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28/12/2021

Intelectuais estrangeiros alertam para perigo de politização da Polícia Federal

“Os amigos do Brasil em todo o mundo devem expressar sua consternação com o uso descarado da Polícia Federal para fins de assédio político”, aponta documento assinado por personalidades como Noam Chomsky, Oliver Stone e Jeremy Corbyn

Por Redação RBA

São Paulo – Políticos e intelectuais estrangeiros alertam que o presidente Jair Bolsonaro pode transformar a Polícia Federal (PF) num instrumento de perseguição aos adversários políticos durante a eleição presencial de 2022. O aviso foi feito por meio de uma carta organizada pelo deputado federal David Miranda (Psol-RJ), na qual pede vigilância sobre possíveis intimidações feitas pelo atual presidente. As informações são do site Conjur.

Entre as ações mencionadas na carta está a recente operação da PF na residência do ex-governador do Ceará Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, além da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, cujas acusações apresentadas na Operação Lava Jato já foram derrubadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano.

A carta, escrita em inglês, foi assinada pelos britânicos Jeremy Corbyn, ex-líder do Partido Trabalhista, e Ken Livingstone, ex-prefeito de Londres. O linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, o cineasta Oliver Stone, o ex-especialista independente da ONU, Alfred de Zayas, também assinam o texto. A publicação é rubricada ainda pelo congressista democrata Ilhan Omar, além de Mark Weisbrot, do Centro de Estudos em Política Econômica de Washington.

Além de Bolsonaro, a carta cita o ex-juiz Sergio Moro, outro que tentará ser presidente no ano que vem, como uma ameaça à ordem democrática. “Os amigos do Brasil em todo o mundo devem expressar sua consternação com o uso descarado da Polícia Federal para fins de assédio político. Apelamos a todos os que se preocupam com o Brasil e com a causa da liberdade política no mundo a redobrar sua vigilância contra o uso do poder governamental para conter a oposição a Bolsonaro. O Brasil nunca precisou mais de nós”, escreveram.

Operação da Polícia Federal contra Ciro

No último dia 15, o pré-candidato à presidência pelo PDT Ciro Gomes foi alvo de uma operação da Polícia Federal junto com seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT-CE). Para o ex-governador cearense, tratou-se de uma ação de cunho político ordenada pelo presidente Jair Bolsonaro. O mandado de busca e apreensão tinha como motivação supostas irregularidades em obras do estádio Castelão, no Ceará, para a Copa do Mundo de 2014.

“Não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade”, reagiu o presidenciável na ocasião. O pedetista também considerou o pretexto da operação da PF como “pitoresco”. “Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e despropositada tem o objetivo claro de tentar criar danos à minha pré-candidatura à presidência da República”, justificou.

Leia a carta na íntegra

“Na quarta-feira, 15 de dezembro de 2021, a Polícia Federal do Brasil invadiu o apartamento de Ciro Gomes, candidato à presidência do Brasil, em Fortaleza, Ceará, e apreendeu aparelhos eletrônicos e papéis supostamente ligados a uma investigação de fatos que teriam ocorrido entre 2010 e 2013.

Ciro Gomes nunca foi condenado, nem mesmo acusado, de qualquer atividade corrupta em sua longa carreira política. À época dos eventos em questão, ele não exercia funções públicas — no governo estadual ou em qualquer outra parte da estrutura governamental do Brasil.

Essa operação de busca e apreensão sinaliza um novo e perigoso momento na corrida para as eleições presidenciais do Brasil em outubro de 2022. A Polícia Federal, diretamente sob o controle do presidente Bolsonaro — e com facções ainda leais ao ex-juiz Sergio Moro, o juiz corrupto que prendeu Lula em 2018 e agora também concorre à presidência —, agora serve para intimidar os oponentes de Bolsonaro na eleição. Os amigos do Brasil em todo o mundo devem expressar sua consternação com o uso descarado da Polícia Federal para fins de assédio político. Apelamos a todos os que se preocupam com o Brasil e com a causa da liberdade política no mundo a redobrar sua vigilância contra o uso do poder governamental para conter a oposição a Bolsonaro. O Brasil nunca precisou mais de nós”.

 
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