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Autor Desconhecido
08/07/2020

‘Embate distributivo’ voltará à pauta, diz Schymura

Produtividade precisa ser levada em conta na discussão de reformas, segundo diretor do Ibre

Por Anaïs Fernandes — De São Paulo

O Brasil não estava preparado para lidar com um desafio do tamanho do imposto pela pandemia de covid-19. Diante dessa avaliação, Luiz Guilherme Schymura, diretor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), afirmou que a resposta inicial das autoridades foi até melhor do que se poderia esperar. Passada essa fase, porém, a construção de expectativas ganhará importância, e Schymura considera provável o retorno a um “embate distributivo” nas discussões sobre âncora fiscal, reformas e proteção social. “É muito difícil criar programas num país tão despreparado para esse tipo de situação. Acho que nossa resposta foi até acima do esperado, do ponto de vista da visão negativa que temos do Estado brasileiro. Ele acabou respondendo talvez aquém do que gostaríamos, mas além do que esperaríamos”, disse Schymura ontem na Live do Valor. Embates políticos locais atrapalham a reação, segundo o

economista, mas ele reconheceu que países emergentes como um todo também não estavam preparados. “Mesmo no primeiro mundo tem muita dificuldade”, disse ele, citando os Estados Unidos.

Para Schymura, o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, por exemplo, deu uma resposta “bastante satisfatória” à crise. Ele mencionou ainda a velocidade na aprovação do auxílio emergencial. Outras medidas, como de crédito a pequenas empresas, enfrentam barreiras, mas esse não é um problema novo, afirmou.

Schymura destacou o elevado grau de incerteza trazido pela covid-19 ao falar do Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), do Ibre. Segundo ele, nem em momentos muito críticos - como a transição do governo FHC para Lula, a crise de 2008, o impeachment de Dilma ou o caso Temer-Joesley - o índice ultrapassou 130 pontos. Em abril deste ano, chegou a 210. “É uma coisa abissal, inacreditável. Eu nem sabia que conseguiríamos chegar a esse nível de incerteza, é como se tivesse estourado o termômetro”, afirmou. Agora, o índice ronda 170 pontos, o que ainda é elevado, ele observou.

Nesse cenário, a formação das expectativas tem papel fundamental, segundo Schymura. Aumentos no déficit e na dívida do Brasil, por exemplo, são esperados. “A dúvida é entender como expectativas vão se comportar daqui para frente. No momento em que se começa a perceber que a pandemia está sendo controlada, as vão mudar, haverá cobrança: será que a dívida vai ser rolada, conseguiremos equilibrar a situação fiscal?” Em outra frente, a população vai se preocupar com a volta ao mercado de trabalho, e os mais vulneráveis, com a Schymura disse que a sociedade parece ter ficado mais solidária na pandemia, mas,

na saída da fase aguda da crise, o país deve migrar para outro momento, com retorno da “disputa distributiva” em meio a discussões sobre controle fiscal, políticas de crescimento e geração de emprego e proteção social. Para o diretor do Ibre, a ideia do governo de unificar diversos programas existentes em uma única renda básica faz sentido, mas é essencial que não se perca tempo. “Montar esse programa não vai ser tarefa simples, vai ser um debate acalorado. O importante é que o governo lance mão logo, que se comece a discutir rápido com o Congresso e que se dê um norte.”

Na sua opinião, o teto de gastos “está com os dias contados”, mas o país hoje estaria maduro o suficiente no trato do tema fiscal para encontrar uma solução. Ainda assim, no curto prazo, retornar a contas públicas pré-crise será difícil sem aumento da carga tributária, disse Schymura. Ele reforçou, no entanto, que essa é uma medida temporária. “Não devemos manter essa política porque ela é desastrosa, gera muita ineficiência para a economia.”

O aumento da carga é, inclusive, prejudicial para a produtividade, tema que Schymura gostaria de ver mais na pauta. “Seria importante colocar essa agenda”, disse ele. “A impressão que tenho é que a discussão vai ser apenas para o ajuste fiscal, que é prioritário, mas é importante que as medidas a serem aprovadas tenham em mente a questão da produtividade”, afirmou, citando a reforma tributária.

Fonte: Valor Econômico
 
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