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Leon Tolstoi
18/04/2016

Movimentos sociais e sindicatos falam em greve geral contra ‘ponte para o inferno’ do PMDB

Marco Weissheimer

Os movimentos sociais, sindicatos, partidos e organizações de juventude que participaram do Acampamento da Legalidade, instalado na Praça da Matriz, anunciaram na noite deste domingo (17), em Porto Alegre, logo após o resultado da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, que intensificarão as mobilizações de rua nos próximos dias e que começarão a organizar outras formas de luta, incluindo a convocação de uma greve geral em todo o país. Lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Via Campesina, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da União Nacional dos Estudantes (UNE), do PT e do PCdoB foram unânimes em afirmas que a votação na Câmara dos Deputados foi apenas uma batalha, mas que a luta está longe de terminar e terá um novo capítulo agora no Senado.

“Esse jogo não terminou, está apenas começando. É o jogo da luta de classes e do futuro do Brasil. Queria convidar a todo mundo que está aqui a organizar os comitês em defesa da democracia e da manutenção dos direitos sociais. A luta será difícil, mas vocês vão escutar falar em greve geral. Nós, da CUT, da CTB, da Via Campesina, do MST e de outras entidades não viemos aqui para brincar. Não vamos deixar essa corja de sem vergonhas assumir o poder de forma ilegítima. Como os empresários entraram no golpe, eles vão sentir a mão forte da classe trabalhadora e vão aprender que não se mexe com a democracia nem com o direito dos trabalhadores”, disse Claudir Nespolo, presidente da CUT-RS.

Praça da Matriz foi tomada por manifestantes contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Praça da Matriz foi tomada por manifestantes contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Na mesma linha, Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS, falou que nos próximos dias será intensificada a mobilização social nas ruas de todo o país contra a tentativa de golpe de Estado. “Isso não será aceito pela classe trabalhadora brasileira. Essa ponte para o inferno que Michel Temer e o PMDB querem impor ao povo brasileiro não será aceita e nós vamos tomar as ruas, não só com mobilizações, mas com paralisações. Não aceitaremos o fim da política de valorização do salário mínimo, o fim da CLT que completa este ano 73 anos de existência, ou a ampliação da terceirização e da precarização das relações de trabalho. Eles impuseram uma guerra contra a nossa Constituição e contra a democracia para impor um retrocesso social. Hoje nós perdemos uma batalha, mas nós vamos vencer essa guerra”, disse Vidor.

Cedenir de Oliveira, da direção do MST e da Via Campesina, destacou que a militância desses movimentos está com a consciência tranquila. “A nossa militância, como tem feito nos últimos anos, sempre esteve presente na luta que travamos nos últimos dias. Estamos com a nossa consciência tranquila também porque nós nunca acreditamos nos usineiros e nunca acreditamos neste parlamento burguês, que tem Eduardo Cunha, um dos maiores ladrões deste país, na presidência. A nossa militância, no momento que precisou, esteve do lado certo, com os lutadores do povo”, afirmou Cedenir. “Nós também queremos agradecer às nossas famílias”, acrescentou, referindo-se ao voto de muitos dos parlamentares pró-impeachment e lembrando o aniversário do massacre de Eldorado dos Carajás:

Após final da votação, lágrimas e emoção entre participantes do ato que reuniu milhares de pessoas durante todo o domingo. (Foto: Joana Berwanger/Sul21)

Após final da votação, lágrimas e emoção entre participantes do ato que reuniu milhares de pessoas durante todo o domingo. (Foto: Joana Berwanger/Sul21)

“Queremos agradecer às famílias dos sem terra assassinados em Eldorado dos Carajás há vinte anos. Queremos agradecer também aos nossos irmãos indígenas, aos nossos irmãos negros, aos nossos amigos do movimento sindical e dos movimentos sociais. Com nós não tem retórica. Aqueles que rasgaram a Constituição não dormirão em paz. Para aqueles que enterram seus mortos, para aqueles que todos os dias são despejados de ocupações urbanas, esta é só mais uma batalha. Estaremos juntos com todos vocês nesta próxima etapa. Nós sabemos quem são os nossos inimigos e sabemos quem são os que nos traíram. Temos consciência da nossa força e da nossa dignidade. A verdade está do nosso lado. Eu quero ver amanhã aqueles que estarão abraçados festejando com Eduardo Cunha. Nós, aqui, estamos celebrando com a militância e com a dignidade. Se precisarem da foice, da enxada e do facão dos sem terra, podem contar conosco”.

Falando em nome do PCdoB, Abigail Pereira disse que o povo brasileiro assistiu a uma farsa e uma fraude na noite deste domingo. E também anunciou a intensificação das mobilizações de rua nos próximos dias. “Nosso povo se levantará pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores, se levantará contra essa ponte para o inferno proposta por Michel Temer e pelo PMDB”. Ary Vanazzi, presidente do PT-RS, falou sobre a dimensão da tarefa colocada para os próximos dias. “A Globo não mostrou, mas milhares de pessoas estavam nas ruas hoje em defesa da democracia contra o golpe. Nós estamos enfrentando uma fase crescente da luta política e da luta social. O povo brasileiro saiu para as ruas e entendeu qual é a proposta do PMDB. Em 1989, o Collor ganhou a eleição do Lula em cima de uma mentira sobre o três em um. Lembrem que a vida do Collor durou muito pouco tempo porque ele mentiu e enganou o povo brasileiro. Agora, essa corja do Congresso Nacional mentiu para o povo brasileiro e terá o mesmo destino”.

“Eu andei por aqui e vi muita gente chorando”, concluiu Vanazzi. “Nós vivemos uma luta de classes que se agudizou neste período. Mas o povo brasileiro entendeu o recado e daqui em diante nós não vamos mais sair das ruas e terão que enfrentar a greve geral e as demais mobilizações que vamos promover”.

Fonte: Sul 21
 
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