Pesquisa Notícias:
   
 
INSTITUCIONAL
Sobre a Agitra
Diretoria
Estatuto Social
 
SERVIÇOS
Verbo
Convênios
Turismo
WikiTrabalho
Pesquisa Conteúdo
Fale Conosco
Acesso Restrito
 
DIÁLOGOS COM A AUDITORIA DO TRABALHO

Segurança e as Novas Tecnologias na Construção Civil

Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

Se o individuo não tem a força de alcançar um direito, ao menos é preciso, quando o direito lhe provém de um texto legislativo, que tenha a força de o exercer
Jean Cruet
06/08/2018

Envelhecimento da população acende alerta para estagnação do PIB

Envelhecimento da população acende alerta para estagnação do PIB e desafia mercado de trabalho

Mais de 500 cidades brasileiras já têm mais idosos do que crianças, aponta levantamento do demógrafo José Eustáquio Alves

POR DAIANE COSTA E ELISA MARTINS

RIO - O Brasil envelhece cada vez mais rapidamente. Em pouco mais de uma década, segundo as previsões mais recentes, o país terá mais idosos que crianças e adolescentes. Essa inversão na pirâmide etária acende um alerta para o risco de estagnação da economia e torna mais urgente uma reforma do sistema previdenciário com a perspectiva de mais pensionistas e menos jovens no mercado de trabalho. Empresas terão que se adaptar a profissionais mais velhos, que trabalharão por mais tempo, e oferecer produtos e serviços mais adequados a esse público. Governos terão que reformular políticas públicas. Esse futuro, no entanto, já chegou em quase 10% das cidades brasileiras.

VEJA TAMBÉM:

Confira aqui a lista das cidades mais envelhecidas do Brasil

Saiba se seu estilo de vida se aproxima ao das cidades com mais centenários

Profissões ligadas ao envelhecimento estão entre as carreiras do futuro

E MAIS: Conheça todos os direitos do aposentado que continua na ativa

Um levantamento do demógrafo José Eustáquio Alves, professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE, feito a pedido do GLOBO revela que, em 531 dos 5.570 municípios brasileiros, o número de pessoas com 60 anos ou mais já supera o de menores de 15 anos. A maioria está nas regiões Sul e Sudeste. Niterói (RJ), Santos (SP) e São Caetano do Sul (SP) são as três cidades mais populosas que já permitem antecipar a realidade nacional prevista para 2031. Juntas, elas abrigam 224 mil idosos, bem mais que suas 178,5 mil crianças e adolescentes.

Além de o número de idosos superar o de crianças e adolescente em 2031, a população em idade para o trabalho (15 a 64 anos) vai começar a encolher em 2038. Segundo projeção divulgada recentemente pelo IBGE, 2018 será o primeiro ano em que essa mão de obra potencial crescerá num ritmo menor que o do total da população no Brasil. É o que os especialistas chamam de fim do bônus demográfico, o que limita as chances de o Brasil se tornar um país rico, como fizeram as nações desenvolvidas antes de envelhecerem. Isso porque haverá literalmente menos gente para produzir os bens e serviços que constituem o Produto Interno Bruto (PIB).

— Não há país que enriqueceu depois de envelhecer porque a força de trabalho encolhe — diz

Uma forma de compensação seria aumentar a produtividade desse grupo mais enxuto. Ou seja: cada trabalhador brasileiro precisará produzir mais que a média atual para o país seguir elevando o PIB per capita. O problema, aponta o sociólogo especialista em políticas sociais Luis Henrique da Silva de Paiva, é que o crescimento da produtividade do trabalhador brasileiro tem sido historicamente muito baixo.

SOLUÇÃO NA PREVIDÊNCIA

Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas, numa lista de 68 países, o empregado brasileiro é o 19° menos produtivo do mundo.

