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Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

As pessoas vivem de amor: o amor a si mesmo é o início da morte; o amor aos outros e a Deus é o início da vida.
Leon Tolstoi
27/07/2021

ATENÇÃO: Criação do novo Ministério do Emprego para Onyx abrirá mais de 200 cargos políticos

Além de concentrar o maior orçamento da esplanada, de mais de R$ 700 bi, pasta abrirá posições em Brasília e em 27 superintendências regionais

Geralda Doca e Fernanda Trisotto

BRASÍLIA - Após garantir o maior orçamento do governo (superior a R$ 700 bilhões) ao ficar responsável pelo pagamento das aposentadorias e pensões do INSS, o novo Ministério do Emprego e Previdência será palco de uma disputa por cargos.

A pasta, anunciada para acomodar o atual ministro da Secretaria de Governo, Onyx Lorenzoni, abrirá pelo menos 202 vagas relevantes, com poder de decisão, que poderão ser usadas para indicações políticas.

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A expectativa é que o novo ministério seja usado para acomodar aliados do presidente Jair Bolsonaro, especialmente os indicados do chamado Centrão, grupo de parlamentares alinhados com o governo no Congresso.

VEJA OS AUXILIARES MAIS PRÓXIMOS DO MINISTRO PAULO GUEDES QUE JÁ DEIXARAM O GOVERNO

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Após a crise causada pela sanção do Orçamento de 2021, ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu tirar Waldery Rodrigues do cargo de secretário especial da Fazenda, em 27 de abril. O secretário informou que havia pedido para sair ainda em dezembro Foto: Ascom / Edu Andrade/ME

Após a crise causada pela sanção do Orçamento de 2021, ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu tirar Waldery Rodrigues do cargo de secretário especial da Fazenda, em 27 de abril. O secretário informou que havia pedido para sair ainda em dezembro Foto: Ascom / Edu Andrade/ME

Na dança de cadeiras do Ministério da Economia, o secretário de Orçamento Federal, George Soares, também deixou o cargo. Foto: Agência Brasil

Na dança de cadeiras do Ministério da Economia, o secretário de Orçamento Federal, George Soares, também deixou o cargo. Foto: Agência Brasil

A advogada tributarista Vanessa Canado, assessora especial do Ministério da Economia voltada à reforma tributária, pediu demissão, mas não detalhou o motivo da saída Foto: Silvia Zamboni / Valor

A advogada tributarista Vanessa Canado, assessora especial do Ministério da Economia voltada à reforma tributária, pediu demissão, mas não detalhou o motivo da saída Foto: Silvia Zamboni / Valor

Presidente do BB, André Brandão, entregou o cargo no dia 18 de março. Programa de reestruturação de Brandão desagradou ao presidente Bolsonaro Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Presidente do BB, André Brandão, entregou o cargo no dia 18 de março. Programa de reestruturação de Brandão desagradou ao presidente Bolsonaro Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, deixa o cargo no dia 20 de março, após desagradar a Bolsonaro com reajustes de combustíveis. Ele foi indicado por Guedes Foto: AFP

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, deixa o cargo no dia 20 de março, após desagradar a Bolsonaro com reajustes de combustíveis. Ele foi indicado por Guedes Foto: AFP

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Insatisfeito com o atraso no envio da reforma administrativa ao Congresso, Paulo Uebel deixou o cargo de Secretário especial de Desburocratização em agosto de 2020 Foto: Fátima Meira / Agência O Globo

Insatisfeito com o atraso no envio da reforma administrativa ao Congresso, Paulo Uebel deixou o cargo de Secretário especial de Desburocratização em agosto de 2020 Foto: Fátima Meira / Agência O Globo

Sem conseguir tirar do papel várias privatizações, Salim Mattar pediu demissão do cargo de secretário de Desestatização do Ministério da Economia em agosto de 2020 Foto: Amanda Perobelli / Reuters

Sem conseguir tirar do papel várias privatizações, Salim Mattar pediu demissão do cargo de secretário de Desestatização do Ministério da Economia em agosto de 2020 Foto: Amanda Perobelli / Reuters

Rubem Novaes pediu demissão da presidência do Banco do Brasil em julho de 2020, após queixas sobre pressão política sobre o banco, cuja privatização chegou a defender Foto: Claudio Belli / Valor/14-2-2019

Rubem Novaes pediu demissão da presidência do Banco do Brasil em julho de 2020, após queixas sobre pressão política sobre o banco, cuja privatização chegou a defender Foto: Claudio Belli / Valor/14-2-2019

Ex-ministro da Fazenda no governo Dilma, Joaquim Levy só ficou no cargo de presidente do BNDES até junho de 2019, após críticas públicas de Bolsonaro, que queria abrir a "caixa preta" do banco Foto: Marcos Corrêa / PR/13-06-2019

Ex-ministro da Fazenda no governo Dilma, Joaquim Levy só ficou no cargo de presidente do BNDES até junho de 2019, após críticas públicas de Bolsonaro, que queria abrir a "caixa preta" do banco Foto: Marcos Corrêa / PR/13-06-2019

Nome forte das contas públicas e um dos criadores do teto de gastos, Mansueto Almeida deixou o comando do Tesouro Nacional e foi para o BTG Foto: Adriano Machado / Reuters

Nome forte das contas públicas e um dos criadores do teto de gastos, Mansueto Almeida deixou o comando do Tesouro Nacional e foi para o BTG Foto: Adriano Machado / Reuters

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Marcos Cintra deixou a chefia da Receita Federal após insistir na defesa de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF. Uma ideia fixa de Guedes Foto: Leo Pinheiro / Valor/2016

