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14/07/2017

Condenar Lula para abafar reforma trabalhista

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista relembrou em nota divulgada nesta quarta-feira (12) que as perseguições políticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começaram nos anos 1970 quando “fez a sua opção de vida pela luta dos trabalhadores”. A declaração do sindicato repudia a condenação do ex-presidente a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro em processo da Lava Jato. A sentença foi conhecida nesta quarta-feira (12).

Fernando Pereira / Memorial da Democracia

Lula comanda assembleia no ABC nos final dos anos 1970Lula comanda assembleia no ABC nos final dos anos 1970 A entidade também denunciou que o anúncio da condenação tem por objetivo abafar a aprovação da reforma trabalhista. Nesta terça-feira (11), o plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei da Câmara que altera 110 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho e que é considerado por magistrados do trabalho, oposição, OAB e sindicalistas como o “fim da CLT”.

Diz a nota dos metalúrgicos: “Não é por acaso que a decisão de um juiz de primeira instância se dá, exatamente, um dia após a classe trabalhadora ser ferida de morte ao ter seus direitos subtraídos pela reforma trabalhista, aprovada no Senado Federal”.

O ex-presidente presidiu o sindicato dos metalúrgicos no final dos anos 1970, de onde comandou greves históricas na região do ABC paulista.

Confira a nota na íntegra:

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC repudia qualquer condenação sem provas do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assim como repudiaria uma sentença sem provas a qualquer cidadão brasileiro que estivesse sofrendo uma perseguição política sem precedentes na história do Brasil.

O ataque ao companheiro Lula não começou agora. Seu início se deu quando ele, à frente deste Sindicato na década de 1970, fez a sua opção de vida pela luta dos trabalhadores, dos mais atingidos pelas desigualdades sociais, pelos pobres de nosso imenso país.

Seu compromisso e determinação de construir uma nação de homens e mulheres que pudessem andar de cabeça erguida e respeitar suas diferenças provocou ainda mais a ira da minoria exploradora, que nunca teve nenhum respeito pelo povo brasileiro.

O auge desta perseguição está se consolidando em um processo jurídico-político, com o apoio sistemático da imprensa comercial, que tenta agora calar a voz que não é e nunca foi só de Lula, mas de milhões de cidadãos que batalham dia e noite para sustentar suas famílias com dignidade.

Não é por acaso que a decisão de um juiz de 1ª instância se dá, exatamente, um dia após a classe trabalhadora ser ferida de morte ao ter seus direitos subtraídos pela reforma trabalhista, aprovada no Senado Federal.

O anúncio de sua condenação em data certa e planejada é também a tentativa de abafar os efeitos nefastos que as mudanças nas relações do trabalho terão sobre os trabalhadores.

Durante todos esses mais de 40 anos de sua trajetória política, o companheiro Lula sempre esteve ao lado dos trabalhadores e fez em 8 anos de governo – com a cara e o suor dos que não se entregam às adversidades da vida – o que tentamos por 500 anos, que foi começar a transformar a realidade dos que não têm medo do calor do sol e nem da solda.

É na força incansável deste guerreiro metalúrgico, operário e brasileiro que nos encontramos conosco e é com esta mesma força que nós, metalúrgicos do ABC, podemos dizer em alto e bom som: Lula é inocente!

 
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