PUBLICIDADE

— Nas décadas de 1970 e 1980, quando já sabíamos que íamos envelhecer, o Brasil deveria ter investido em educação e em treinamento para garantir o crescimento via aumento de produtividade no futuro. Mas perdemos essa janela — diz o especialista em demografia Gustavo Naves Givisiez, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

LEIA MAIS:

Apesar da renda maior, idosos ainda são invisíveis para varejo e serviços

O que temos a aprender com as cidades que já envelheceram

Para driblar estereótipos, idoso terá de se reiventar no mercado de trabalho

Nas contas do ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Sergei Soares, quando a proporção de pessoas em idade ativa começar a cair, o Brasil poderá passar a crescer, em média, apenas 0,8% ao ano.

— Vamos virar um Japão, só que de renda média e desigual — diz, em referência à economia do país asiático, terceira maior economia mundial, que estagnou depois de envelhecer.

Outra consequência do envelhecimento acelerado da população é a redução do número de pessoas contribuindo para a Previdência com mais gente na outra ponta recebendo. Estimativas do coordenador de Seguridade Social do Ipea, Rogério Nagamine, mostram que, sem uma reforma que desestimule aposentadorias precoces, o percentual de brasileiros que recebem benefícios, incluindo pensão por morte ou de prestação continuada (destinada a idosos e deficientes) vai dobrar até 2060, passando de 15,2% em 2017 para 32% da população. Para o pesquisador, uma reforma poderia manter brasileiros por mais tempo no mercado de trabalho, diluindo o peso do envelhecimento sobre o crescimento econômico e garantindo a sustentabilidade do sistema previdenciário.

— É fundamental uma reforma que ao menos corrija as distorções do nosso sistema ineficiente, injusto e que se torna insustentável ao permitir aposentadorias precoces para pessoas com plena capacidade laboral — argumenta Nagamine.

Para Eustáquio, da Ence, ainda há chance de o país se beneficiar da demografia. Apesar de a janela de oportunidades ter começado a se fechar, ele avalia que a estrutura etária da população ainda continuará favorável ao crescimento econômico ao menos até 2030, último ano em que teremos mais crianças de 0 a 14 anos que idosos. No entanto, ele pondera que os efeitos da recente recessão podem prejudicar esse aproveitamento:

PUBLICIDADE

— As taxas de desemprego e subemprego, além de uma educação de má qualidade, não garantem a exploração plena desse bônus.

O envelhecimento ocorre quando as mulheres passam a ter menos filhos e é um processo novo no mundo. O primeiro país a envelhecer foi a Suécia, em 1975. Segundo Eustáquio, em 2015 já somavam 52.

— A relação entre o que acontece com os países é diferente do que vai acontecer, caso a caso, com os municípios. Mas um impacto é comum: unidades territoriais envelhecidas tendem a ter economias menos diversificada, competitivas e sustentáveis — explica Paiva.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/envelhecimento-da-populacao-acende-alerta-para-estagnacao-do-pib-desafia-mercado-de-trabalho-22948690#ixzz5NLVb5KhW

stest

 
+ Clipagem

Negociação coletiva é importante para patrão e empregados - Por André F. WatanabeO mundo do trabalho passa por constantes mudanças. Com elas, os desafios de compreender qu

Carreiras de Estado repudiam estratégia do governo de culpar servidor pela crise econômica - O Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) divulgou nesta sexta-feira (1º) nota à imprensa e à sociedade repudiando a es

ANFIP - TCU suspende pagamento de bônus para aposentados - A ANFIP publicou matéria sobre a suspensão do pagamento de bônus para aposentados e pensionista. A notícia está assim re

Dívida Explode. Por que? - Dívida explode. Por que?Auditoria Cidadã da Dívida25/7/2017Hoje os jornais alegam que a dívida pública federal

Vladimir Safatle alerta para o fim do emprego - Nunca na história da República o Congresso Nacional votou uma lei tão contrária aos interesses da maioria do povo brasil

+ Notícia

 
AGITRA - Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho
home | Fale Conosco | localização | convênios
Av. Mauá, 887, 6ºandar, Centro, Porto Alegre / RS - CEP: 90.010-110
Fones: (51) 3226-9733 ou 3227-1057 - E-mail: agitra@agitra.org.br