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24/12/2021

Brasil cria 324 mil vagas com carteira em novembro, segundo o Caged

Ministério do Trabalho registrou 1,77 milhão de admissões e 1,44 milhão de desligamentos no mês

Gabriel Shinohara

BRASÍLIA — O Ministério do Trabalho divulgou nesta quinta-feira que o país criou 324.112 vagas de emprego em novembro. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que reúne o total de admissões e desligamentos mensalmente.

O número de novembro veio depois de dois meses em que o ritmo de criação de empregos vinha caindo. Depois de 375.284 vagas em agosto, o segundo maior número para um mês do ano, setembro registrou 318.051 e outubro, 241.766.

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O saldo de novembro foi resultado de 1.772.766 admissões e 1.448.654 desligamentos.

Patrícia Krause, economista-chefe da Coface para a América Latina, ressalta que o mercado de trabalho em novembro tem impactos positivos pela reabertura da economia e pela sazonalidade do ano, com as contratações para as festas de fim de ano.

— O destaque é a parte de serviços e comércio, vejo ganhos com a parte de serviços com abertura e também a época do ano que tem uma demanda maior, os dados de novembro refletindo isso — explicou a economista.

Neste ano, o saldo de emprego até novembro é de criação de 2,99 milhões postos.

HOTÉIS ESPERAM 100% DE OCUPAÇÃO PARA ANO NOVO, COM AVANÇO DA VACINAÇÃO E REABERTURA

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A estimativa é que para o Reveillon haverá 100% de ocupação da rede hoteleira da cidade. Na foto o Hotel Nacional em São Conrado. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

A estimativa é que para o Reveillon haverá 100% de ocupação da rede hoteleira da cidade. Na foto o Hotel Nacional em São Conrado. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Na foto, o casal Lucas Alberto 33 anos, e Alexka Delate, 2 anos, vieram de São Paulo para comemorara o aniversário de casamento no Rio Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Na foto, o casal Lucas Alberto 33 anos, e Alexka Delate, 2 anos, vieram de São Paulo para comemorara o aniversário de casamento no Rio Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Ocupação dos hotéis tem alta com público brasileiro. Com isso os hotéis tem contratado novos funcionários. A camareira Carina Gomes da Silva, 41 anos, está há 3 meses trabalhando no Hotel Pestana, em Copacabana. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Ocupação dos hotéis tem alta com público brasileiro. Com isso os hotéis tem contratado novos funcionários. A camareira Carina Gomes da Silva, 41 anos, está há 3 meses trabalhando no Hotel Pestana, em Copacabana. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

A estimativa é que para o Reveillon haverá 100% de ocupação da rede hoteleira da cidade. Com isso os hotéis tem contratado novos funcionários. A camareira Carina Gomes da Silva, 41 anos, está há 3 meses trabalhando no Hotel Pestana, emm Copacabana. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

A estimativa é que para o Reveillon haverá 100% de ocupação da rede hoteleira da cidade. Com isso os hotéis tem contratado novos funcionários. A camareira Carina Gomes da Silva, 41 anos, está há 3 meses trabalhando no Hotel Pestana, emm Copacabana. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

A estimativa é que para o Reveillon haverá 100% de ocupação da rede hoteleira da cidadde. Na foto o Hotel Nacional em São Conrado. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

A estimativa é que para o Reveillon haverá 100% de ocupação da rede hoteleira da cidadde. Na foto o Hotel Nacional em São Conrado. Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

A economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, ressalta que o saldo veio acima do projetado por ela, que era de 250 mil, e do mercado, que projetava um número abaixo. Ela explica que o número também foi impactado pelas contratações nas novas modalidades, de trabalho intermitente e parcial, e pela queda do salário de entrada.

— O trabalho parcial e o intermitente estão dando novas configurações para o Caged. O que eu vejo: primeiro, essa surpresa advém basicamente dessas duas novas modalidades que dão mais facilidade ao mercado de trabalho e queda no salário no real. O trabalhador está se dispondo a trabalhar para ganhar menos, isso estimula a possibilidade de novas contratações — disse.

