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Julian Assange
09/04/2018

Com Temer, renasceu a anarquia militar

A nota do general Villas Bôas expôs o pior legado da breve Presidência de Michel Temer

O juiz Sergio Moro mandou levar Lula à cadeia.

Releia o que disse o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, na terça-feira:

“Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.”

Essa frase é um retumbante truísmo. Ela pesa, e muito, pela ocasião: a véspera do julgamento do habeas corpus de Lula pelo Supremo Tribunal. Basta fazer um exercício: se o general dissesse a mesma coisa amanhã, o innuendo permitiria supor que estivesse falando da Operação Skala, que colocou na cadeia amigos de Michel Temer.

Falar por meio de elipses é um conhecido recurso da retórica de militares que se metem em política. Em 1955, depois de depor dois presidentes (Café Filho e Carlos Luz), o ministro-general Henrique Lott disse que pretendeu “garantir a volta aos quadros constitucionais vigentes”. Quem souber o que isso quer dizer, ganha um fim de semana em Caracas.

A nota do general Villas Bôas expôs o pior legado da breve Presidência de Michel Temer. Ele replantou a semente da anarquia militar, adormecida desde o fim do século passado.

Em 2015, no governo de Dilma Rousseff, o general Hamilton Mourão condenou “a maioria dos políticos de hoje” e pediu um “despertar para a luta patriótica”. Foi exonerado do comando das tropas do Sul por Villas Bôas e nada aconteceu. Em setembro passado o mesmo general fez uma conferência escalafobética e nada lhe aconteceu.

Meses depois, numa “jogada de mestre”, Temer militarizou a questão da Segurança do Rio, para conforto do governador Pezão e do PMDB do estado.

Nunca é demais repetir a classificação feita pelo presidente Castelo Branco, um general que falava claro: “Vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bulir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar.”

Uma viagem a 1962, e uma aula de disciplina

Em 1962 o Brasil estava dividido. Um ano antes a indisciplina dos três ministros militares levara o país à beira de uma guerra civil, e João Goulart presidia um regime parlamentarista, dedicando-se a desmanchá-lo por meio de um plebiscito que restabeleceria o presidencialismo.

O Congresso remanchava, e em setembro o comandante das tropas do Sul, general Jair Dantas Ribeiro, colocou seus quartéis em regime de prontidão e enviou um telegrama ao ministro dizendo que “me encontro sem condições para assumir com êxito e segurança a responsabilidade do cumprimento de tais missões, se o povo se insurgir pela circunstância de o Congresso recusar o plebiscito”. No melhor estilo do “digo-mas-não-digo”, acrescentou: “A presente explanação não é uma ameaça, nem uma imposição, mas apenas uma advertência”.

No mesmo dia, o comandante da guarnição do Paraná mandou-lhe um telegrama: “Informo V. Ex.ª reina completa calma território esta Região Militar. Providenciada ordem prontidão.” Xeque.

Meses depois Jair Dantas foi nomeado ministro e foi à forra com o general do Paraná, mandando-o para o último canil do Exército, a diretoria da Reserva.

O general do Paraná chamava-se Ernesto Geisel, não assinava manifesto contra o governo (“indisciplina”) , nem a favor (“chefe não pode receber solidariedade de subordinado”).

No dia 31 de março de 1964 deu-se o levante contra Goulart. Jair era ministro e estava hospitalizado. No dia seguinte telefonou a Goulart, abandonando-o.

Geisel tornou-se chefe da Casa Militar do novo governo e, em 1974, assumiu a Presidência da República. Nunca assinou manifestos e restabeleceu o primado da Presidência da República sobre as Forças Armadas.

Anauê

O general Cristiano Pinto Sampaio, comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, incorporou-se à tropa de tuiteiros que se solidarizaram com o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. Ele escreveu o seguinte:

“Como disse o consagrado historiador Gustavo Barroso: ‘Todos nós passamos. O Brasil fica. Todos nós desaparecemos. O Brasil fica. O Brasil é eterno. E o Exército deve ser o guardião vigilante da eternidade do Brasil.’ Sempre prontos Comandante!!”

Gustavo Barroso (1888-1957) foi um historiador fluvial, autor de 76 livros. Escreveu uma “História militar do Brasil” empolgada e medíocre. Foi um grande diretor do Museu Histórico Nacional e consagrou-se como o expoente do antissemitismo no movimento integralista brasileiro.

Não era antissemitismo de salão. Ele escreveu coisas assim: “O Brasil não passa de uma colônia de judeus ferozes, que são misteriosamente auxiliados nas suas negociatas e empreitadas por individualidades das altas esferas nacionais”. Ele viu num revoltoso do Império uma “inegável fisionomia judaica”.

Barroso traduziu os “Protocolos dos sábios do Sião”, uma fraude que narrava o controle do mundo pelos judeus. Parte de seus textos antissemitas foram escritos depois de 1937, quando os nazistas depredaram lojas de judeus e destruíram sinagogas.

Os integralistas saudavam-se com o grito de “Anauê”, tiveram bons apoios nos quartéis e tentaram um golpe, em 1938. Foram repelidos pelo ministro da Guerra, o general Eurico Dutra, que tomou um tiro na orelha.

Não se conhece o grau de familiaridade do general Pinto Sampaio com a obra de Barroso.

Merval e Lula

Muita gente não gostou, mas Merval Pereira estava certo quando disse que Lula estava mais perto da cadeia do que do Planalto.

O primeiro

Tornou-se comum a afirmação de que Lula é o primeiro ex-presidente mandado para a cadeia ao fim de um processo criminal. A palavra “primeiro” tem um significado histórico maior. Depois do primeiro, poderá haver o segundo, o terceiro, e assim por diante.

O supremo Gilmar

Durante a sessão do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar disse que os 88 dias anuais de férias do Judiciário precisam acabar. Terminou seu voto e foi para o aeroporto a tempo de pegar o voo das cinco para Lisboa.

Gilmar não participou dos debates, que muitas vezes discutiam suas opiniões, porque tinha mais o que fazer, fora do serviço.

O arquivo de Rosa

A ministra Rosa Weber pode fazer um favor à História do Brasil. Deve preservar todos os rascunhos de seu voto negando o habeas corpus a Lula. Eles poderão mostrar que sua decisão já estava tomada antes da mobilização de generais pelo Twitter.

O ‘exército’ do MST

O “exército” do MST começou a fechar estradas na sexta-feira. Bloquear rodovias é um truque e um crime. É truque porque bastam poucas dezenas de militantes para provocar o transtorno. E crime porque se destina a prejudicar a vida de quem nada tem a ver com a história. Para prender os militantes do “exército” de João Pedro Stédile não serão necessárias proclamações eletrônicas.

O leitor esclarece

O ministro Carlos Marun informa que jamais disse que a procuradora-geral Raquel Dodge poderia “dar uma de maluca” denunciando Michel Temer pelo caso do Porto de Santos.

Fonte: Coluna Elio Gaspari - O Globo
 
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