por supostas irregularidades na contratação de duas locadoras de veículos, de uma empresa fornecedora de combustíveis, de uma agência de viagens, de uma transportadora, de uma gráfica, de uma floricultura e de uma produtora de eventos.

A publicação não só detalhava os contratos a serem investigados, como tipificava os crimes que cada um teria cometido. Nesta quarta-feira (27), a publicação sumiu da versão digital do Diário Oficial.

Questionado pela coluna, o governo informou que a publicação foi retirada porque continha irregularidades, entre as quais violação à Lei Geral de Proteção de Dados e ao Estatuto do Servidor Público. O entendimento é de que ata de instalação de sindicância não é ato publicável por ser meramente balizador da condução dos trabalhos e sua publicação pode ofender a lisura, o contraditório e a ampla defesa.

À coluna, Nogueira disse que tem muito respeito por Sossmeier e negou ter cometido irregularidades:

— Irregularidade herdada da minha gestão, isso é impossível. Existem algumas formas de você provar que é correto. Uma delas é nas relações do dia a dia entre as pessoas mais próximas. Quanto ao alegado, a secretaria surgiu por conta da reorganização administrativa e enfrentamos alguns problemas estruturais. É possível que tenham ocorrido alguns problemas administrativos, mas tenho absoluta certeza de que nada comprometa o erário ou confronte alguma legalidade.

Fonte: GZH
 
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