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Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

Uma pessoa realmente bondosa não pode ser rica. Uma pessoa rica, sem dúvida, não é bondosa
Provérbio chinês
24/11/2016

Evento da auditoria do Trabalho supera expectativas e reúne centenas de participantes

Auditores do Trabalho discutem quebra de paradigmas na higiene ocupacional e na defesa do trabalhador

Centenas de inscritos participaram do evento “Diálogos com a Auditoria do Trabalho - Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas”, nesta segunda-feira (21/11), em Porto Alegre, quando se discutiu novas visões e conceitos na defesa do trabalhador e da atuação nas empresas com saúde. Auditores do trabalho, engenheiros de segurança do trabalho, técnicos em segurança do trabalho, enfermeiros e pessoal de recursos humanos lotaram o auditorio principal da sede da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRGS), obrigando os organizadores a transmitiram as palestras, via telão, para outra sala, igualmente lotada.

Na abertura do evento, o superintendente regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, Joaquim Viana Cardinal, destacou a importância da carreira e o protagonismo da fiscalização do Trabalho na defesa do Trabalhador. Ele saudou a presença de centenas de pessoas no evento, o que obrigou a que se abrisse uma sala anexa ao auditório principal para que acompanhassem as palestras, e disse que a temática do encontro é relevante para o cidadão, que fica mais protegido, e para as empresas que, evitando acidentes, cumprem com seus objetivos sociais e reduzem seus custos. Ele defendeu que as relações entre a superintendência, as empresas e os cidadão, sejam pautadas cada vez mais pela parceria e transparência. “É preciso capacitar os trabalhadores desta área para que protejam o trabalhador”, disse Cardinal.

Para o presidente da Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho (Agitra), Renato Barbedo Futuro, o evento foi um momento impar, que possibilitou levar a centenas de profissionais que atuam na defesa do trabalhador, conceitos e novas visões adotados não apenas no país mas internacionalmente. “É preciso uniformização das ações em defesa do trabalhador e este diálogo visa levar estas visões aos diversos profissionais envolvidos no dia a dia das empresas”, declarou Futuro.

Cibele Flores, uma das coordenadoras do evento, explicou que os profissionais da Secretaria Regional do Trabalho imaginaram o encontro como a oportunidade de levar aos profissionais novos subsídios para aplicarem no dia a dia de cada um. Segundo ela, decisões recentes da OIT trazem aspectos inovadores na questão da higiene ocupacional, normas que precisam ser aplicadas pelas empresas no país. Cibele apresentou a palestra "Evitando os equívocos recorrentes na elaboração e na implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais".

"A prática na segurança do trabalho no Brasil mostra que há grande concentração em alguns tipos de riscos o foco na queda de altura, no choque elétrico, por exemplo, com um gasto de energia muito grande nestes temas (que merecem atenção) mas na hora de tratar do risco ambiental, químico ou biológico, as forças já estão mais atenuadas. Vou dar um EPI mesmo e está bom, pensa o profissional", analisou ela. Mas a realidade é outra. As coisas podem não estar bem. "Então é sempre importante verificar que as vezes há riscos, doenças que não se manifestam imediatamente, que estão ocorrendo junto ao trabalhador e que em um futuro próximo irão trazer grandes danos a uma determinada pessoa."

Pela prática de auditoria durante todos estes anos, fica claro, explica a auditora fiscal do Trabalho, que para alcançar o objetivo é preciso priorizar as medidas de proteção de caráter coletivo. "Devemos quebrar a cultura do EPI e apontar os esforços no coletivo", disse, salientando que a próxima etapa é combater o distanciamento da atuação dos objetivos expressos nas normas mais usuais.

O auditor fiscal do Trabalho Luiz Alfredo Scienza apresentou na segunda palestra do evento, denominada "Câncer e Trabalho, desafiando o silêncio", um instigante quadro dos riscos e problemas que envolvem o trabalhador que lida no dia a dia com produtos químicos e tóxicos, muitas das vezes liberados no Brasil mas proibidíssimos na Europa e nos Estados Unidos. Munido de dados, Scienza apresentou de forma clara e objetiva os riscos aos trabalhadores. "É preciso estarmos constantemente nos atualizando e buscando novas informações porque a cada ano se descobre que produtos que antes tolerávamos até um determinado ponto, determinado índice, teve alteração para menos, isto é, se comprovou que a tolerância humana é ainda menor do que achávamos e o produto era sim cancerígeno", alertou o palestrante.

Scienza avalia que a nossa sociedade é, ainda, imatura, tem um nível baixo de informação e formação que gostaríamos. "E as percepções sociais para o risco câncer são, ainda, pequenas", afirmou. Em seguida enumerou alguns processos industriais que são extremamente danosos ao ser humano, mas que no entanto circulam por aqui normalmente. "Por exemplo, processos que induzem à formação de dioxinas. Lá (no Primeiro Mundo) eles não querem, mas aqui estamos estranhamente de braços abertos. Sim, mais empregos, mas impostos, precisamos disso", declarou, apontando que diante deste cenário, por muitas razões, nossa percepção do risco é menor, é "diferente" do que em outros lugares.

Ele citou o uso quase indiscriminado dos tampões vaginais femininos. Esses tampões, explicou, expõe a mulher a alguns perigos sobre os quais ela não está consciente. Na Europa, há uma campanha contra o uso destes objetos porque é uma zona altamente vascularizada, de alta permeabilidade, e o que estiver ali, as substâncias, podem passar para o corpo da mulher. "Descobriu-se um coquetel de dioxinas e, principalmente, o glifosato nos tampões. São substâncias amplamente cancerigenas e desruptores endócrinos, que alteram o nosso sistema hormonal. Portanto, há riscos."

As dioxinas são um grupo de compostos quimicamente relacionados que se conhece como “Os doze condenados” da Monsanto. São contaminadores ambientais persistentes que se acumulam na cadeia alimentar, principalmente no tecido adiposo dos animais.

As palestras serão disponibilizadas a partir da quarta-feira (23/11) no site www.agitra.org.br

O evento teve a seguinte programação:

Diálogos com a Auditoria do Trabalho - Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

PROGRAMAÇÃO

21 de Novembro

8h: Credenciamento

9h: Abertura com a presença do Exmo. Sr. Ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira

Coordenador da Mesa:

9h20min: Evitando os Equívocos Recorrentes na Elaboração e na Implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – AFT Cibele Flores

10h00min: Cofee-break

10h20min: Câncer e Trabalho - Desafiando o Silêncio – AFT Luiz Alfredo Scienza

11h: Perguntas

11h20min: Intervalo

Coordenador da Mesa:

14h: Higiene Ocupacional: Tendências Internacionais - Berenice I. F. Goelzer

14h40min: Proteção Respiratória e o PPR Fundacentro 2016 – AFT Sérgio Garcia

15h20min: Cofee-break

15h40min: Palestra do Roberto – AFT Roberto Schellemberger

16h20min: Perguntas

16h40min: Encerramento

Local: Auditório da Auditório da AMRIGS - Av. Ipiranga, 5311 - Porto Alegre/RS

Fonte: Imprensa Agitra
 
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