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14/03/2018

Poupados no noticiário, donos do dinheiro roubado em Viracopos têm histórico de escândalos

Lucio de Castro, Agência Sportlight

Uma das no­tí­cias mais aguar­dadas do país tem pas­seado no pé das pá­ginas do no­ti­ciário nos úl­timos dias. Morta, ir­re­le­vante, sem des­taque.

Já no dia 6 de março, dois dias de­pois do roubo de cinco mi­lhões de dó­lares no Ae­ro­porto de Vi­ra­copos, Cam­pinas, o jornal A Ci­dade, de Ri­beirão Preto, deu em pri­meira mão quem eram os donos do di­nheiro, em re­por­tagem grande, es­pe­cí­fica sobre o tema.

Mesmo des­co­bertos os donos, a cha­mada grande im­prensa ig­norou. Assim, dias de­pois apenas, os donos dos cinco mi­lhões de dó­lares foram ci­tados na cha­mada grande im­prensa. E de pas­sagem, no pé das re­por­ta­gens.

No fim da tarde de sá­bado, o Jornal da Band anun­ciou com des­taque novas ima­gens ex­clu­sivas do butim. Ao fim da re­por­tagem, breve, de pas­sagem, a in­for­mação: “a ope­ração, de­cla­rada a Re­ceita Fe­deral, está re­gis­trada no nome do Banco Ren­di­mento S/A, com sede em São Paulo, e tinha como des­tino um banco suíço”.

No Fan­tás­tico do dia se­guinte, o alvo da no­tícia no­va­mente eram ima­gens do as­salto. Lá no fim e no­va­mente de pas­sagem, breve, con­firma a in­for­mação do re­gistro em nome do Banco Ren­di­mento e acres­centa o nome do banco suíço: Banco Raif­feisen.

Em­bora tra­tados sem im­por­tância no no­ti­ciário, sempre de pas­sagem, os nomes do re­me­tente do di­nheiro e de quem iria re­ceber na Suíça me­recem maior atenção. Os nomes e o his­tó­rico de ambos.

No caso do bra­si­leiro, o pre­si­dente do Banco Ren­di­mento, César Ades, apa­rece no Swis­s­leaks, em que cli­entes com contas se­cretas no HSBC suíço foram re­ve­lados. O pre­si­dente do Ren­di­mento é apon­tado em seis “Re­la­tó­rios de In­te­li­gência Fi­nan­ceira” (RIF), do COAF (Con­selho de Con­trole de Ati­vi­dades Fi­nan­ceiras), por tran­sa­ções com “in­dí­cios de ilí­citos”. Os RIFS tem data de 10 de agosto de 2014 a 18 de março de 2015.

A conta de César Ades es­tava em nome da Grenfel Ma­ne­ge­ment, com sede nas Ilhas Tor­tolas. Ter offshore não é ilegal, desde que co­mu­ni­cada a exis­tência para a Re­ceita Fe­deral. Em 2015, na oca­sião do Swis­s­leaks, César Ades foi pro­cu­rado pela re­por­tagem do Globo, mas não quis se pro­nun­ciar sobre a conta nem sobre as in­ves­ti­ga­ções do COAF.

O ba­rulho em torno dos só­cios do Ren­di­mento não para por aí. Abramo Douek, di­retor do Ren­di­mento, era do Banco Ci­dade na vi­rada dos anos 90 quando o banco foi acu­sado de si­mu­lação de pre­juízos e de ope­ra­ções ir­re­gu­lares na Bolsa de Va­lores (venda de ouro e de ações ine­xis­tentes na data das ope­ra­ções). O Banco Cen­tral ab­solveu os de­mais di­ri­gentes, mas foi dada uma multa de R$ 3.490 para Abramo Douek, agora di­retor do Banco Ren­di­mento.

Nas elei­ções de 2016 para a pre­fei­tura de São Paulo, Douek foi do­ador de R$ 7.500,00 para Marta Su­plicy (PMDB). Também di­retor do Banco Ren­di­mento, Roger Ades teve o nome en­vol­vido em la­vagem de di­nheiro no co­meço da dé­cada. Era di­retor-ad­mi­nis­tra­tivo da Alpha Club, acu­sada de servir de fa­chada para um golpe de pi­râ­mide da for­tuna, pro­pa­ganda en­ga­nosa e falta de re­gistro.

