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19/06/2017

Centrais e movimentos sociais realizam atos dia 20 contra reformas

Ganham força as mobilizações de trabalhadores pelo Brasil, que saem às ruas nesta terça-feira (20) no Dia Nacional de Mobilização contra as reformas trabalhista e da Previdência. Sindicalistas de todo o país convocam a sociedade para se unir à agenda de mobilização para a greve geral indicada para 30 de junho. O dia 20 de junho está sendo chamado pelas centrais de “esquenta” para a greve.

Centrais Sindicais

O presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, afirmou que a CTB segue firme na construção da greve geral para o dia 20. "O Brasil eclodiu em protestos por Direitos, Diretas e Fora Temer! A GREVE GERAL é a celebração com conteúdo de classe", destacou.

De acordo com o dirigente, o momento é de intensificar a resistência contra as reformas. A CTB convocou as entidades estaduais para fortalecerem a agenda unitária das centrais. Segundo ele, é ilusão achar que os problemas da classe trabalhadora serão resolvidos pela edição de uma medida provisória de um governo ilegítimo.

Em tramitação no Senado, o Projeto de Lei da Câmara 38/2017 sobre a reforma trabalhista avança na Casa sem incorporar emendas apenas com a promessa de veto a alguns pontos. O relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) afirma que alguns pontos ficariam sob a decisão do ilegítimo Michel Temer.

Na opinião de parlamentares da oposição e dirigentes das centrais, o texto tira a proteção do trabalhador e precariza as condições de trabalho e, portanto, deveria ser rejeitado integralmente ou sua tramitação suspensa.

Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores, afirmou que “Um governo sem legitimidade e o Congresso envolvido em escândalos não têm nenhuma condição de dialogar com a classe trabalhadora”.

O dirigente completou: “(eles) sabem que essa pauta de derrubada de direitos mínimos jamais seria aprovada pelo povo em eleições diretas. Assim, cabe a todo brasileiro que deseja ver seu filho trabalhando em condições dignas, que ainda sonha em se aposentar sem morrer trabalhando ir para a rua cobrar o fim dessas reformas”.

Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP) detalhou a importância de se manter a população mobilizada. “Além da luta contra as reformas, o ‘fora, Temer’ e Diretas Já também são bandeiras da mobilização. Uma coisa está associada à outra: precisa derrubar o Temer para travar as reformas.”

Segundo Raimundo, apesar do total desgaste do governo, do envolvimento em corrupção e na iminência do oferecimento da denúncia pela Procuradoria-Geral da República, o governo continua interferindo pela aprovação das reformas na Câmara e no Senado.

De acordo com a orientação das centrais, serão feitas panfletagens em locais de grande circulação, terminais de ônibus, metrôs e também caminhadas para dialogar com a população.

 
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