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Tente viver com a parte de sua alma que compreende a eternidade, que não tem medo da morte e esta parte da sua alma é amor.
Leon Tolstoi
21/07/2021

Bolsonaro chama Ciro Nogueira para a Casa Civil e estuda recriar Ministério do Trabalho

Mudanças que estão sendo estudadas incluem ida de Luiz Eduardo Ramos para a Secretaria-Geral e transferência de Onyx Lorenzoni para pasta a ser recriada

Jussara Soares, Daniel Gullino, Geralda Doca e Manoel Ventura

BRASÍLIA — Para conter insatisfações de aliados do Centrão, o presidente Jair Bolsonaro avalia fazer o que chamou de uma "pequena reforma ministerial", que envolveria uma troca na Casa Civil e a recriação do Ministério do Trabalho. Bolsonaro convidou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) para assumir a Casa Civil.

Atual titular da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos pode ser deslocado para a Secretaria-Geral da Presidência, atualmente ocupada por Onyx Lorenzoni, conforme mostrou o colunista Lauro Jardim. E Onyx, por fim, iria para o ministério a ser recriado, que abrigaria as áreas do emprego e da previdência. As mudanças ainda não estão definidas.

Saiba mais:Bolsonaro avalia recriar Ministério do Trabalho

Ciro Nogueira confirmou para caciques do Centrão e integrantes de seu partido que aceitou o convite para assumir a Casa Civil, de acordo com a colunista Bela Megale.

Além de melhorar a articulação no Senado, em meio à CPI a Covid e com dificuldades na indicação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF), a mudança serviria para aplacar uma insatisfação pessoal do próprio Ciro.

Pré-candidato ao governo do Piauí, o senador ficou irritado com o fato de o governo do Piauí, comandado por seu adversário político Wellington Dias (PT), ter anunciado na semana passada que o Ministério da Economia autorizou uma operação de crédito por meio do Banco do Brasil de R$ 800 milhões para o estado. Procurado, Ciro negou que tenha ficado insatisfeito com o episódio.

Em entrevista à Jovem Pan Itapetininga na manhã desta quarta, Bolsonaro confirmou que deve fazer uma "pequena mudança ministerial" na próxima semana, mas não entrou em detalhes.

— Estamos trabalhando, inclusive, uma pequena mudança ministerial, que deve ocorrer na segunda-feira, para ser mais preciso, para a gente continuar aqui administrando o Brasil — declarou Bolsonaro.

Publicação do governo do Piauí no Instagram comemorou liberação de crédito Foto: Reprodução/Instagram

Publicação do governo do Piauí no Instagram comemorou liberação de crédito Foto: Reprodução/Instagram

Baixa articulação no Senado

Caso a nomeação de Ciro seja confirmada, será o primeiro senador a ocupar um ministério no governo Bolsonaro. A Casa Civil é responsável pela coordenação entre os ministérios e pela nomeação dos principais cargos no governo.

OS ALIADOS DO PRESIDENTE: INVESTIGADOS E RÉUS GANHAM ESPAÇO E INFLUÊNCIA NO GOVERNO BOLSONARO

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Arthur Lira (PP-AL) - O novo presidente da Câmara dos deputados, eleito com apoio do Planalto, é réu no STF em duas ações: o quadrilhão do PP e uma acusão de recebimento de propina da CBTU. Em sua função à frente da Câmara define o que vai a voto no Congresso e articula nomeações no governo Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Arthur Lira (PP-AL) - O novo presidente da Câmara dos deputados, eleito com apoio do Planalto, é réu no STF em duas ações: o quadrilhão do PP e uma acusão de recebimento de propina da CBTU. Em sua função à frente da Câmara define o que vai a voto no Congresso e articula nomeações no governo Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Com a reforma ministerial, Bolsonaro entregou o cargo de ministra da Secretaria de Governo à deputada Flávia Arruda (PL-DF), partido presidito pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão fez uma "visita de cortesia" ao presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, na manhã seguinte ao anúncio dos novos ministros Foto: André Coelho / Agência O Globo

Com a reforma ministerial, Bolsonaro entregou o cargo de ministra da Secretaria de Governo à deputada Flávia Arruda (PL-DF), partido presidito pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão fez uma "visita de cortesia" ao presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, na manhã seguinte ao anúncio dos novos ministros Foto: André Coelho / Agência O Globo

