Pesquisa Notícias:
   
 
INSTITUCIONAL
Sobre a Agitra
Diretoria
Estatuto Social
 
SERVIÇOS
Verbo
Convênios
Turismo
WikiTrabalho
Pesquisa Conteúdo
Fale Conosco
Acesso Restrito
 
DIÁLOGOS COM A AUDITORIA DO TRABALHO

Segurança e as Novas Tecnologias na Construção Civil

Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

Quanto mais corrupto for o país, mais leis ele terá
Tácito
11/07/2016

FGTS: Cunha usava esquema de propina contra inimigos, diz ex-vice da Caixa

Fabio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa

Apelidado por aliados de "meu malvado favorito", o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) usou um esquema de corrupção na Caixa Econômica para prejudicar seus adversários, segundo a delação premiada de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da instituição.

Dentre os alvos do peemedebista estavam o governo de Dilma Rousseff e o empresário Benjamin Steinbruch, da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), segundo informações da delação obtidas pela Folha.

Cleto foi indicado pelo grupo de Cunha para ocupar o cargo na Caixa e também fez parte do conselho do Fundo de Investimento do FGTS, opinando na liberação de recursos para empresas.

Além de usar a influência para cobrar propina das empresas em troca da liberação dos recursos, Cleto disse que atrapalhava a aprovação de projetos, a pedido de Cunha.

Segundo o delator, em outubro de 2014, a Companhia Siderúrgica Nacional pleiteava financiamento do FI-FGTS, via emissão de debêntures, no valor de R$ 1,2 milhão para a ampliação do Porto de Sepetiba (RJ).

Cleto afirmou que avisou a Cunha sobre a proposta, que tinha tramitação sigilosa. O deputado, no entanto, alertou ao afilhado que tinha um relacionamento muito ruim com Steinbruch e que tinha interesse na rejeição da operação. Cleto afirmou que, por causa do pedido, pediu vista da operação e atrasou a análise em mais de um ano.

Pelas regras da Caixa, não há prazo para a liberação de um projeto que teve pedido de vista, mas era praxe que a questão fosse devolvida para a diretoria na reunião mensal seguinte.

Em meio ao avanço da Operação Lava Jato sobre Cunha, Cleto deixou a Caixa em dezembro de 2015 sem devolver o processo.

Ele disse que não tomou conhecimento de pagamento de propina nesse caso.

Adversário da presidente afastada, Cunha também teria bloqueado outra operação apenas para dificultar a vida do governo, segundo o relato do delator.

Em 2013, a Petrobras fez duas tentativas de obter, no total, R$ 3 bilhões do FI-FGTS, com emissão de debêntures. O primeiro projeto seria para a Petrobras Comperj e outro para a Petrobras UTE Baixada Fluminense.

Cleto também teria repassado informações sobre o caso para Cunha, ouvindo do peemedebista que o único intuito dos projetos era ajudar o governo. Por isso, então, ele lhe teria pedido que votasse contrariamente. O ex-vice-presidente da Caixa seguiu a orientação e os projetos acabaram rejeitados.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) aponta que Cleto violou o sigilo funcional ao repassar as informações dos projetos para Cunha.

Cleto tinha acesso a esses dados porque recebia a pauta do que seria levado a votação com duas semanas de antecedência da reunião.

Em sua delação, mencionou pagamentos de propina por ao menos dez empresas em troca da liberação dos recursos do FI-FGTS. Cleto disse ter embolsado cerca de R$ 7,3 milhões do esquema e afirmou que também houve a participação de Cunha e do corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, preso preventivamente no dia 1º.

OUTRO LADO

Em nota, o deputado afastado Eduardo Cunha afirmou que nunca teve discussão sobre esses assuntos com o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto.

"Não sou desafeto do presidente da CSN. Ao contrário, tenho relações amistosas. Desminto ter tido qualquer discussão com relação a esses assuntos", disse.

O advogado de Funaro, Daniel Gerber, diz que seu cliente é inocente e nega as acusações feitas por Cleto.

O advogado de do ex-vice da Caixa, Adriano Salles Vanni, não quis comentar.

Edição impressa

comentários

Ver todos os comentários (3)

Comente

Compartilhar via Facebook

Compartilhar via Whatsapp

Compartilhar via Twitter

Compartilhar via GooglePlus

Compartilhar via Email

Compartilhar Linkedin

AGUIRRE TALENTO

MÁRCIO FALCÃO

DE BRASÍLIA

10/07/2016 02h00

Luis Ushirobira - 5.jun.2016/Valor/Folhapress

Data: 05/06/2013 Editoria: Empresas Reporter: Olivia Alonso Local: auditorio da Caixa, Sao Paulo, SP Pauta: Brado Logistica se associa ao FI-FGTS para receber aporte de R$400 milhoes. Setor: transporte, logistica Personagem: Fabio Ferreira Cleto, vice-presidente de Fundos de Governos e Loterias da Caixa Tags: homem, executivo, entrevista Fotos: Luis Ushirobira/Valor ***FOTO DE USO EXCLUSIVO FOLHAPRESS***

Fabio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa

Apelidado por aliados de "meu malvado favorito", o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) usou um esquema de corrupção na Caixa Econômica para prejudicar seus adversários, segundo a delação premiada de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da instituição.

