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16/11/2018

Luiz G. Belluzzo: Peitadas desengonçadas

Resta saber o que pensa o empresariado das crendices e superstições econômicas da turma do presidente eleito.

Reuters

O presidente eleito e a turma do Posto Ipiranga dispararam (dispararam, é bom, né?) ideias a respeito da estratégia a ser adotada nas relações econômicas do Brasil com o resto do mundo. Ainda na campanha eleitoral, o candidato Bolsonaro ejetou projéteis contra a China.

O presidente eleito prometeu barrar as compras de ativos brasileiros pelos chineses – terras, empresas de geração e transmissão de energia e outros badulaques. Em sua prosopopeia peculiar, o novo chefe de Estado baixou o guatambu: “Se deixar, eles vão comprar tudo isso aí”.

Os chineses, sempre maneiros, risonhos e cautelosos soltaram a guasca em editorial do China Daily. Em linguagem dura, o editorial advertiu o Brasil do PSL para os riscos de um confronto com o Império do Meio, a segunda economia do mundo e nosso principal parceiro comercial. Na prática, os chineses disseram aos ipirangolas do posto: não venham com Trumpismo de segunda mão.

Na posteridade do pleito, o Posto Ipiranga e sua turma soltaram bombas de efeito moral contra o Mercosul, apontado, imagino, como um “desvio de comércio” no catecismo das crendices e superstições dos livre-cambistas Chicagões.

Para refrescar a cuca dos encucados de camisa amarela, alguns dados elementares: Em dólares correntes as exportações brasileiras para a China saltaram de 1,5 bilhão de dólares em 2000 para mais de 50 bilhões em 2017. No mesmo período as vendas para os Estados Unidos passaram de 14,6 bilhões para 26,8 bilhões.

Entre janeiro e setembro de 2018 as exportações brasileiras somaram 135,3 bilhões. A China –incluídos Hong Kong e Macau – comprou 49,3 bilhões de produtos brasileiros, enquanto a União Europeia adquiriu 30,2 bilhões, os Estados Unidos 20,5 bilhões.

No campeonato de parceiros, o Mercosul ocupa a quarta posição, com 16,7 bilhões (Argentina 12 bilhões). No período, o Brasil tem superávit com China, Mercosul, modesto superávit com a União Europeia e déficit nas transações com os Estados Unidos.

Outro perrengue com consequências comerciais foi detonado com a promessa de mudar a embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém. A Liga Árabe movimentou-se, o Egito cancelou a visita do ministro das Relações Exteriores. Resta saber o que passa na cabeça do empresariado que circula nas cadeias da proteína animal.

Para juntar ofensa à injúria, os falantes e farfalhantes da nova burocracia econômica pregam a abertura unilateral do comércio como forma de promover a integração da indústria nativa às cadeias globais de valor.

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) oferece aos interessados no assunto trabalhos excelentes sobre o desempenho da indústria brasileira nas últimas décadas e não foge do pau ao recomendar políticas para a reconstrução industrial na Era 4.0.

Alguns desses estudos se apoiam nas investigações dos economistas Ricardo Hausmann e Cesar Hidalgo, respectivamente da Universidade Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT. Os dois produziram o Atlas da Complexidade.

Escrevem os técnicos do IEDI: “O argumento básico desses autores é que a complexidade das exportações é determinante do crescimento econômico de longo prazo dos países. Isso porque alguns conjuntos de produtos no núcleo do tecido produtivo são mais essenciais para dinamizar outras atividades produtivas, por conta de seus efeitos de encadeamento e transbordamento, sejam de oferta (porque reduzem custos produtivos e geram progresso técnico), sejam de demanda (porque criam e expandem mercados). Assim, de acordo com esta concepção, alguns setores produtivos estabelecem mais conexões com o restante das atividades econômicas.

“Deste grupo fazem parte, principalmente, produtos eletrônicos, máquinas, materiais para construção, químicos e produtos relacionados à saúde. Já petróleo cru, algodão, arroz e soja tendem a ter menor conectividade e complexidade.

“Petróleo refinado, em contrapartida, é um dos produtos mais complexos, o que sinaliza que exportar produtos com base em recursos naturais não significa necessariamente uma baixa capacidade tecnológica. Sua transformação produtiva pode gerar bens de alto valor agregado.

A análise da complexidade das exportações (disponível para cada produto individual) pode fornecer subsídios para a elaboração de estratégias industriais, tecnológicas e de comércio exterior com o objetivo de favorecer a penetração de nossas exportações de manufaturados e estimular a integração da indústria brasileira nas cadeias regionais e globais de valor.”

As políticas dos anos 90 compraram a funesta ideia que recomendava expor a economia à concorrência externa, privatizar para lograr ganhos de eficiência micro e macroeconômica. Percorremos o caminho inverso dos asiáticos, que abriram a economia para as importações redutoras de custos e ganhos de eficiência.

*Luiz Gonzaga Belluzzo é economista e professor, consultor editorial de CartaCapital.

Fonte: CartaCapital

 
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