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Quanto mais espiritual o individuo faz a sua vida, menos medo ele terá da morte. Para uma pessoa espiritual a morte significa libertar o espírito do corpo. Tal pessoa sabe que as coisas com as quais vive não podem ser destruidas
Leon Tolstoi
22/02/2021

ENFRENTAMENTO DAS DESIGUALDADES SOCIOECONOMICAS

Zero Hora de hoje, 22/10, em reportagem da página 9, dá conta do aumento da desigualdade , em Porto Alegre, ocorrida no 2º trimestre de 2020. O índice de GINI (matemático italiano que o criou), utilizado como referência quase que universal, aponta que a desigualdade teria aumentado em 5,5%, variando de 0,603 para 0,636 (ídice de GINI varia de 0 a 1, e quanto mais elevado, maior a desigualdade). No caso, a aferição foi feita só no tocante ÀS RENDAS DO TRABALHO, formal e informal, e, não considerado o auxilio emergencial que o governo vem prestando à população de baixa renda, que, como se sabe, tem tido importante papel na diminuição da pobreza e sobrevivência dos mais necessitados.

A referência em maiúscula às rendas do trabalho foi proposital, pois como ensina Piketty, no magnífico “ O CAPITAL no século XXI”, “ ..... quando se busca medir a desigualdades das rendas , a do capital é sempre mais forte que a do trabalho. A distribuição da propriedade do capital e das rendas que dele provem é sistemáticamente mais concentrada do que a distribuição das rendas do trabalho.” Esta regularidade apontada pelo autor , segundo Piketty, é encontrada em todos os países e em todas as épocas com dados disponíveis, sem exceção e sempre em grandes proporções. Exemplificando, com dados do livro supracitado

- 10% dos indivíduos que recebem as rendas do trabalho mais elevadas costuma ser de 25% a 30% do total das rendas do trabalho;

- 10% dos indivíduos que possuem o patrimônio mais alto é sempre superior a 50% do total da riqueza.

É claro que a desigualdade do patrimônio é irrelevante para o que tenho tentado mostrar, ou seja, a adoção de políticas publicas(Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista, por exemplo) que, ao contrário do que tentam vender, aprofundam desigualdades, com efeitos nefastos para os menos favorecidos. Assinalei tal porque é fundamental conhecer a dimensão verdadeira das desigualdades para estabelecer uma sinalização sobre o que venho afirmando, regularmente: é hora dos mais ricos darem sua contribuição, os menos favorecidos já não tem mais nada a oferecer.

Em frente , a supracitada reportagem de ZH traz ,também, um quadro demonstrativo da renda média dos rendimentos do trabalho em Porto Alegre, no referido 2º trimestre de 2020. Os mais pobres (40%) receberam, em média , R$ 138,20, os intermediários (50%) , RS 1.243,15, e os mais ricos(10%) , 5.864,00. Cumpre assinalar que os percentuais , de 40%,50% e 10% são um referencial clássico usado pelos economistas. O importante , a se extrair da tabela, é a perfeita noção do tamanho da desigualdade que enfrentamos, em que 90% da população da capital gaúcha(tenho certeza que podemos estender para o Brasil) tem rendimentos médios de até R$ 1.243,00. Alguém se imagina viver dignamente, sustentando família, pagando aluguel, plano de saúde, poupando, etc....., com tal rendimento. Claro que não, mas é importante assinalar, que quem tem rendimentos deste nível, com certeza, reinjeta tudo na economia, sobrevivendo, e, fazendo-a girar.

Concluindo, faço duas importante colocações:

- o tamanho da importância do auxilio emergencial prestado pelo governo federal nesta pandemia. O Estado pai, no momento, é imposição, é obrigação, que não tem como ser contestada. É como tenho afirmado, o melhor regime é o mais adequado ao momento, é o que busca ser mais igualitário.

- O governo, não pode, e não deve sustentar o auxilio emergencial por muito mais tempo, pelas consequências danosas, ao erário público e à economia em ,geral. Vejam que, o auxilio emergencial tem um valor superior à renda média de 40% da população. Mas, é fundamental a adoção de práticas e políticas públicas que diminuam as profundas desigualdades socioeconômicas . A começar pela reforma realmente importante, a Reforma Tributária. Uma reforma tributária PROGRESSIVA, taxando mais fortemente, em termos percentuais, os detentores do capital, os rentistas. E, com um olhar especial à taxação das heranças e doações em vida, que , como demonstra Piketty(Capital no Século XXI), tem participação fundamental na formação do capital, no mundo inteiro. E que, no modelo brasileiro, tem tributação insignificante, por si só, e em relação à maioria dos países desenvolvidos, como França e Estados Unidos, por exemplo.. Insisto, é hora dos mais ricos darem sua contribuição! Os menos favorecidos já não tem mais nada a oferecer.

Reforma Trbutária mais igualitária, já!

Reconsiderem a terceirização irrestrita estabelecida pela Reforma Trabalhista!

Reconsiderem a economia de 800 bilhões da Reforma da Previdência feita em cima do BPC, aqueles que ganham menos.

Repensem a Reforma Administrativa , do jeito que está será mais uma medida precarizante, sem nenhuma consequência econômica relevante.

Flexibilizar é diferente de Precarizar!

Renato Barbedo Futuro

 
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