Dentre os alvos do peemedebista estavam o governo de Dilma Rousseff e o empresário Benjamin Steinbruch, da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), segundo informações da delação obtidas pela Folha.

Cleto foi indicado pelo grupo de Cunha para ocupar o cargo na Caixa e também fez parte do conselho do Fundo de Investimento do FGTS, opinando na liberação de recursos para empresas.

Além de usar a influência para cobrar propina das empresas em troca da liberação dos recursos, Cleto disse que atrapalhava a aprovação de projetos, a pedido de Cunha.

Segundo o delator, em outubro de 2014, a Companhia Siderúrgica Nacional pleiteava financiamento do FI-FGTS, via emissão de debêntures, no valor de R$ 1,2 milhão para a ampliação do Porto de Sepetiba (RJ).

Cleto afirmou que avisou a Cunha sobre a proposta, que tinha tramitação sigilosa. O deputado, no entanto, alertou ao afilhado que tinha um relacionamento muito ruim com Steinbruch e que tinha interesse na rejeição da operação. Cleto afirmou que, por causa do pedido, pediu vista da operação e atrasou a análise em mais de um ano.

Pelas regras da Caixa, não há prazo para a liberação de um projeto que teve pedido de vista, mas era praxe que a questão fosse devolvida para a diretoria na reunião mensal seguinte.

Em meio ao avanço da Operação Lava Jato sobre Cunha, Cleto deixou a Caixa em dezembro de 2015 sem devolver o processo.

Ele disse que não tomou conhecimento de pagamento de propina nesse caso.

Adversário da presidente afastada, Cunha também teria bloqueado outra operação apenas para dificultar a vida do governo, segundo o relato do delator.

Em 2013, a Petrobras fez duas tentativas de obter, no total, R$ 3 bilhões do FI-FGTS, com emissão de debêntures. O primeiro projeto seria para a Petrobras Comperj e outro para a Petrobras UTE Baixada Fluminense.

Cleto também teria repassado informações sobre o caso para Cunha, ouvindo do peemedebista que o único intuito dos projetos era ajudar o governo. Por isso, então, ele lhe teria pedido que votasse contrariamente. O ex-vice-presidente da Caixa seguiu a orientação e os projetos acabaram rejeitados.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) aponta que Cleto violou o sigilo funcional ao repassar as informações dos projetos para Cunha.

Cleto tinha acesso a esses dados porque recebia a pauta do que seria levado a votação com duas semanas de antecedência da reunião.

Em sua delação, mencionou pagamentos de propina por ao menos dez empresas em troca da liberação dos recursos do FI-FGTS. Cleto disse ter embolsado cerca de R$ 7,3 milhões do esquema e afirmou que também houve a participação de Cunha e do corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, preso preventivamente no dia 1º.

OUTRO LADO

Em nota, o deputado afastado Eduardo Cunha afirmou que nunca teve discussão sobre esses assuntos com o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto.

"Não sou desafeto do presidente da CSN. Ao contrário, tenho relações amistosas. Desminto ter tido qualquer discussão com relação a esses assuntos", disse.

O advogado de Funaro, Daniel Gerber, diz que seu cliente é inocente e nega as acusações feitas por Cleto.

O advogado de do ex-vice da Caixa, Adriano Salles Vanni, não quis comentar.

Edição impressa

comentários

Ver todos os comentários (3)

Comente

 
+ Clipagem

Reforma da Previdência - 44 coisas que você não pode deixar de saber - Leiam a matéria em anexo. Repense, reavalie esta Reforma da Previdência proposta. Faça sua parte, ajude na di

Negociação coletiva é importante para patrão e empregados - Por André F. WatanabeO mundo do trabalho passa por constantes mudanças. Com elas, os desafios de compreender qu

Carreiras de Estado repudiam estratégia do governo de culpar servidor pela crise econômica - O Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) divulgou nesta sexta-feira (1º) nota à imprensa e à sociedade repudiando a es

ANFIP - TCU suspende pagamento de bônus para aposentados - A ANFIP publicou matéria sobre a suspensão do pagamento de bônus para aposentados e pensionista. A notícia está assim re

Dívida Explode. Por que? - Dívida explode. Por que?Auditoria Cidadã da Dívida25/7/2017Hoje os jornais alegam que a dívida pública federal

+ Notícia

 
AGITRA - Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho
home | Fale Conosco | localização | convênios
Av. Mauá, 887, 6ºandar, Centro, Porto Alegre / RS - CEP: 90.010-110
Fones: (51) 3226-9733 ou 3227-1057 - E-mail: agitra@agitra.org.br