Ciro Nogueira (PP-PI) - O senador, que teve voz na escolha do primeiro ministro do STF indicado por Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, é réu no Supremo em ação do quadrilhão do PP e foi alvo de denúncia (ainda não recebida pela Justiça) de corrupção passiva e lavagem de dinheiro Foto: Agência Senado

Ciro Nogueira (PP-PI) - O senador, que teve voz na escolha do primeiro ministro do STF indicado por Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, é réu no Supremo em ação do quadrilhão do PP e foi alvo de denúncia (ainda não recebida pela Justiça) de corrupção passiva e lavagem de dinheiro Foto: Agência Senado

O senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL), que tem acompanhado Bolsonaro em eventos e viagens, é reú na Lava-Jato sob acusação de receber propina desviada da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Caso está pronto para ser julgado. PGR pediu condenação do senador a 22 anos de prisão Foto: Jorge William / Agência O Globo

O senador Fernando Collor de Mello (PROS-AL), que tem acompanhado Bolsonaro em eventos e viagens, é reú na Lava-Jato sob acusação de receber propina desviada da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Caso está pronto para ser julgado. PGR pediu condenação do senador a 22 anos de prisão Foto: Jorge William / Agência O Globo

Líder do governo no Senado,

Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) foi alvo da PF em 2019 sob suspeita de recebimento de propina quando era ministro de Dilma — caso está sob investigação. Também foi acusado de receber propina desviada de obras da Petrobras, mas denúncia foi rejeitada pelo STF Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) foi alvo da PF em 2019 sob suspeita de recebimento de propina quando era ministro de Dilma — caso está sob investigação. Também foi acusado de receber propina desviada de obras da Petrobras, mas denúncia foi rejeitada pelo STF Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) foi alvo de operação do Gaeco do Paraná sob suspeita de ter recebido propina da Galvão Engenharia, que fechou acordo de delação premiada na Lava-Jato. Foi cotado para Ministro da Saúde Foto: Jorge William / Agência O Globo

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) foi alvo de operação do Gaeco do Paraná sob suspeita de ter recebido propina da Galvão Engenharia, que fechou acordo de delação premiada na Lava-Jato. Foi cotado para Ministro da Saúde Foto: Jorge William / Agência O Globo

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Desde de antes do início da CPI já havia no governo o diagnóstico de que faltava interlocução com o Senado. O cenário foi agravado com o desenrolar da comissão, que tem deixado o governo na defensiva.

A articulação no Senado também ficou em evidência com a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, ao STF. Mendonça enfrenta resistência na Casa e ainda não tem a garantia que terá os votos necessários para ter sua nomeação confirmada.

Veja também: Queiroga suspende nomeação de médica defensora da cloroquina para hospital federal no Rio

A mudança, se confirmada, ocorre no momento em que Bolsonaro está pressionado pela CPI da Covid e se vê atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto. O líder do PT também tem flertado com partidos da base aliada do governo.

Fortalecimento do PP

Insatisfeito com o desempenho do governo na CPI e a articulação política, Bolsonaro comunicou a Ramos, em conversa no Planalto na terça-feira, que precisaria do cargo. No mesmo dia, o presidente conversou com Ciro, um dos líderes do Centrão, para assumir o posto. Uma reunião nesta quarta-feira no Palácio do Planalto pode sacramentar o novo desenho do governo.

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Amigo de Bolsonaro desde os tempos em que eram cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), Ramos chegou ao governo em junho de 2019 como ministro da Secretaria de Governo (Segov), responsável pela articulação política. Em março, o general foi nomeado chefe da Casa Civil.

A mudança representa um fortalecimento do PP, partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL). A legenda não tem no momento participação no primeiro escalão, ao contrário de outras siglas do Centrão, como o PL e o Republicanos que ocupam, respectivamente, a Secretária de Governo (Flávia Arruda) e o Ministério da Cidadania (João Roma).

O fortalecimento do PP, por outro lado, pode desagradar o MDB, partido com força no Senado e com influência tanto na CPI da Covid quanto no processo de indicação de Mendonça ao STF.

Desmembramento da Economia

Hoje, os assuntos relacionados ao antigo Ministério do Trabalho estão sob o guarda-chuva da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, de Paulo Guedes.

Ao assumir a pasta no início do governo, Guedes concentrou, além do Trabalho e Previdência, os antigos ministérios da Indústria e Comércio Exterior, do Planejamento e da Fazenda.

 
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