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Autor Desconhecido
10/07/2020

Coronavírus exerce pressão evolutiva sobre o ‘Homo sapiens’

Características desse novo predador garantem que ele possa alterar frequência dos indivíduos mais atacados e dos mais resistentes se não houver vacina

Texto: Fernando Reinach

A grande descoberta de Charles Darwin é que a evolução dos seres vivos ocorre por meio de um processo chamado seleção natural. Nossa espécie está constantemente sob pressão da seleção natural, mas geralmente a pressão é tão sutil que não nos damos conta. Com o novo coronavírus isso mudou, estamos sentindo na pele (ou melhor, no pulmão) quão forte é essa força.

A pressão seletiva sobre uma espécie ocorre quando o ambiente se modifica. Essa alteração faz com que alguns membros da espécie tenham maior dificuldade de se adaptar a essas novas condições. Essa dificuldade se reflete na capacidade desses indivíduos de sobreviver (eles podem ter taxas de mortalidade maiores) ou maior dificuldade de se reproduzir (por morrerem antes ou durante a idade reprodutiva) e passar adiante seus genes. Quando isso ocorre os indivíduos que têm genes e características mais adequadas a esse novo ambiente vão aos poucos aumentando sua participação na população e isso, após diversas gerações, acaba modificando as características da espécie. O que Darwin descobriu é que as características que favorecem os indivíduos mais adaptados ao novo ambiente surgem ao acaso e já estão presentes na população antes da modificação no ambiente ocorrer. Mas é a modificação no ambiente que favorece o aumento de sua frequência na população, o que resulta na evolução da espécie.

Desde dezembro de 2019 o ambiente em que vive nossa espécie se modificou. Um ser vivo que antes vivia no pulmão de morcegos passou a ser capaz de infectar o pulmão de seres humanos, outro processo típico da seleção natural. Um novo predador capaz de atacar nossa espécie surgiu no planeta. O vírus se propaga rapidamente e agora está espalhado por todo o planeta, colocando pressão sobre nós. Essa pressão não é perigosa para a sobrevivência da espécie, como é nossa pressão sobre os micos-leões-dourados, sobre a onça-pintada, ou sobre centenas de outras espécies que dizimamos sem dó. Mas ela tem o potencial de reduzir nossa população em 2% ou 4% se o Homo sapiens não reagir.

Vale lembrar que outras espécies para as quais somos mais letais do que o novo coronavírus é para nós não são capazes de desenvolver vacina contra o Homo sapiens

Fernando Reinach, biólogo e colunista do Estado

CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO

Esse novo predador tem o potencial de alterar a evolução do Homo sapiens porque ele não mata de maneira indiscriminada e com a mesma probabilidade todo e qualquer ser humano. Claramente existem pessoas que quando atacadas pelo coronavírus, por um motivo ainda desconhecido que pode ou não ser genético, quase não apresentam sintomas, ou apresentam sintomas leves, enquanto outras podem morrer. Ele também parece afetar mais os homens do que as mulheres, e os adultos mais do que as crianças. Além disso, parece ser mais letal para pessoas mais velhas com outras doenças.

Todas essas características do novo coronavírus garantem que ele deve alterar sutilmente a frequência dos indivíduos mais atacados (cuja fração na população deve diminuir ligeiramente) e dos indivíduos resistentes (cuja fração na população deve aumentar também ligeiramente). Esse processo de seleção natural (onde os mais adaptados ao novo ambiente levam vantagem) vai seguramente levar a mudanças sutis nas características do Homo sapiens que serão sentidas ao longo das próximas décadas caso uma vacina, ou uma cura, não for descoberta.

Caso uma vacina seja descoberta e usada em larga escala, a pressão sobre o Homo sapiens, exercida pelo coronavírus, deixará de existir. Isso porque indivíduos suscetíveis e resistentes passarão a ter a mesma chance de transmitir às próximas gerações suas características. O lado bom da descoberta dessa vacina é que milhares ou milhões de mortes serão evitadas. O lado ruim é que nossa espécie não evoluirá na direção de se tornar resistente ao vírus. Além disso, nos tornaremos dependentes de mais uma tecnologia: a vacina contra o coronavírus.

Vale lembrar que as outras espécies com as quais compartilhamos o planeta Terra, e para as quais somos muito mais letais que o novo coronavírus é para nós, não são capazes de desenvolver uma vacina contra o Homo sapiens. Elas estavam e continuam à nossa mercê como hoje estamos à mercê do novo coronavírus.

Fonte: Estadão
 
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