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Leon Tolstoi
21/12/2021

O peso de um governo: Argentina cresce 4,1% e Brasil entra em recessão no 3° trimestre

Com todas as variáveis complexas que influenciam nos índices econômicos, qual é, afinal, o mérito do governo Fernández no cenário de lá e a responsabilidade da gestão Bolsonaro por aqui?

Por Henrique Rodrigues

Os dados mais recentes da economia argentina mostram que nosso vizinho cresceu 4,1% no 3° trimestre deste ano, enquanto no mesmo período o Brasil recuou 0,1%, entrando tecnicamente em recessão. O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina, pelas estimativas até agora, neste finalzinho de ano, deve fechar com um crescimento de 11,9%, enquanto o nosso foi revisto para baixo e previsto em 4,58%. Uma outra informação que igualmente chamou a atenção foram as exportações nos dois países. Ao passo que as vendas para o exterior dos argentinos cresceram 7,3% no terceiro trimestre deste ano, as brasileiras diminuíram 9,8%.

É inegável que existem muitas diferenças entre a economia brasileira e a de nossos “hermanos”, mas também é impossível não perceber que a forma como Alberto Fernández e seu ministro Martín Guzmán conduzem a política macroeconômica é totalmente diferente do estilo “bumba-meu-boi” empreendido por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, que por horas parecem oscilar entre ideias aparentemente antagônicas e medidas claramente impopulares que impõem aos mais pobres uma dura carestia, sempre escorados num dogmatismo mofado que amarra o pensamento do “Posto Ipiranga”. Nessa toada, o Brasil segue naufragando.

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Para o economista Marco Antonio Rocha, doutor e professor da Unicamp, não é correto traçar um paralelo direto entre as duas realidades econômicas existentes em Argentina e Brasil, já que elas são bem diferentes, mas nem por isso deixa de ser perceptível que nossos vizinhos do sul conduziram políticas de socorro às famílias muito mais eficientes e eficazes no decorrer do grande baque causado pela pandemia da Covid-19.

“Quando olhamos os dados da economia argentina, comparativamente ao Brasil, nós temos que tomar um certo cuidado por conta da situação geral da economia deles, sobretudo quando falamos de crescimento econômico pra esse ano. A inflação argentina já ultrapassa 50% no acumulado, o índice de pobreza cresceu muito lá, não só na região metropolitana de Buenos Aires, mas no país como um todo, então essa análise do crescimento tem que ser ponderada, já que há inflação muito alta e uma escassez de divisas que dificultam o acesso a certos bens. É necessário que se leve em consideração a situação geral das famílias na Argentina. Visto isso, o que houve lá que justifique um crescimento maior da economia lá do que aqui? A variável mais importante para esse crescimento na Argentina foi a recuperação do investimento em comparação com o Brasil. O investimento na Argentina em 2021 cresceu bastante e foi a um índice razoável e agora, no terceiro trimestre, o consumo das famílias vem se recuperando também, que é o principal componente do PIB pra explicar esse crescimento. O consumo das famílias vem sendo ampliado, recuperado, sobretudo por uma política social mais incisiva, fruto das ações do governo Fernández durante a pandemia, que tem procurado compensar esse aumento da pobreza com o aumento do gasto em política social. Isso tem surtido algum efeito, tem melhorado o consumo entre as famílias, resultando num crescimento mais expressivo do PIB para eles. No entanto, há de se descontar disso uma inflação muito alta, maior que a do Brasil, e crescimento nos preços dos alimentos, que vai afetar diretamente as famílias mais pobres, ainda que em compensação no Brasil tenhamos visto uma taxa de investimento ainda muito baixa, que é fruto, talvez, da própria desconfiança com que se vê a economia brasileira e a própria gestão macroeconômica no país. De fato, os argentinos vêm registrando uma taxa maior de investimento do que nós”, explicou o economista da Unicamp.

Fonte: Revista Fórum
 
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