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Os grandes jogadores já estão em campo

Os grandes jogadores já estão em campo, escreve Alberto Almeida

Restam 5 candidatos competitivos, diz

Sem Lula, só Nordeste salvará PT

Ciro mantém desavenças no PDT

Roberto Jayme/TSE

ALBERTO CARLOS ALMEIDA

01.mar.2018 (quinta-feira) - 6h00

atualizado: 01.mar.2018 (quinta-feira) - 7h37

No dia 29 de novembro publiquei um artigo nesse espaço chamando atenção para que o mais provável seria que a eleição de 2018 ocorresse entre PT e PSDB, ao menos no segundo turno. Chamei atenção para o fato de que a terceira via já estava colocada, era a candidatura de Jair Bolsonaro. Afirmei que de um certo ponto de vista, daquele de candidato que disputa a primeira vez uma eleição presidencial, Bolsonaro poderia ser considerado o novo na política.

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Desde então o tempo passou e vários nomes considerados como possíveis terceira via foram ficando para trás. O nome do juiz Sérgio Moro desapareceu rapidamente das apostas. Luciano Huck se colocou como candidato, desistiu, voltou a se colocar, e desistiu pela segunda vez. O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, foi cogitado como candidato pelo PSB. Porém, em uma disputa com poucos recursos financeiros, e com a proibição da contribuição financeira por empresas, qualquer partido que julgue não ter chances na eleição presidencial vai preferir gastar com suas candidaturas a deputado, senador e governador. Cada real que o PSB gastasse com a candidatura não-competitiva de Joaquim Barbosa seria um real a menos para deputados com chances de serem eleitos.

Especulações de candidatura presidencial rodam os nomes de ACM Neto, prefeito de Salvador, Rodrigo Maia e Henrique Meirelles. Não creio que venham a ser candidatos para esse cargo. ACM Neto tem como desafio a difícil tarefa de deslocar o domínio do PT na Bahia que já dura 12 anos. As pesquisas que vem sendo feitas na Bahia revelam que Rui Costa, o atual governador, tem uma excelente avaliação e que, por isso, é o favorito para vencer. Pode ser que a Bahia se torne tão petista quanto o estado de São Paulo é tucano. Se Rui Costa for reeleito será o quarto mandato seguido de um governador do PT. Ainda assim, ACM Neto teria na eleição a missão de prover o apoio para Geraldo Alckmin naquele que é o quarto maior eleitorado do Brasil. Nesse caso, é muito improvável que venha a ser candidato a presidente.

O Deputado Rodrigo Maia, ao se tornar presidente da Câmara dos Deputados, foi levado a ter grande projeção nacional e, o que é mais importante, projeção em seu Estado. Para ele vale mais ser um deputado federal bem votado do que um candidato a presidente derrotado. Seria um passo importante para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro ou, quem sabe, em um futuro mais distante o governo estadual. No caso do ministro Henrique Meirelles há dois movimentos que ele precisaria fazer para ser candidato a presidente: deixar o ministério e mudar de partido. Deixar o ministério não é fácil. Para o Presidente Temer é melhor ficar com Meirelles, pois em time que está ganhando não se mexe, do que ter que fazer novas negociações para substituí-lo. Deixar o PSD também não é uma tarefa das mais fáceis, posto que o partido dificilmente virá a ter candidato a presidente. A principal questão para Meirelles passaria a ser em qual partido ele se tornaria um candidato minimamente viável. Não vale mencionar o MDB, lá são muitos os caciques e, consequentemente, os possíveis candidatos.

Ficamos, portanto, com um quadro cujos candidatos competitivos são os dois de PT e PSDB, Bolsonaro, Ciro Gomes e Marina Silva.

Marina teve a faca e o queijo na mão para vencer a eleição de 2014. Em algum momento ele se tornou a líder nas pesquisas. No resultado final ela ficou em terceiro lugar. A questão fundamental então é como Marina pode se tornar de fato favorita, ao menos para ir ao segundo turno, se na eleição que ela teve essa chance até a última semana de campanha acabou não conseguindo. Dito de outra forma, quando ela esteve próxima de ir ao segundo turno, não conseguiu, se ela hoje está mais distante ainda desse feito, muito provavelmente não conseguirá.

Ciro Gomes, assim como Marina, também teve tudo para ir ao segundo turno. Porém, em uma eleição mais distante, a de 2002. O fato é que o ex-governador do Ceará vem disputando eleições presidenciais, essa é a sua terceira, em partidos cuja estrutura nacional é muito pequena. O PDT, atual partido de Ciro, tem apenas dois governos estaduais, o do Amazonas e do Amapá. A proporção de eleitores nesses Estados é muito pequena quando comparada ao eleitorado nacional. Ademais, há sinais de que o candidato terá durante a campanha algumas divergências com o seu partido. Recentemente houve uma importante: a bancada de deputados federais do PDT votou a favor da intervenção no Rio de Janeiro, enquanto Ciro Gomes fez duras críticas públicas à medida do Governo Federal. Episódios assim, no qual o candidato a presidente diverge publicamente do comportamento de sua bancada, são muito raros, se é que ocorrem, no PSDB e no PT.

Restariam na corrida presidencial Geraldo Alckmin, o candidato do PT, seja ele Lula ou qualquer outro, e Bolsonaro. Alckmin e Bolsonaro estão nadando na mesma raia, aquela que tem em sua maioria eleitores que não querem o PT. Consequentemente, parte dos votos que Alckmin precisa para ir ao segundo turno estão hoje confiados a Bolsonaro. Será preciso que o PSDB siga a sinalização de Fernando Henrique que, mais de uma vez, fez duras críticas a Bolsonaro. O resultado final da disputa por esses eleitores é imprevisível. Talvez a diferença entre as máquinas políticas de PSDB e de Bolsonaro venham a ser o definidor dessa contenda.

Por fim, haverá para o PT, caso Lula não seja candidato, o desafio de, graças ao eleitor do Nordeste, colocar o seu candidato no segundo turno. No cenário improvável da candidatura de Lula isso já estaria assegurado. Porém, sem o líder maior do partido haverá obstáculos importantes pela frente.

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Autores

Alberto Carlos Almeida

Alberto Carlos Almeida

Alberto Carlos Almeida, 51 anos, é diretor do InteliGov e do Instituto Análise. Foi articulista do Jornal Valor Econômico por 10 anos. Autor do best-seller “A cabeça do Brasileiro” e diversos outros livros. Escreve para o Poder360 semanalmente, às quartas-feiras.

 
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