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13/03/2019

Ideologia ou economia? Esse é o dilema de Bolsonaro, escreve Xico Graziano

Chegou a hora de Bolsonaro decidir

Presidente não tem o direito de errar

Bolsonaro faz gesto de arma com a mão. Presidente é favorável à posse e ao porte de armas de fogo

Sérgio Lima/

Passou o Carnaval. Agora vai esquentar a agenda política. Até então tudo era arremedo, perfumaria, aprendizado: do governo, da imprensa, do Congresso. Doravante, vai engrossar o caldo.

Faço 6 observações sobre o momento político:

Jair Bolsonaro, nesse início de governo, não cedeu aos conchavos nem se encantou com o poder. Manteve seu jeito de ser. Simples, às vezes quase tosco, e curto, fala diretamente, sem rodeios. Ao contrário do padrão tradicional, amoldado ao sistema, ele se mostra e faz exatamente o que dizia na campanha. É inusitado, falsidade zero.

As posições expressas sobre temas delicados e a forma de comunicação de Jair Bolsonaro, desprezando a imprensa tradicional, choca o establishment, mas agrada aos seus eleitores e, tudo indica, à população em geral. Seu ativismo na rede desnuda o pensamento elitista, moralmente de esquerda, mostrando o outro lado da questão –o ponto de vista conservador, familiar, amordaçado pela patrulha do politicamente correto.

Percebe-se, entretanto, certo descasamento entre o debate nacional, enviesado pelas questões morais, e as reais necessidades do país, rumo ao seu futuro. Discutir a mijada, ou o sexo das pessoas, não é mais importante, na conjuntura atual, que articular a reativação da economia, única chance de gerar oportunidades e dar ocupação produtiva aos desempregados.

Através da reforma da Previdência, somada a outras ações governamentais, o país precisa recuperar a credibilidade da gestão pública e oferecer um ambiente seguro para investimentos. Fazendo isso, a economia aproveitará seu potencial de crescimento, entrando num ciclo virtuoso como não se vê há muito. Aumentará o bem-estar geral da sociedade.

O bolsonarismo típico, aquele da direita radical, patriótico, quase fascista, quer ver a derrota dos valores da esquerda petista, socialista, destruidora da moral familiar. Tudo bem. Mas o que importa mesmo, para o povo, é a reorganização do ambiente produtivo, a criação de valor econômico, o emprego e a renda. Não atrai, lá no fundão, esse papo de esquerda ou da direita; interessa progredir, ir para a frente.

Ideologia ou economia? Este difícil dilema caracteriza nosso momento político. E, notoriamente, afeta a estratégia do núcleo do novo governo. Sim, claro, ambas as questões são importantes, e podem caminhar juntas na agenda de Jair Bolsonaro. Mas, se isso vier a ocorrer, dilui-se o foco da agenda de reformas econômicas e dos marcos regulatórios. O debate moral pode atrapalhar, no Congresso, a aprovação do essencial, ligado ao desenvolvimento.

Disse certa vez Napoleão Bonaparte: “Nada é mais difícil e, portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir”. Chegou a hora de Jair Bolsonaro tomar decisões. E ele não tem o direito de errar.

Xico Graziano, 65, é engenheiro agrônomo e doutor em Administração. Foi deputado federal pelo PSDB e integrou o governo de São Paulo. É professor de MBA da FGV e sócio-diretor da e-PoliticsGraziano. O articulista escreve para o Poder360 semanalmente, às quartas-feiras.

 
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