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13/09/2017

Saiba por que Alckmin, e não Doria, será o candidato do PSDB

Tucano adiantou sua pré-candidatura para frear concorrente

O meu cenário básico é o de Geraldo Alckmin como candidato a presidente do PSDB em 2018. Há várias razões para se trabalhar com este cenário. Duas merecem destaque: o fato de o Governador de São Paulo, pela 4ª vez, ter declarado que quer ser o candidato de seu partido e o fato de não haver dentro do PSDB um postulante que tenha condições políticas de enfrentá-lo em um processo de escolha, apesar do esforço do prefeito Doria.

A política é um mundo habitado por pessoas que querem poder, assim como a vida empresarial é povoada por pessoas que querem dinheiro. O poder máximo de um país presidencialista, como o nosso, é o cargo de Presidente da República. Poucos dentre nossos mais de 200 milhões de habitantes reúnem as condições que podem levá-lo ao Palácio do Planalto.

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Uma destas condições, como temos visto nas últimas eleições, em particular se o político for das fileiras do PSDB, é ter a sua carreira construída em São Paulo. O cargo mais importante do Estado é o de Governador, porém, sabemos que não é preciso ser o chefe do Palácio dos Bandeirantes para que se chegue à cadeira presidencial. Fernando Henrique e Lula jamais governaram São Paulo, nem mesmo a cidade.

Alckmin, o político mais importante de São Paulo, se o julgarmos pelo cargo que ocupa e também pelas vezes que já o fez, manifestou há duas semanas o desejo de ser candidato a Presidente da República. Ele disse que deseja ser o presidente do povo brasileiro.

Não era seu plano ter que ir à mídia tão cedo declarar a sua intenção. É saber comum no mundo político que, com frequência, negar a candidatura até o último momento é o procedimento mais prudente, evita-se, assim, a exposição e o escrutínio público desnecessários. Alckmin teve que se expor antes da hora porque Doria, seu afilhado político, vem ameaçando sua antes super-segura posição de virtual candidato.

Doria se arrisca mais do que faria qualquer político que dependesse da política para sobreviver. Como ele vem de outro mundo e já tem sua vida profissional e financeira resolvida, ele pode tentar furar a fila. Sim, políticos consideram que a política tem fila. E por esta lógica Alckmin seria o candidato natural de seu partido. Não políticos podem afirmar com muitos graus de liberdade que “não há fila na política”.

Foi justamente esta a declaração recente de Doria. Furar a fila, para os aliados de quem é ultrapassado, pode ser denominado de traição. Há uma semana o deputado Campos Machado discursou na Assembleia Legislativa de São Paulo dizendo que Doria era um traidor. A adjetivação negativa foi repetida várias vezes.

Doria é prefeito de 1º mandato. Além de ter de furar a fila e correr o risco de ficar com a pecha de traidor, ele precisa quebrar uma longa tradição pela qual o mandatário é testado e aprovado para ocupar cargos superiores apenas depois que se reelege para os cargos menos importantes. A eventual candidatura de Doria a presidente teria que enfrentar a cobrança acerca do que ele fez à frente da prefeitura de São Paulo.

Em um cenário de grande frustração com os políticos, é arriscado ser candidato a presidente sem ter nenhuma realização de grande relevância para mostrar. Alguns acharão isto paradoxal, mas não é. Parte do eleitorado não quer mais experiências com políticos sem experiência, que foi o caso de Dilma, mas sim deseja votar em alguém que tenha realizações para mostrar. Tudo isso entra na conta dos obstáculos que Doria vem enfrentando.

Há quem acredite que Alckmin mudará de opinião. Que de tanto ouvir colegas de partido dizendo que ele não tem chances, ele abrirá mão de sua candidatura e apoiará Doria. A ver. Gostaria de saber quem do PSDB irá conversar com Alckmin com o intuído de demovê-lo da intenção de ser candidato. Obviamente que o primeiro que fizer isto se tornará persona non grata junto a alguém que pode se tornar o presidente do país.

A disposição de Alckmin em ser candidato, somada às dificuldades políticas enfrentadas por Doria dentro de seu partido, resultaram nos primeiros sinais de que o prefeito poderá vir a buscar outra sigla para realizar a sua ambição presidencial. Seria um tudo ou nada. O tudo de ser presidente contra o nada de deixar a prefeitura de São Paulo, o 1º degrau importante de uma carreira política promissora. Doria está sentindo na pele como é difícil ser o desafiante na política brasileira. O nosso terreno político é repleto de trincheiras, armadilhas e casamatas.

Uma das armadilhas à espera (ou não) de Doria é a candidatura ao governo de São Paulo. Ao escolher o candidato a prefeito da capital, Alckmin desconsiderou o velho mandamento de Tancredo Neves que dizia que, melhor do que derrotar um adversário, é compor com ele. Na ocasião, o governador derrotara a esquerda de seu partido, que tinha Andrea Matarazzo como pré-candidato. Saberemos em breve como esta lição foi assimilada por Alckmin.

Por essas e por outras é que o cenário básico com o qual trabalho é o da candidatura presidencial de Alckmin pelo PSDB. Novamente não custa a ressalva de que cenários podem ser modificados.

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Autores

Alberto Carlos Almeida, 51 anos, é diretor do InteliGov e do Instituto Análise. Foi articulista do Jornal Valor Econômico por 10 anos. Autor do best-seller “A cabeça do Brasileiro” e diversos outros livros.

 
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