De acordo com re­por­tagem da Folha de S. Paulo de 5 de maio de 2000, a em­presa pa­tro­cinou o Santos Fu­tebol Clube com con­trato de R$ 2 mi­lhões na oca­sião. De acordo com a re­por­tagem, a Alpha Clube pa­tro­ci­nava também o Co­mitê Pa­ra­o­lím­pico Bra­si­leiro com con­trato de R$ 650 mil, dos quais 40% foram pagos até es­tourar o es­cân­dalo.

Já o di­retor do Banco Ren­di­mento Mar­celo Maktas Mel­sohn es­teve en­vol­vido em caso ba­ru­lhento por chamar al­guém de la­drão: em um res­tau­rante de São Paulo, vo­ci­ferou contra o ex-mi­nistro Guido Man­tega. Pro­ces­sado, pediu des­culpas.

Pre­si­dente do Banco Raif­feisen foi preso na Suíça na úl­tima se­mana

O his­tó­rico de es­cân­dalos do Banco Raif­feisen, para onde ia o di­nheiro rou­bado em Vi­ra­copos, é grande.

Na úl­tima se­mana, quatro dias de­pois do roubo de Vi­ra­copos, em­bora não se saiba se existe re­lação com o as­salto, o pre­si­dente-exe­cu­tivo do Banco Raif­feisen, Pi­erin Vin­cenz, foi preso sob acu­sação de fraude fi­nan­ceira, como in­forma o site swis­sinfo.ch.

Logo após a prisão, o Pre­si­dente do Con­selho de Ad­mi­nis­tração do banco, Johannes Rüegg-Stürm, re­nun­ciou.

O banco tem his­tó­rico de es­cân­dalos por la­vagem de di­nheiro. No fim da úl­tima dé­cada, a fi­lial aus­tríaca do banco foi acu­sada de lavar dois bi­lhões de dó­lares da máfia ita­liana entre 2005 e 2007. Ca­torze contas ban­cá­rias ope­ravam para tal.

No ano pas­sado, a jus­tiça suíça con­gelou US$ 22 mi­lhões pagos de su­borno da Ode­brecht que es­tavam em contas do ex-pre­si­dente pa­na­menho Ri­cardo Mar­ti­nelli e seus fi­lhos Luis e Ri­cardo Mar­ti­nelli Li­nares. As contas dos fi­lhos do ex-pre­si­dente do Pa­namá es­tavam em três bancos, entre eles o No­tens­tein La Roche (fi­lial do Raif­feisen).

Outro lado:

A re­por­tagem en­viou as ques­tões abaixo para o Banco Ren­di­mento, através da as­ses­soria de im­prensa:

1- De acordo com re­por­tagem exi­bida no Fan­tás­tico na noite deste 11/3, os US$ 5 mi­lhões do as­salto no Ae­ro­porto de Vi­ra­copos eram re­me­tidos pelo Banco Ren­di­mento. Gos­taria que o banco con­fir­masse tal in­for­mação.

2- Qual a razão para tal envio por avião e não por trans­fe­rência ban­cária?

3- Se o di­nheiro era do banco ou de algum cli­ente ou cli­entes es­pe­cí­ficos?

4- Se a tran­sação es­tava de­vi­da­mente re­gis­trada e co­mu­ni­cada na Re­ceita Fe­deral e Banco Cen­tral?

5- De acordo com re­por­ta­gens pu­bli­cadas na oca­sião do es­cân­dalo do Swiss Leaks, o pre­si­dente do banco, Cesar Ades, apa­rece em seis re­la­tó­rios do COAF por tran­sa­ções sus­peitas. Se gos­ta­riam de co­mentar.

Res­postas:

O Banco Ren­di­mento es­cla­rece que a ope­ração em questão trata-se de prá­tica ro­ti­neira do mer­cado de câmbio, que cum­priu ri­go­ro­sa­mente todas as normas da Re­ceita Fe­deral e do Banco Cen­tral. A ins­ti­tuição está à dis­po­sição das au­to­ri­dades para co­o­perar com as in­ves­ti­ga­ções dos fatos.

Lúcio de Castro é jor­na­lista e editor da Agência Spor­tlight de Jor­na­lismo In­ves­ti­ga­tivo, onde a ma­téria foi ori­gi­nal­mente pu­bli­cada. Di­retor da série de do­cu­men­tá­rios Me­mó­rias do Chumbo - O Fu­tebol nos Tempos do Condor.

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Fonte: correio da cidadania
 
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