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No reinado da lei, o pobre e o rico tem direitos iguais... e o pequeno vence o grande se tem por si a justiça; é uma idéia remota, pois vem de Euripides. Historicamente, porém, é uma idéia falsa: o direito nunca foi outra coisa senão uma organização das desigualdades.
Jean Cruet
29/03/2022

Lobista da privatização, novo presidente da Petrobras defende dolarização dos combustíveis

Petroleiros enxergam que escolha de Adriano Pires faz parte de estratégia para acelerar privatização na reta final do governo Bolsonaro

A saída do general Joaquim Silva e Luna do comando da Petrobras não deve promover grandes mudanças na política de preços dos combustíveis. O escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para assumir a petrolífera é o economista Adriano Pires, que defende a manutenção da política atual de dolarização dos derivados de petróleo em um país autossuficiente.

Figurinha carimbada na grande mídia, Pires é um notório defensor da privatização da Petrobras e já atuou como lobista defendendo os interesses de empresas de óleo e gás. A escolha pode ser uma forma de Bolsonaro tentar agradar o mercado na reta final de seu governo.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (28), o governo confirmou a indicação de Pires para a presidência da estatal no lugar do general Silva e Luna. "O governo renova o seu compromisso de respeito a sólida governança da Petrobras, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Empresa", afirma a nota. O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, foi indicado para presidir o Conselho de Administração. Ele chegou a ser acusado por torcedores de ter alinhado o clube com o governo para usá-lo como trampolim.

Apesar de Bolsonaro fazer uma cena de que estaria indignado com o preço dos combustíveis, isso não deve mudar. Pires é favorável à manutenção da dolarização promovida pela Política de Preço de Paridade Internacional (PPI), criticada por especialistas e pelo ex-presidente Lula (PT), que já afirmou que pretende mudar essa orientação que vem desde o governo de Michel Temer (MDB).

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, criticou duramente o escolhido. “O indicado do governo federal vem para acelerar a privatização da estatal e assumir o eventual desgaste pela crise no lugar do presidente Jair Bolsonaro. Já estou esperando declarações como ‘os preços estão altos por causa dos altos salários da estatal’ ou ‘privatizar e usar o dinheiro como subsídio é a melhor saída para baixar os preços dos combustíveis’, afirmou o dirigente à Revista Fórum. Essa jogada pode ser uma forma de Bolsonaro se reaproximar do empresariado na reta final de seu governo entregando a Petrobras de bandeja.

Pires é conhecido como lobista dos interesses de empresas de óleo e gás, ou seja, em prol da privatização. Artigo publicado por Claudio da Costa Oliveira, economista aposentado da Petrobras, em 2019 no Brasil 247 já apontava que Pires "é um conhecido lobista, defensor dos interesses das petroleiras estrangeiras, atuando junto à Petrobrás, ANP e Congresso Nacional".

A presença frequente de Pires nos jornalões como "lobista em pele de cordeiro" também foi criticada pela jornalista Nayara Felizardo em artigo publicado na Newsletter do The Intercept Brasil em dezembro de 2021.

Conforme destacou a FUP, o novo presidente da Petrobras é um defensor árduo da privatização. Em texto publicado no Poder360 em 2019, ele defendeu o governo Bolsonaro e traçou os caminhos para a venda da companhia.

"O governo atual vem defendendo a bandeira da privatização, de forma correta, desde a campanha presidencial. O objetivo é interromper sucessivos anos de intervenções políticas nas estatais e acabar com a politica dos campeões nacionais, cujo auge se deu durante o governo do Partido dos Trabalhadores. Quando bem regulada e fiscalizada, a empresa privatizada melhora sua eficiência operacional, aumenta os lucros, realiza investimentos, paga mais impostos e promove o desenvolvimento, beneficiando toda a sociedade", disse o economista no artigo. Ele ainda cita (de forma não-irônica) que o "setor de telefonia talvez seja o melhor exemplo no Brasil".

Na sequência, o economista defende o modelo de capitalização para a promoção da privatização da companhia. "Um dos modelos adotados para privatizar uma empresa é o de capitalização. A estratégia consiste em fazer uma oferta pública de ações em quantidade suficiente para que o Estado deixe de ser acionista majoritário da empresa. [...] Esse é o caminho que o governo e a Petrobras buscam com a BR e que deve ser seguido por outras estatais brasileiras, como a Eletrobras. A economia nacional precisa de empresas com esse perfil, para investir mais no Brasil e pensando em expandir seus investimentos para outros países", escreveu.

Fonte: FÓRUM
 
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