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Quanto mais corrupto for o país, mais leis ele terá
Tácito
06/06/2016

Sindicatos franceses perdem influência política

Sindicatos franceses perdem influência política

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Em um protesto, trabalhadores incendiaram pneus para bloquear o acesso a um depósito de óleo perto de uma refinaria da Total em Donges, França (Jean-Sebastien Evrard/Agence France-Presse — Getty Images)

POR ALISSA J. RUBIN

JUNHO 3, 2016

PARIS — Em quase todos os países, trabalhadores enfrentam pressões que só parecem crescer a cada década. Os franceses não são exceção.

Embora o movimento sindical conserve um significado especial no país, especialmente para os partidos políticos de esquerda, sua época áurea na França já ficou para trás, segundo especialistas em questões trabalhistas e até sindicalistas.

O alvo da maioria das greves hoje na França é um novo projeto de lei trabalhista, defendido pelo governo, que enfraqueceria as proteções trabalhistas na esperança de incentivar a contratação e o crescimento econômico.

Não chega a surpreender quando governos de direita promovem leis às quais os sindicatos se opõem. No entanto, o atual governo francês é socialista e teve o apoio do movimento sindical nas urnas.

O sentimento de ter sido traído pelo governo dói, e esse é um fator em jogo nos protestos. Pesquisas de opinião mostram que, embora a população nem sempre aprecie as greves, ela tampouco vê com bons olhos o apoio dado pelo governo à nova lei.

No entanto, os próprios sindicatos estão divididos na luta para conservar os benefícios dos trabalhadores e sua própria relevância.

A central sindical mais combativa, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), representa muitos trabalhadores dos setores dos transportes e energia e ainda tem poder suficiente para dificultar muitíssimo a vida em todo o país. Mas não está claro se ela teria condições de fazer a França parar.

“Quanto mais fraco é um sindicato ou central sindical, mais ele tende a recorrer aos protestos para se fazer ouvir”, disse Guy Groux, sociólogo especializado em sindicalismo da Sciences Po.

Depois da Segunda Guerra Mundial, um em cada quatro trabalhadores franceses era filiado a um sindicato, segundo o burô nacional de estatísticas francês. No entanto, o número de sindicalizados vem diminuindo gradativamente.

Hoje menos de 8% dos trabalhadores franceses são filiados a sindicatos, uma das menores porcentagens na Europa Ocidental. A título de comparação, mais de 60% dos trabalhadores nos países escandinavos são sindicalizados, segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

A queda no índice de sindicalização na França se explica em parte pelo fato de que, diferentemente de outros países da Europa, a filiação a um sindicato não necessariamente traz mais benefícios ao trabalhador. O que acontece é que os acordos negociados por um sindicato são válidos para todos os trabalhadores, sindicalizados ou não.

Igualmente importantes, porém, são as divisões existentes entre as centrais sindicais hoje. Algumas estão dispostas a aceitar a nova medida trabalhista proposta pelo governo, enquanto a CGT, uma das centrais sindicais mais antigas do país, está firme em sua oposição.

Um ex-presidente da CGT, Louis Viannet, acusou o governo de perpetrar “uma agressão que é antissocial, antidemocrática e, eu diria, também antirrepublicana” — um insulto na França, onde ser republicano implica uma lealdade praticamente ao próprio conceito da França.

O presidente François Hollande está longe de ser de direita, mas deslocou seu partido um pouco depois de ser censurado pela União Europeia e pelo FMI por não fazer o suficiente para estimular a economia francesa.

A lei trabalhista proposta foi aprovada pela Assembleia Nacional em maio, sob pressão do governo, e deve ser debatida no Senado neste mês.

Mas a esquerda renitente não tolera modificações no contrato social atual.

Groux notou que são necessários menos grevistas para atear fogo a pneus na entrada de refinarias do que para promover protestos de rua, fazendo a força do sindicato parecer maior do que ela talvez seja na realidade.

Numa sexta-feira recente, havia apenas 200 sindicalistas queimando pneus e entulho que bloqueavam o acesso a um depósito de óleo em Donges, no noroeste da França, e até o meio da tarde a polícia já os havia dispersado pacificamente.

Ao mesmo tempo, porém, os trabalhadores de uma refinaria da Total votavam por entrar em greve até o governo tirar de discussão a lei trabalhista proposta.

As diferenças de posição reduzem a capacidade dos sindicatos de fazer o país parar. Mesmo sindicalistas reconhecem que sua esperança principal é não perder terreno. “Já faz um tempo que a maioria de nossas lutas é defensiva”, disse Viannet.

“O fato de sermos forçados a lutar defensivamente não estimula o desenvolvimento do sindicalismo, mas é o que estamos tendo que fazer. As únicas batalhas que você vai perder com certeza são as que você não trava.”

Fonte: New York times - Folha
 
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