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01/10/2021

Mudança em notificações da pandemia gera controvérsia de dados

Mudança em sistema do Ministério da Saúde gera variações acentuadas no número de casos de Covid, que comprometem a precisão do quadro da pandemia no Brasil.

por Cezar Xavier

Não se sabe qual a motivação para uma mudança no registro de dados enviados ao Ministério da Saúde, que já causa confusão e deixa gestores e especialistas no escuro sobre os rumos da pandemia no Brasil. Após 17 meses de funcionamento do sistema, o país paga um preço alto, conforme ocorre uma mudança que gerou confusão nas secretarias de saúde de todo o país em meio a uma pandemia letal.

Variações drásticas na curva de dados acabam distorcendo a evolução da pandemia

A mudança tem provocado variações acentuadas no número de casos da covid, e isso dificulta previsões sobre os rumos da pandemia no Brasil. No último dia 18, a curva de contágios notificou 150.106 casos, quando a média era de cerca de 20 mil casos diários (veja gráfico ao lado). Foram casos represados pela questão técnica.

Com essas variações bruscas, fica difícil para analistas confiar se os dados apontam para aumento de casos e óbitos, ou se estão estabilizados (o cenário aparente atual), ou se há queda. Uma informação importante para que a vigilância sanitária oriente prefeitos e governadores para prevenir um eventual agravamento da crise sanitária.

Os dados sobre confirmação de casos de Covid passaram a ser afetados a partir do dia 8 de setembro. Foi quando o Ministério da Saúde mudou o sistema de notificação, passou a exigir informações mais detalhadas, como número de lote de testes.

Questiona-se a necessidade dessa mudança, que alterou a maneira de preencher os dados, mas nem todos os estados e municípios conseguiram se adaptar rapidamente à mudança, além de ter que revisar dados de milhões de casos antigos. Segundo reportagem da Rede Globo, só em São Paulo, são mais de 20 milhões de casos que precisam ser novamente analisados por técnicos da Secretaria Estadual da Saúde. Técnicos do governo do estado apontam falhas na comunicação do Ministério da Saúde sobre o sistema, conforme entrevistas à reportagem.

Nesta quinta-feira (30), a Fiocruz divulgou que o Brasil registra o menor patamar de casos com síndrome respiratória aguda grave desde o início da pandemia. Segundo a reportagem, esse diagnóstico baseado em dados oficiais, pode refletir um quadro diferente do apresentado pelos números das secretarias estaduais.

Os dados demonstraram ser fundamentais para medir a evolução da pandemia na população, conforme as regiões. Por isso, os problemas frequentes de apagão de dados ocorridos em 2020, por interferência do presidente Bolsonaro, gerou a necessidade da imprensa montar um consórcio para um levantamento estatístico independente e mais completo da pandemia. Negacionista, Bolsonaro se negava a divulgar o tamanho da catástrofe que atingia a população com milhares de mortes diárias.

Fonte: Vermelho
 
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