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26/08/2019

Freio a Bolsonaro em devastação da Amazônia deve vir de setor financeiro e do agronegócio

Longe de terem uma preocupação ambiental, grupos temem rejeição aos produtos brasileiros no exterior por conta da repercussão negativa do desmatamento na Amazônia

Publicado por Redação RBA

Posição do governo sobre a Amazônia deve ter recuo assim como ocorreu com embaixada em Tel Aviv, analisa professor de Relações Internacionais

São Paulo – Para o professor de Relações Internacionais e Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC), membro do grupo Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI), Giorgio Romano, são os setores financeiros e do agronegócio que deverão “frear” a sanha do presidente Jair Bolsonaro com relação a Amazônia, que corre o mundo pelos impactos do desmatamento. “Posso estar enganado, mas acho que os interesses econômicos vão se impor”, disse o docente, na manhã desta sexta-feira (23), aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, da Rádio Brasil Atual.

De acordo com o professor, longe de se tratar de uma preocupação pela preservação ambiental, esses setores têm interesse principalmente na pauta da exportação, como ocorreu com relação à embaixada brasileira em Israel. Quando o presidente declarou sua disposição de mudar a representação da capital, Tel Aviv, para Jerusalém, a cidade mais sagrada para o mundo monoteísta, alvo de um longo conflito entre judaísmo e islamismo, não foram os fatores políticos, mas sim econômicos, que pesaram para que ele recuasse da decisão. Garantir seu apoio a Israel era o mesmo que perder o maior mercado brasileiro para a carne bovina brasileira, o dos países muçulmanos.

Não diferente das posições que se seguiram com relação à China, à invasão da Venezuela ou mesmo Irã, como avalia Romano.”O que a gente está vendo desde o início do governo é que cada vez que ala “olavobolsonarista” ou o próprio presidente, exageram nessa luta contra “globalismo”, “esquerdismo” e sei lá o quê, a ala econômica que sustenta esse governo – ou seja, os setores financeiros e do agronegócio –, eles se impõem e Bolsonaro dá um passo para trás”, lembra Giorgio.

Agora que o mundo olha com preocupação o aumento do desmatamento e o agravamento das queimada na região amazônica, o professor considera que esses setores devam estar manifestando sua preocupação ao presidente diante da ameaça dos países europeus, que já falam em barrar a entrada de produtos agrícolas brasileiros no continente, pelo descaso com as políticas de fiscalização e preservação ambiental, uma situação que já estava sendo denunciada pela liberação praticamente irrestrita de agrotóxicos para o os produtores brasileiros.

Essa disputa guarda ainda algumas contradições, de acordo com Romano. No jogo de atribuir culpas a terceiros, emplacado por Bolsonaro para se defender das acusações internacionais de responsabilidade sobre a devastação, o presidente diz estar defendendo a soberania, ao mesmo tempo em que coloca na esteira de privatizações ao menos 17 empresas estatais. No cenário europeu, a devastação da Amazônia, resultado de práticas agressivas do agronegócio, está longe de ser interessante aos países que consomem esses produtos, enquanto a entrada no Brasil, por meio da compra de empresas, não deixa de ser uma fonte de lucro. “O acordo com a União Europeia expressa interesses reais, tanto do lado de lá como de cá, e essas empresas estão extremamente preocupados. Então é óbvio que nesse momento eles (agronegócio e setor financeiro) estão preocupados sobre onde vai parar essa loucura em torno do desmatamento.”

 
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