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Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

Todas as criaturas vivas tem a mesma origem divina, todas elas são unidade. Todos nós somos membros de um grande corpo.
Leon Tolstoi
29/01/2016

Crise derruba renda

A crise atingiu em cheio a renda do trabalhador brasileiro. Após dez anos de ganhos sucessivos, o rendimento médio real anual caiu 3,7% em relação a 2014, para R$ 2.265,09 no ano passado. A última queda havia ocorrido em 2004. Todas as seis regiões pesquisadas pelo IBGE para a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) tiveram perda. As mais acentuadas foram em Belo Horizonte (-4,6%), no Rio (-4%) e em São Paulo (-4%).

O recuo na renda das famílias acabou forçando pessoas que estavam fora do mercado a procurar trabalho, o que contribuiu para elevar em 42% a média anual da população desempregada, que foi de 1,7 milhão de pessoas em 2015, contra os 1,2 milhão do ano anterior, o maior crescimento desse grupo na série histórica, iniciada em 2002. Consequentemente, a taxa média de desemprego também deu um salto, encerrando o ano passado em 6,8%, frente aos 4,8% registrados em 2014.

Outro recorde.

- Essa queda é um retrocesso importante. São indicadores que vinham melhorando desde 2004: renda, desemprego e informalidade. Em 2015 eles foram atingidos em cheio. E vão continuar piorando este ano. Não consigo enxergar outra coisa - avalia o professor do Instituto de Economia da UFRJ João Saboia.

Na avaliação do pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, Tiago Cabral, a alta da taxa de desemprego foi causada pela forte queda da população ocupada na indústria e na construção civil: - A primeira já começou o ano de 2015 demitindo porque a indústria já não estava bem. A segunda foi fortemente impactada pela operação Lava-Jato, que paralisou as atividades de grandes empreiteiras envolvidas.

Para Adriana Araújo Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, a queda no rendimento médio real pode ser explicada pela forte demissão ocorrida na indústria, que tem os mais altos salários, o que puxou a média geral para baixo.

Segundo Cabral, também contribuiu para essa queda a redução dos salários iniciais: - Com mais gente desempregada do que vagas para absorver, as pessoas acabam aceitando salários mais baixos para voltar a ter um emprego. E as empresas, com queda no faturamento, reduziram os salários iniciais.

Colaborou para piorar o cenário em 2015 uma redução de 400 mil pessoas na população ocupada, que ficou em 23,3 milhões, contra 23,7 milhõe em 2014, um recuo de 1,6%. Este foi o segundo ano seguido de queda da população ocupada em toda a série. Caiu também o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado: de12,1 milhões, em 2014, para 11,7 milhões no ano passado, recuo de 2,7% ou menos 329 mil pessoas trabalhando protegidas pelas leis trabalhistas. Esta é a primeira queda anual da série histórica.

As projeções para este ano são ainda piores. O economista Thiago Xavier, da Tendências Consultoria Integrada, acredita que o desemprego medido pela Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), mais abrangente que a PME, já que contempla todos os estados do país, ultrapasse os dois dígitos, impulsionados por demissões em comércio e serviços, atividades que serão afetadas pela inflação, que deve continuar elevada, e que ainda não enxugaram totalmente seus quadros.

Claudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp e especialista em mercado de trabalho, também está pessimista para 2016. Ele acredita que o ano será ainda pior para o mercado de trabalho: - Ao contrário de 2015, quando o mercado foi se deteriorando conforme as perspectivas para a economia foram ficando ruins, já iniciamos este ano sabendo que será de mais retração, com queda no PIB, e é provável que no primeiro trimestre as empresas já comecem a fazer ajustes em seus quadros. O cenário ruim está consolidado.

A taxa de desocupação em dezembro de 2015 foi estimada em 6,9% - queda de 0,6 ponto percentual frente a novembro. Em relação a dezembro de 2014 (4,3%), subiu 2,6 ponto.

- Nas duas últimas semanas de dezembro historicamente temos queda acentuada na procura por emprego, por conta das festas de fim de ano, fazendo com que o mês de dezembro seja caracterizado por redução da taxa - explica Adriana do IBGE.

Fonte: AE
 
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