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06/12/2017

Em defesa da Aposentadoria, reforma de Temer é alvo de protestos

Centrais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram na tarde desta terça-feira na Avenida Paulista. Para CTB, a construção da greve nacional é a saída para evitar o desmonte da PrevidênciaCentrais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram na tarde desta terça-feira na Avenida Paulista. Para CTB, a construção da greve nacional é a saída para evitar o desmonte da Previdência

Os movimentos sociais e as centrais sindicais ocuparam as ruas nesta terça-feira (5) contra a proposta de reforma da Previdência de Michel Temer. Foram realizados atos, paralisações de 24 horas, bloqueio de avenidas e rodovias, ocupação de prédios do INSS, marchas e protestos em aeroportos. O objetivo foi alertar a população para o que, sindicalistas e especialistas, consideram o maior ataque à Previdência Social.

De acordo com o balanço da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil ( CTB) pelo menos 15 estados com seções regionais da central realizaram atividades contra o desmonte da Previdência Social. Entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Bahia, Maranhão, Piauí, Amapá, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pará, Minas Gerais, Distrito Federal, Roraima, Amazonas e Goiás.

As manifestações criticaram a lógica da reforma de Michel Temer que rebaixa o valor do benefício, aumenta os anos de contribuição e penaliza o trabalhador do serviço público. Pequenos municípios e estados que dependem da renda dos aposentados também serão prejudicados. É o caso de Roraima, o menor estado do país, com a estimativa de 522.636 habitantes, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por mês são injetados na economia local R$ 40,4 milhões correspondente a 41.451 assegurados.

Protestos de norte a sul

“No estado não temos indústrias. A economia gira em torno do serviço público, agricultores, aposentados e pensionistas. Com essa reforma, seremos um dos estados brasileiros mais afetados. Iremos regredir, não podemos aceitar essa destruição da Previdência,” ressaltou a presidenta da CTB-RR, Lucinalda Coelho.

Em Manaus, as centrais sindicais unidas saíram às ruas juntamente com os movimentos sociais. "Esta manifestação está levando nosso grito para toda a sociedade de que não aguentamos mais tanto retrocesso. Basta de acabar com os nossos direitos. Chega de entregar as riquezas nacionais para os estrangeiros", diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM.

No Rio Grande do Sul as centrais sindicais protestaram em frente a agência do INSS e no aeroporto. “Não podemos admitir que depois de aprovada a PEC 55 [que congelou por 20 anos os investimentos em saúde, segurança e educação] e uma reforma trabalhista que precariza as relações de trabalho e tira a dignidade do trabalhador, seja imposta uma idade mínima de 65 anos e 40 anos de contribuição que inviabiliza totalmente qualquer perspectiva de um dia o trabalhador comum se aposentar. Vamos desmascarar essa propaganda milionária que mentirosamente fala em combater privilégios, quando na verdade os grandes privilegiados como deputados, senadores, militares, estão excluídos da mesma. A resposta será a continuidade das mobilizações”, afirmou Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS.

Em Salvador, o presidente da CTB-BA, Pascoal Carneiro, conclamou a sociedade a reagir a mais essa arbitrariedade e retrocesso do governo Temer. "Essa reforma é danosa, agrava ainda mais as desigualdades entre ricos e pobres, tira o direito de aposentadoria de milhões de trabalhadores, deforma a ideia de proteção e solidariedade do sistema previdenciário brasileiro”. Ele afirmou ainda que a CTB não vai recuar na luta por mais direitos. “Com a CTB, a luta é para valer. Se essa reforma seguir, se a roubalheira continuar, vamos fazer uma grande greve geral”.

A greve geral também foi defendida no ato na avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com dirigentes da CTB e Central Única dos Trabalhadores o Brasil vai parar se a reforma for à votação no dia 13 de dezembro. "A unidade das centrais sindicais e dos movimento sociais e a mobilização popular são a única maneira de barrar a reforma da Previdência. É fundamental para que a gente lote as ruas e avenidas para não permitir de forma alguma a retirada de direitos históricos", convocou Ronaldo Leite, secretário de Formação da CTB.

 
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