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13/05/2022

Filme Pureza: a história real de uma mãe contra o trabalho escravo

Equipe do filme Pureza, em parceria com mais de 85 entidades que lutam pelo fim do trabalho escravo, promoverá dia 13, às 13 horas, uma grande corrente no Twitter para alertar a sociedade brasileira

Escrito por: Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha

O Filme Pureza, de Renato Barbieri, estrelado por Dira Paes, inspirado em uma história real que retrata a saga de uma mãe que desafiou fazendeiros e jagunços para resgatar o filho da escravidão contemporânea na Amazônia brasileira, estreia nacionalmente no próximo dia 19 (quinta-feira), em mais de 100 salas em todo o território nacional e, em seguida, nas plataformas digitais. Antes, porém haverá duas pré-estreias sociais: dia 18, em São Luís, Maranhão, e no próprio dia 19, em Sobral, Ceará.

Para promover o filme e alertar a sociedade brasileira sobre a chaga da escravidão, a equipe de Pureza em parceria com mais de 85 entidades que lutam pelo fim do trabalho escravo, promoverá dia 13 (sexta-feira), às 13 horas, uma grande corrente no Twitter.

A CUT Nacional, por meio das secretarias de Comunicação, Combate ao Racismo, Direitos Humanos e Cultura, convida os companheiros e companheiras de todas as entidades CUTistas para participar das ações de lançamento e divulgação do filme. O objetivo final do projeto de lançamento é o de criar um ambiente propício para a sensibilização e conscientização da sociedade brasileira para a realidade do trabalho escravo em nosso país, para que pautas importantes avancem junto aos Três Poderes e para que surjam novos programas educativos e de conscientização, corroborando com todo o nosso esforço pela erradicação do trabalho escravo contemporâneo e a promoção do trabalho digno no Brasil.

A data do tuitaço é simbólica por ser “celebrado” o Dia da Abolição da Escravatura, que não é comemorada como dia da libertação de negros e negras do país. Para lideranças dos movimentos sindical e negro, ao assinar a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel não editou nenhuma medida para garantir uma sobrevivência digna para os negros e negras sequestrados no continente africano, escravizados durante anos, libertados e jogados nas ruas com a roupa do corpo e nada mais. Isso contribuiu com a perpetuação do racismo, afirmam.

Participe do tuitaço

Para participar compartilhe seu tweet ou post no Instagram com as hashtags #NaoAoTrabalhoEscravo e #SomosTodosPureza. Marque uma personalidade ou um amigo para o retweet, de forma que se forme uma grande onda de mobilização nas redes. Veja aqui sugestão do banco de tuites

DIVULGAÇÃO

Divulgação

O filme - premiado nacional e internacionalmente

Vencedor de 28 prêmios nacionais e internacionais, o longa é inspirado na história real de Dona Pureza, uma mãe brasileira que, durante três anos, desafiou todos os perigos para encontrar seu filho e se tornou um símbolo do combate ao trabalho escravo contemporâneo.

Sua trajetória de luta foi reconhecida internacionalmente e, assim, em 1997, recebeu em Londres o Prêmio Antiescravidão oferecido pela organização não-governamental britânica Anti-Slavery International, a mais antiga organização abolicionista em atividade.

Segundo o diretor Renato Barbieri, o filme serve de alerta e atua preventivamente contra o trabalho escravo, já que quando um trabalhador assiste ao filme, ele entende a mecânica do trabalho escravo, como acontece o aliciamento, por que seus documentos são confiscados.

“Estamos fazendo sessões em regiões vulneráveis para aumentar a consciência do país sobre esse gravíssimo problema que afeta a dignidade humana. É necessário abrir os olhos e o coração da sociedade brasileira para o trabalho escravo. Precisamos virar essa página dramática de nossa história", diz

Sobre Dona Pureza

Pureza Lopes Loyola nasceu em Presidente Juscelino, município a 85 km de São Luís, e se mudou para Bacabal, a 240 km da capital, onde o marido tinha parentes. Com o fim do casamento, a sobrevivência passou a depender da olaria e da venda de tijolos na qual trabalhava ombro a ombro com seus cinco filhos. Evangélica, alfabetizou-se aos 40 anos com o objetivo de ler a Bíblia.

Em 1993, depois de meses sem notícias do filho caçula, Antônio Abel, que partira em busca da sorte no garimpo, Pureza decidiu seguir seu rastro. Com a roupa do corpo e munida de uma bolsa, sua Bíblia e uma foto de Abel, Pureza estava decidida a encontrá-lo vivo ou morto. Sabia apenas que ele tinha ido ao Pará.

Em sua busca determinada por Abel, Pureza visita fazendas e descobre um perverso sistema de aliciamento e escravidão de trabalhadores “contratados” para derrubar grandes extensões de mata nativa a fim de converter a área em pastagem para o gado.

De fazenda em fazenda, Pureza conheceu de perto o drama dos peões, tornando-se amiga e confidente de muitos trabalhadores. Conheceu por dentro o sistema pelo qual os empregadores confiscavam documentos de identidade dos empregados e tornavam-nos totalmente dependentes dos encarregados para obter roupa, comida e produtos básicos. Ouviu relatos dramáticos de trabalhadores que poderiam ser mortos se tentassem se rebelar ou fugir.

Com a ajuda da Comissão Pastoral da Terra – a CPT, Pureza entrou em contato com o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho no Maranhão, no Pará e em Brasília. Chegou a escrever cartas para três presidentes da República: Fernando Collor, Itamar Franco (o único que lhe respondeu) e Fernando Henrique Cardoso. Até hoje, ela guarda uma cópia de cada uma dessas cartas.

A batalha de Pureza para encontrar Abel deu impulso decisivo à criação, em 1995, do Grupo Especial Móvel de Fiscalização, que uniu auditores-fiscais do trabalho, policiais federais e procuradores do trabalho para viabilizar o cumprimento da lei e a observância de direitos trabalhistas em todo o território nacional. Em 1997, Pureza recebeu em Londres o Prêmio Anti-Escravidão da Anti-Slavery International, a mais antiga organização de combate ao trabalho escravo em atividade no mundo.

Hoje, Abel vive em Bacabal com Pureza e a família. Entre 1995 e 2021, o Grupo Móvel libertou mais de 57 mil trabalhadores em condições análogas à escravidão.

O trabalho escravo no Brasil e no mundo

Em 2018, segundo estimativas da Walk Free Foundation, 369 mil pessoas foram submetidas à escravidão no Brasil. No mesmo ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) 40,3 milhões de pessoas foram submetidas à escravidão no mundo.

A política de combate ao trabalho escravo no Brasil se tornou referência mundial. Atualmente, o combate ao trabalho escravo enfrenta retrocesso no atual governo federal e no Congresso.

Serviço - Canais do filme Pureza:

Site: https://www.purezaofilme.com.br/

Instagram: @purezaofilme (https://www.instagram.com/purezaofilme/)

WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/DHqa20esK7e0ervbBNjYGi

Twitter: @purezaofilme (https://twitter.com/purezaofilme)

PUREZA - Trailer Oficial: https://vimeo.com/489022476

Fonte: Cut
 
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