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Jean Cruet
23/03/2022

Gabrielli: multinacionais exportam petróleo do Brasil e ganham sem pagar imposto

Ex-presidente da estatal afirmou que só com a redução das rendas destinadas à União e aos investidores seria possível reduzir os preços dos combustíveis no curto prazo

Por Tiago Pereira, da RBA

São Paulo – O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli criticou os lucros “pornográficos” dos acionistas da Petrobras. Nesta terça-feira (22), em webinar promovido pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), ele afirmou que a tendência é que os preços do petróleo no mercado internacional se mantenham em alta nos próximos meses, em função da guerra na Ucrânia. “A tendência é de que esses preços se mantenham altos. Variando, mas altos. E essa alta no preço internacional vai acabar impactando os preços domésticos”, disse Gabrielli. Como resultado da distribuição da renda petroleira no Brasil, são os acionistas da Petrobras “os grandes ganhadores” desse processo, acrescentou.

Nesse sentido, ele também afirmou que, com essa alta, deve aumentar a pressão externa sobre o Brasil contra qualquer tentativa de reduzir os preços dos combustíveis internamente. “Como cerca de 25% do mercado de gasolina, 30% do GLP e 25% do Diesel são importados, vamos ter um problema, sem ampliar o refino. Como ampliar o refino no curto prazo é impossível, vamos ter problemas decorrentes da guerra”, ressaltou.

O ex-presidente da Petrobras destacou principalmente a dependência da importação de diesel. “O mercado de diesel está em crescente escassez no mundo. Está faltando diesel, e essa guerra tem agravado a escassez”.

Fundo de estabilização

Para Gabrielli, o projeto que cria o fundo de estabilização, aprovado no Senado há duas semanas, também não resolve o problema da alta dos combustíveis no Brasil. Principalmente, segundo ele, porque os senadores retiraram da proposta a criação de um imposto sobre exportação de petróleo bruto.

“As empresas internacionais que atuam no Brasil, que são grandes exportadoras, estão ganhando uma baba de dinheiro, sem pagar imposto praticamente. Com a crise e o aumento do preço, vão ganhar mais ainda. Isso tudo, sem nenhum mecanismo de redirecionamento dessas rendas para reduzir o impacto sobre o consumidor final ou estimular a ampliação do refino no Brasil”, criticou.

No curto prazo, o que poderia resolver, segundo ele, além do imposto sobre exportação, seria diminuir as rendas da Petrobras pagas à União, bem como reduzir os lucros aos acionistas.

Outros impactos

Além disso, Gabrielli também destacou que o Brasil é “extremamente dependente” das importações de fertilizantes. E a Rússia, Belarus e Ucrânia são grandes produtores desses insumos, mas estão praticamente impedidos de exportar, seja em função do conflito ou das sanções aplicadas contra os russos. “Temos que buscar novas fontes. As negociações com o Canadá e a Venezuela para substituir os fertilizantes russos e ucranianos tem avançado”, destacou. Ainda assim, ele prevê impacto no preço dos alimentos nas safras deste ano. “Está faltando fertilizante no mundo, e o preço está muito mais caro”.

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