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11/04/2019

Bolsonaro completa 100 dias com 115 militares em cargos relevantes

Esplanada recheada de generais e coronéis

Comandam 8 ministérios e Vice-Presidência

Travam queda de braço no Min. da Educação

Capitão reformado, Bolsonaro cumpriu promessa de campanha e montou Esplanada recheada de militaresSérgio Lima/Poder360

LAURIBERTO BRASIL

11.abr.2019 (quinta-feira) - 5h50

atualizado: 11.abr.2019 (quinta-feira) - 6h50

O governo do presidente Jair Bolsonaro completa 100 dias nesta 5ª feira (11.abr.2019) com forte presença de militares. De acordo com levantamento feito com base em edições do Diário Oficial da União, são 115 militares em cargos relevantes do governo.

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Além de comandar a Presidência e a Vice, eles estão à frente de 8 ministérios: Secretaria de Governo, Secretaria Geral, Gabinete de Segurança Institucional, Defesa, Ciência e Tecnologia, Controladoria Geral da União, Infraestrutura e Minas e Energia.

Os militares também presidem estatais importantes como Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes), Correios, Usina Itaipu, Incra (Instituto Nacional de Colonização Reforma Agrária) e o Conselho de Administração da Petrobras.

Durante os 100 primeiros dias, a principal mudança envolvendo os militares no governo foi a crise de gestão enfrentada pelo Ministério da Educação.

A disputa envolvendo alunos de Olavo de Carvalho, técnicos do centro de educação Paula Souza e militares resultou nas demissões dos seguintes membros das Forças Armadas:

coronel Ricardo Roquetti do cargo de Diretor de Programa da Secretaria Executiva;

coronel Ayrton Pereira Rippel da chefia de Gabinete Adjunto;

tenente Claudio Titericz do cargo de Diretor de Programa da Secretaria Executiva;

oficial da Marinha Eduardo Miranda Freire de Mello do cargo de Secretário Executivo Adjunto.

tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira do cargo de Secretário Executivo do Ministério da Educação

Em 100 dias de gestão, o governo anunciou 5 nomes para o posto de “número 2” do MEC. Luiz Antônio Tozi permaneceu na função até o dia 12 de março, quando foi demitido pelo então ministro Ricardo Vélez.

Rubens Barreto da Silva, que era secretário-executivo adjunto, foi anunciado como substituto no cargo. A nomeação não chegou a ser publicada no Diário Oficial.

Em seguida, Iolene Lima foi escolhida, também sem publicação no DOU. Ela foi demitida 8 dias depois.

No dia 29 de março, Vélez escolheu para ser o Secretário Executivo do Ministério da Educação o tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira.

Durante a posse de Abraham Weintraub como ministro da Educação no dia 9 de abril, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre mudanças na equipe do Ministério e disse: “ele [Weintraub] tem carta branca para mudar todo o seu 1º escalão”.

Na 4ª feira (10.abr), Weintraub anunciou a demissão de Ricardo Machado Vieira e anunciou Antonio Paulo Vogel como Secretário Executivo do MEC.

Considerado o guru ideológico de governo de Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho fez inúmeras críticas aos militares em suas redes sociais. No dia 1 abril, ele disse que a categoria foge “covardemente do debate ideológico” e que é a principal culpada pela ascensão do PT.

Outras mudanças na composição dos militares no governo foram na área de comunicação. O coronel Alexandre Lara foi demitido do cargo de Secretário de Imprensa da Presidência e deve assumir uma função na reestruturação da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação). Como chefe de gabinete do porta-voz da Presidência foi escolhido o coronel Didio Ferreira de Campos.

O governo tentou emplacar a indicação do capitão-tenente Carlos Victor Guerra Naguem para ser Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás, mas ele foi reprovado pela estatal.

 
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