Pesquisa Notícias:
   
 
INSTITUCIONAL
Sobre a Agitra
Diretoria
Estatuto Social
 
SERVIÇOS
Verbo
Convênios
Turismo
WikiTrabalho
Pesquisa Conteúdo
Fale Conosco
Acesso Restrito
 
DIÁLOGOS COM A AUDITORIA DO TRABALHO

Segurança e as Novas Tecnologias na Construção Civil

Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

Devemos tratar nossos amigos como queremos que eles nos tratem.
Aristóteles
25/06/2019

As lições de Bolsonaro nos primeiros 6 meses, escreve Thomas Traumann

Ligações familiares são 1º ensinamento

Lealdade é a exigência deste momento

Isolar o vice Mourão é uma prioridade

Outra é mostrar comando sobre militares

"Isolar Mourão e mostrar que tem comando sobre as Forças Armadas serão prioridades de Bolsonaro daqui para frente", escreve TraumannSérgio Lima/Poder360 - 4.jun.2019

THOMAS TRAUMANN

25.jun.2019 (terça-feira) - 6h00

atualizado: 25.jun.2019 (terça-feira) - 7h44

Seis meses depois de tomar posse, Jair Bolsonaro está recomeçando no papel de presidente. Mas não do zero. A troca de ministros, a manutenção de Sérgio Moro no cargo, os gestos para os eleitorados ruralista e evangélico e o lançamento antecipado da sua campanha à reeleição são indicadores de uma forte correção de rumo, uma espécie de Bolsonaro 2.

No Palácio do Planalto, o presidente fez duas trocas ministeriais. Primeiro ele indicou o general da ativa Luiz Eduardo Ramos como ministro da Secretaria de Governo, pasta agora responsável pela relação com o Congresso. Em entrevista à repórter Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico, o general Ramos mostrou que sabe o limite do novo posto: “Bolsonaro não é tutelável. Esquece. Às vezes consigo alguma coisa, com jeito, mas ninguém tem ascendência sobre ele”. Depois, ele completou: “Somos amigos, o que é outra coisa. Conheço Flávio, Eduardo e Carlos desde meninotes”.

Receba a newsletter do Poder360

todos os dias no seu e-mail

seu e-mail

O presidente também nomeou o major PM da reserva Jorge Antonio de Oliveira Francisco para a Secretaria-Geral da Presidência, desbancado um general quatro estrelas. Uma das credenciais de Oliveira é ser amigo de infância dos filhos do presidente Eduardo e Carlos Bolsonaro. Ele foi funcionário do gabinete de Eduardo e sua casa era o pouso de Carlos em Brasília.

Estas ligações familiares são as primeiras lições aprendidas pelo presidente no primeiro semestre no Planalto. O presidente trouxe para sua assessoria direta ministros que conhece há tempos e amigos de seus filhos, qualidade ausente no demitido general Santos Cruz. O outro general com gabinete no Planalto, o ministro do Gabinete de Seguranças Institucional, Heleno Augusto, também deu entrevista na semana passada para confessar, orgulhoso, “tenho uma proximidade com o presidente que é muito gratificante”.

Presidentes mudam o ritmo de suas administrações conforme as circunstâncias. Itamar Franco precisava de estabilidade política e a obteve quando colocou FHC no Ministério da Fazenda. FHC adiou por tempo demais o fim do câmbio fixo e, quando demitiu Gustavo Franco do Banco Central para desvalorizar o real, perdeu o controle da economia. Lula aproveitou a saída de Antonio Palocci para tornar o governo mais intervencionista. E a saída do mesmo Palocci transformou o governo Dilma Rousseff. Ao tirar os generais Santos Cruz e Floriano Peixoto do Palácio do Planalto, Bolsonaro faz uma correção do mesmo padrão de importância dos seus antecessores.

Lealdade é a principal exigência deste segundo momento de Bolsonaro por dois fatores. O primeiro é a quase certeza do presidente de que o vice Hamilton Mourão articula a sua queda. Isolar Mourão e mostrar reiteradas vezes que tem comando sobre as Forças Armadas serão prioridades de Bolsonaro daqui para frente.

