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A metade da sabedoria humana consiste em "não amar nem odiar"; a outra metade em:" nada dizer, e nada crer".
Schopenhauer
06/08/2018

Idosos são invisíveis para varejo e serviços

Mais da metade dos consumidores com mais de 50 anos ouvidos por pesquisa reclamaram que falta de cursos, roupas e alimentos adequados às faixas etárias maiores

Cinquenta e quatro anos de vida separam Maria Emília de Souza Lima Uchôa, de 78, da neta mais velha. Na hora da diversão, no entanto, os hábitos se aproximam. A empresária assiste Netflix, troca mensagens em grupos no WhatsApp, tem contas em redes sociais, joga videogame, pesquisa preços e faz compras na internet.

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— Tenho um telefone com todas as funções modernas e dou dicas de séries para meus netos. Não sou uma “expert“ em tecnologia, mas faço um “arroz com feijão”. O maior desafio na minha idade é encontrar lugares para se divertir com segurança — diz Maria.

Os desejos e hábitos de consumo da septuagenária estão longe de ser exceção entre os consumidores maduros. Eles apontam para um mercado a ser explorado. Pesquisa das consultorias MindMiners e Hype60+ ouviu 863 brasileiros maiores de 50 anos em janeiro deste ano. A maioria dos entrevistados pesquisa preços e compra pela internet (85%) e sente falta de produtos e serviços voltados para sua idade (57%). Principalmente cursos livres, roupas e alimentos.

— Hoje é difícil classificar alguém com mais de 60 anos como idoso. A aposentadoria não é mais sinônimo de invalidez. É um novo ciclo de oportunidades. Principalmente para cursos, pois têm mais tempo e dinheiro para se aprimorar — observa Carolina Abel, da MindMiners.

Segundo a pesquisa, o consumidor sênior gasta mais com alimentação e planos de saúde, mas também investe em lazer. Ao menos metade dos pesquisados usa serviços de streaming de vídeo, TV por assinatura, aplicativos de transporte e salões de beleza.

— As questões do envelhecimento ainda são muito ligadas à saúde, mas a mulher de 60 não quer mais usar roupa de tricô. E o mercado ainda não entrega o que ela precisa — observa Layla Vallias, da Hype60+, consultoria em consumidor sênior.

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Há dois anos , o aposentado Moacyr Rocha Filho, de 84, realizou o sonho do parapente próprio. O lazer, que surgiu quando ele já tinha passado dos 60, é uma das muitas inquietudes do ex-bancário. Mora a 15 minutos do Parque da Cidade, em Niterói, onde costuma decolar.

— Meus filhos ficam doidos com minhas aventuras. Sempre fui inquieto. Não me sinto velho. A única coisa ruim de envelhecer é que sempre fui um furor no sexo — conta Moacyr, que aprendeu a construir casas por conta própria e fez disso uma renda complementar ao benefício do INSS.

O poder de compra desse consumidor historicamente é o maior dentre todas as faixas etárias. Seja porque acumula aposentadoria e um trabalho remunerado ou porque deixa de ter dependentes, ainda que a recessão tenha feito muitos idosos voltar a sustentar famílias inteiras.

No primeiro trimestre deste ano, dado mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, trabalhadores com 60 anos ou mais ganhavam, em média, R$ 2.592 - R$ 488 a mais do que o rendimento médio geral. O próprio envelhecimento da população e a maior maturidade das pessoas no mercado de trabalho fará com que a renda média dos domicílios brasileiros cresça 1,4% ao ano até 2040. A projeção é do livro Demanda Futura por Moradias, desenvolvido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação. Lançado recentemente, indica que o mercado imobiliário também terá de se adaptar a consumidores mais velhos.

— Até 2040 haverá menor pressão por domicílios, menos pessoas morando sob o mesmo teto e mais cidadãos vivendo sozinhos porque as mulheres estão tendo menos filhos, encolhendo as famílias — resume Gustavo Henrique Naves Givisiez, demógrafo e um dos organizadores da obra.

O mercado brasileiro responde lentamente a essa demanda. Os projetos existentes, no entanto, caminham nessa direção, inspirados em soluções criadas por países europeus que envelheceram muito antes do Brasil. São condomínios exclusivos para pessoas com mais de 60 anos, com imóveis adaptados a dificuldades motoras. Acomodam no máximo um casal por apartamento e contam com uma gama de serviços que vão da enfermagem ao serviço de quarto e cozinha, ainda que ofereçam estrutura para os menos dependentes preparem a própria refeição.

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— É um apartamento normal, mas com características que facilitam a vida, como o piso que não escorrega e portas mais largas — explica Fabio Villas Bôas, diretor técnico da Tecnisa, construtora com um projeto para ser lançado em 2019.

Segundo Villas Bôas, a internet das coisas ganhará protagonismo:

— São imóveis aos quais se pode agregar soluções tecnológicas, como prateleiras que mudam de altura e janelas que abrem e fecham com um simples comando, sem necessidade de o idoso ter de fazer esforço.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/apesar-da-renda-maior-idosos-ainda-sao-invisiveis-para-varejo-servicos-22948836#ixzz5NLW6idnc

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