Pesquisa Notícias:
   
 
INSTITUCIONAL
Sobre a Agitra
Diretoria
Estatuto Social
 
SERVIÇOS
Verbo
Convênios
Turismo
WikiTrabalho
Pesquisa Conteúdo
Fale Conosco
Acesso Restrito
 
DIÁLOGOS COM A AUDITORIA DO TRABALHO

Segurança e as Novas Tecnologias na Construção Civil

Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

Jamais culpe o seu próximo antes de ter estado em seu lugar.
O Talmude
16/02/2017

Desemprego segura os preços e reduz a inflação

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (15), Michel Temer classificou o avanço da recessão que seu governo impôs como “fatos eventualmente criticáveis”, que “não podem superar os positivos”.

Temer disse isso para justificar que o desemprego não terá solução tão cedo. Segundo ele, não será com um "passe de mágica", mas "com o combate à recessão econômica", tentando surfar nos dados da “queda da inflação” para dizer que o país está no caminho certo. No entanto, para entrar nos trilhos de vez precisa aprovar o pacote de reformas que o seu governo encaminhou ao Congresso Nacional.

“Até para uma surpresa muito agradável, com alegria cívica que temos, a inflação veio de 10,70 para 6,23 em seis meses apenas. A inflação deste mês de janeiro foi a melhor registrada nos últimos 20 anos. Isso tem que ser levado em conta. Nós temos que considerar estes fatos para que outros fatos eventualmente criticáveis não possam superar aqueles que são positivos para o país”, disse ele. Nos “fatos eventualmente criticáveis” apontados por Temer, inclui-se a retirada de direitos e corte nos investimentos públicos, principalmente nas áreas de saúde e educação.

Porém, ao mesmo tempo em que Temer faz pose de grande estadista em defesa do desenvolvimento, ele reafirma que tudo está no campo das incertezas. Sobre a meta da inflação disse que “é provável que nós consigamos uma inflação, digamos, menor do que aquela de 4,5%, talvez de 4%, quem sabe menos, de inflação”.

Segundo ele, “isso significa uma esperança e uma confiança para os investidores". Coincidentemente, essa retórica foi a mesma utilizada pelo jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, nesta quarta, floreada com uma reportagem que dizia que a inflação em queda já criava expectativa de geração de empregos.

A estratégia de mídia e de Temer e tentar criar a imagem de um presidente empenhado em combater a recessão. E fica só no discurso, pois segundo especialistas do próprio mercado, o alto nível do desemprego no Brasil vai conter as pressões inflacionárias até 2019, apesar da “esperança de recuperação econômica”.

Ainda segundo economistas, o desemprego contribuirá para que a alta dos preços permaneça em torno do centro da meta oficial neste período.

Fontes citadas pela Reuters afirmam que o principal canal que vai captar esse cenário é o setor de serviços, cuja inflação é mais atrelada ao poder aquisitivo da população, que verá o desemprego subir ainda mais neste ano, para acima 13%, com recuperação lenta em seguida.

"Mesmo que exista retomada, a economia ainda opera muito abaixo da capacidade, o que significa que há muita máquina ociosa e mão de obra desempregada", avaliou o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, em entrevista à agência de notícias. "Não vemos movimento forte o suficiente para o ciclo econômico gerar pressão inflacionária", completou.

De acordo com esses analistas, o excesso de mão de obra ociosa mantém os salários baixos e provoca retomada mais lenta do consumo, o que acaba ajudando a segurar a inflação. Em 2014, o consumo das famílias subiu 2,3%, mas em 2015 já recuou 3,9%, e vem caindo a cada trimestre, chegando em 3,4%, comparado com o mesmo período de 2015.

Diante desse cenário, todos perdem: os trabalhadores, com a redução da sua renda, os empresários com a queda do consumo, e o governo com a queda da rrecadação. Como a conta não fecha, a saída exigida pelo mercado e adotada por Temer é cortar direitos. Com o desemprego elevado, o trabalhador perde o seu poder de pressão por aumentos reais dos salários e, consequentemente, o consumo também cai força a queda sobre os preços.

Mas enquanto o governo repete diuturnamente que o país precisa das reformas para gerar emprego, o mercado estabelece com o governo a lógica para as reformas: é preciso “flexibilizar” os direitos, pois fortes regulações trabalhistas dificultam cortes de salários ou demissões, forçando empresas a aumentar os preços quando custos aumentam.

Do Portal Vermelho, Dayane Santos

Fonte: Vermelho
 
+ Clipagem

Brasil vive apagão estatístico sobre mercado de trabalho - Sem dados de IBGE, Caged e seguro-desemprego, país pode ficar sem saber dano do coronavírusFernanda Brigatti

Reforma da Previdência - 44 coisas que você não pode deixar de saber - Leiam a matéria em anexo. Repense, reavalie esta Reforma da Previdência proposta. Faça sua parte, ajude na di

Negociação coletiva é importante para patrão e empregados - Por André F. WatanabeO mundo do trabalho passa por constantes mudanças. Com elas, os desafios de compreender qu

Carreiras de Estado repudiam estratégia do governo de culpar servidor pela crise econômica - O Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) divulgou nesta sexta-feira (1º) nota à imprensa e à sociedade repudiando a es

ANFIP - TCU suspende pagamento de bônus para aposentados - A ANFIP publicou matéria sobre a suspensão do pagamento de bônus para aposentados e pensionista. A notícia está assim re

+ Notícia

 
AGITRA - Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho
home | Fale Conosco | localização | convênios
Av. Mauá, 887, 6ºandar, Centro, Porto Alegre / RS - CEP: 90.010-110
Fones: (51) 3226-9733 ou 3227-1057 - E-mail: agitra@agitra.org.br