O segundo fator é que os bolsonaristas sabem que diminuíram de tamanho. Dos 58% de votos em outubro, a base de Bolsonaro hoje se reduziu, grosso modo, a 33% do eleitorado. Neste um terço estão três grupos de eleitores que o presidente pretende reforçar seus laços daqui por diante. Aos evangélico, o capitão prometeu um ministro do Supremo; aos ruralistas, o controle da Funai; e aos lavajadistas a incorporação de Moro no coração bolsonarista.

Essa redução também vale para o Congresso. Mesmo com o general Ramos à frente da articulação política, o interesse de Bolsonaro não parece ser o de conquistar a maioria parlamentar. A política de bate-e-assopra entre Bolsonaro de um lado e os presidentes Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre do outro é relevante para a narrativa bolsonarista de ser contra a ‘velha política’. A missão do general Ramos não é conquistar o Congresso, mas evitar o andamento de qualquer futuro processo de impeachment.

Sem Santos Cruz, a política de comunicação do Planalto deve focar na narrativa bolsonarista de país afundado em uma crise moral que apenas o povo unido em torno do seu líder pode superar.

Mas e a economia? Não adianta nada Bolsonaro seguir no ritmo de ‘o inferno são os outros’ com a economia derrapando. O presidente americano Donald Trump consegue isso porque lá a economia cresce, o desemprego cai e o partido Republicano tem uma máquina vencedora. Bolsonaro não tem nada disso.

A intervenção do presidente na seara de Paulo Guedes, por enquanto, foi barulhenta, mas inodora. O reajuste suspenso dos combustíveis terminou sendo efetivado, todos combinaram esquecer a ideia da valorização dos imóveis na declaração do imposto de renda e Joaquim Levy já estava no alvo de Guedes. Só que o projeto da reeleição depende da retomada da economia em termos visíveis, ou seja, com aumento de consumo, queda no desemprego e volta de investimentos, o chamado ‘feel good factor’. Não basta números melhores de PIB baseados na exportação agrícola (que emprega pouco) ou na redução da capacidade ociosa da indústria. O capitão precisa mostrar que foi capaz de produzir prosperidade ou senão será tragado pelo mesmo mau humor que afunda todos os políticos do Brasil desde 2015. O que hoje parece paz na relação Bolsonaro-Guedes, é apenas trégua. O Bolsonaro 2 precisava de uma economia mais pujante.

Gostou?

Autores

Thomas Traumann

Thomas Traumann

Thomas Traumann, 51 anos, é jornalista, consultor de comunicação e autor do livro "O Pior Emprego do Mundo", sobre ministros da Fazenda e crises econômicas. Trabalhou nas redações da Folha de S. Paulo, Veja e Época, foi diretor das empresas de comunicação corporativa Llorente&Cuenca e FSB, porta-voz e ministro de Comunicação Social do governo Dilma Rousseff e pesquisador de políticas públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Dapp).

 
+ Clipagem

Reforma da Previdência - 44 coisas que você não pode deixar de saber - Leiam a matéria em anexo. Repense, reavalie esta Reforma da Previdência proposta. Faça sua parte, ajude na di

Negociação coletiva é importante para patrão e empregados - Por André F. WatanabeO mundo do trabalho passa por constantes mudanças. Com elas, os desafios de compreender qu

Carreiras de Estado repudiam estratégia do governo de culpar servidor pela crise econômica - O Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) divulgou nesta sexta-feira (1º) nota à imprensa e à sociedade repudiando a es

ANFIP - TCU suspende pagamento de bônus para aposentados - A ANFIP publicou matéria sobre a suspensão do pagamento de bônus para aposentados e pensionista. A notícia está assim re

Dívida Explode. Por que? - Dívida explode. Por que?Auditoria Cidadã da Dívida25/7/2017Hoje os jornais alegam que a dívida pública federal

+ Notícia

 
AGITRA - Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho
home | Fale Conosco | localização | convênios
Av. Mauá, 887, 6ºandar, Centro, Porto Alegre / RS - CEP: 90.010-110
Fones: (51) 3226-9733 ou 3227-1057 - E-mail: agitra@agitra.org.br