No mês passado, o Ministério do Trabalho revisou os números do Caged e 2020 passou a ter fechamento líquido de vagas. No final do ano passado, o governo comemorou a criação de vagas em um ano de pandemia.

Inicialmente, o governo divulgou, em janeiro deste ano, que o saldo de empregos em 2020 havia sido de 142.690 vagas, fruto de 15.166.221 admissões e de 15.023.531 desligamentos.

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Setor de serviços lidera contratações

O setor de serviços foi o que mais contratou em novembro com 818,2 mil admissões. Com o registro de 637,2 mil desligamentos, o saldo ficou em 180,9 mil, também o maior entre as cinco atividades econômicas consideradas no Caged.

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Em segundo lugar ficou o comércio, com saldo de 139,3 mil vagas. Em terceiro o setor de construção com 12,5 mil postos de saldo e em quarto a indústria, com 8,1 mil. O único setor que registrou saldo negativo foi a agricultura, com perda de 18,6 mil postos de trabalho.

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Bruno Dalcolmo, ressalta que esse resultado mais forte nos serviços e comércio tem um fator sazonal, mas que a indústria também contribuiu porque normalmente são registrados mais demissões do que admissões neste período de fim de ano para o setor.

— Sem dúvida há um peso importante na sazonalidade, especialmente quando a gente olha dinâmica entre os setores, há uma dinâmica marcada para serviços, mas principalmente para comércio ao final do ano — disse.

A expectativa do governo para dezembro é de um saldo negativo, como é característica do mês por conta das demissões de trabalhadores temporários. Já para 2022, não há projeção oficial, mas Dalcolmo ressalta que os números devem continuar positivos, mas em uma escala menor.

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— Há expectativa de permanência de saldos positivos, mesmo reconhecendo que o emprego formal é uma consequência do crescimento geral da economia. Se o crescimento geral da economia termina não se confirmando muito forte é natural que os números positivo não sejam tão fortes como este ano — disse.

As projeções de crescimento no próximo ano são menores e em alguns casos até negativas. O mercado está projetando alta de 0,5%, enquanto o Banco Central estima crescimento de 1%.

Menor salário de admissão

Os dados do Caged mostram que o salário médio de admissão em novembro foi de R$ 1.778,84, o menor neste ano.

O número vem se reduzindo em todos os meses desde maio, quando estava em R$ 1.900,65. Em outubro, era de R$ 1.810,54.

Passianoto ressalta que a criação de empregos tem um efeito multiplicador na economia forte, mesmo com salários mais baixos e que o impacto “perverso” é para a renda familiar, que já sofre com a inflação acima do patamar de 10%. Ela ressalta, no entanto, que esses salários devem subir no futuro.

— Essa redução de renda real dos trabalhador não se sustenta, daqui a um tempo ele vai ver que não vale a pena trabalhar se não consegue minimamente pagar suas despesas. A tendência é que se gere um equilíbrio — disse.

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Programa de manutenção de empregos

Em novembro, o total de empregos que estão protegidos pelo bEM, programa do governo para manutenção de empregos durante a pandemia, é de 1,68 milhão e cairá para 1,36 milhão em dezembro.

Segundo o secretário-executivo do Ministério do Trabalho o programa foi construído para funcionar como uma “ponte” entre a crise e a normalização da economia, então o governo espera que o fim do período de garantia de emprego não represente um aumento significativo de desempregados.

— A expectativa é que a maior parte dos trabalhos sejam sim retidos durante o próximo ano e as empresas no momento que se utilizaram do benefício e foram obrigadas a manter, fizeram exatamente esse cálculo. Provavelmente essas pessoas que estão aí são pessoas importantes para o ambiente de produção, fabril, serviço e comércio — disse.

Fonte: O GLOBO
 
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