Marcos Cintra deixou a chefia da Receita Federal após insistir na defesa de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF. Uma ideia fixa de Guedes Foto: Leo Pinheiro / Valor/2016

O economista Marcos Troyjo trocou o cargo de Secretário especial de Comércio Exterior pela presidência do New Development Bank, conhecido como o Banco dos Brics, por indicação do governo brasileiro Foto: Carlos Ivan / Agência O Globo 23-10-2012

O economista Marcos Troyjo trocou o cargo de Secretário especial de Comércio Exterior pela presidência do New Development Bank, conhecido como o Banco dos Brics, por indicação do governo brasileiro Foto: Carlos Ivan / Agência O Globo 23-10-2012

Caio Megale deixou o cargo de diretor na Secretaria Especial de Fazenda em julho de 2020. Recentemente foi anunciado como novo economista-chefe da XP Investimentos Foto: Washington Costa / SEPEC/ME/15/01/2019

Caio Megale deixou o cargo de diretor na Secretaria Especial de Fazenda em julho de 2020. Recentemente foi anunciado como novo economista-chefe da XP Investimentos Foto: Washington Costa / SEPEC/ME/15/01/2019

Do total de cargos que serão abertos, o ministro prometeu manter a equipe técnica responsável pelas áreas trabalhista e previdenciária em Brasília, o que significa um total de 60 vagas, além de seis cargos da Dataprev (estatal de processamento de dados do governo).

Na prática, seria apenas a transferência de vagas do Ministério da Economia a outra pasta. Não há, porém, garantia de que o ministro vá manter os nomes atuais nos postos.

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À disposição da Casa Civil

Existem ainda 27 superintendências regionais do trabalho nos estados. Além disso, há cinco superintendências e 104 gerências-executivas do INSS em todo o país. Esses postos são cobiçados por políticos, porque cuidam de áreas ligadas diretamente ao atendimento ao cidadão e estão presentes em diversos municípios.

A tendência é que esses cargos fiquem à disposição para serem negociados pelo futuro ministro da Casa Civil, senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão.

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Para nomear Ciro, Bolsonaro colocará o atual ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, na Secretaria de Governo e deslocará Onyx desta pasta para o novo ministério.

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As superintendências regionais do trabalho coordenam as ações da fiscalização do trabalho, visitas às empresas.

Elas têm o poder de embargar obras e interditar estabelecimentos, autuar e multar empregadores, além de atender a decisões judiciais para realização de perícias sobre segurança dos trabalhadores.

Além disso, os cargos têm salário entre R$ 13,6 mil e R$ 16,9 mil e contam com outros benefícios, como auxílios e diárias. A nova pasta contará também com uma estrutura básica de apoio, como gabinete, assessoria parlamentar, ouvidoria, consultoria jurídica e assessoria de comunicação, entre outros departamentos.

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Também irá para o novo ministro a gestão dos contratos com a Dataprev para processar benefícios do INSS, o seguro-desemprego e o Benefício Emergencial para manutenção do emprego. O custo do contrato é de R$ 334 milhões por ano.

O novo ministério será criado por medida provisória (MP), e o formato final ainda está sendo desenhado por técnicos da Economia e Casa Civil. Por se tratar de uma MP, as regras começam a valer imediatamente, mas precisam ser validadas pelo Congresso em um prazo de 120 dias.

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Guedes disputa equipe

Apesar das declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, a favor da recriação da pasta, técnicos que cuidam da burocracia da Economia travam uma disputa nos bastidores com a equipe de Onyx. Isso porque Guedes não estaria disposto a ceder servidores que cuidam da área-meio, mas apenas as áreas diretamente ligadas à atual Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

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O ministro da Economia pretende entregar uma estrutura enxuta, apenas o suficiente para tocar medidas por emprego. Sendo assim, caberia à Casa Civil criar novos cargos para montar a estrutura da nova pasta.

Onyx Lorenzoni, que vai para o Ministério do Trabalho, e o ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Edu Andrade / Ministério da Economia/24-02-21

Onyx Lorenzoni, que vai para o Ministério do Trabalho, e o ministro da Economia, Paulo Guedes Foto: Edu Andrade / Ministério da Economia/24-02-21

Esse pacote básico abrange, por exemplo, a subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração. Atualmente, as secretarias que estão sob o guarda-chuva do Ministério da Economia compartilham essa estrutura.

Com o desmembramento do Trabalho, é preciso remanejar servidores para montar essa unidade, que existe em todos os ministérios.

O processo é repleto de burocracias, e essa fase exige atenção, porque deixar alguma função básica de fora pode comprometer o funcionamento do futuro ministério.

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Também é preciso fazer a revisão, cargo a cargo, das competências técnicas de todas as funções que serão transferidas para a nova pasta. Encerrada essa etapa é que começam a ser preparados os decretos de transferência de pessoal.

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As cerca de 200 vagas que Onyx terá se referem a cargos de gestão e poder de decisão. Mas há ainda cargos com atribuições que não são ligadas diretamente à gestão que são de livre indicação para nomeação, embora tenham salários mais baixos.

Levantamento feito pelo GLOBO no painel de Raio X da Administração, do Ministério da Economia, mostra que, em maio deste ano, estavam ocupados 156 cargos de livre nomeação na Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Esses cargos são chamados tecnicamente de DAS.

Desses cargos, a maior parte (142), ficam entre os níveis DAS 1 e DAS 4, cujos salários variam entre R$ 2,7 mil e R$ 10,3 mil.

No INSS, o portal aponta a ocupação de 457 cargos de livre nomeação em maio, a maior parte do primeiro nível da vaga, com salário mais baixo.

Fonte: O GLOBO
 
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