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22/12/2015

Entrevista / Luiz Gonzaga Belluzzo

Mudança de qualidade no ajuste

Nelson Barbosa terá maior sensibilidade para implementar medidas de ajuste fiscal que não provoquem o efeito indesejado de derrubar investimentos, prevê o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele, diz, porém, que não se pode ser otimista. "Devemos ser esperançosos."

Qual sua avaliação sobre o período em que Joaquim Levy foi ministro da Fazenda?

O problema não era a pessoa do Levy, era a tentativa de fazer um ajuste que provocou desequilíbrio ainda maior, com aumento da dívida e do deficit fiscal. Os investimentos tiveram queda de 40% neste ano. Não é questão de ser contra ou a favor de ajuste. Mas o resultado foi ruim. Isso ocorreu porque se criou um consenso de que era necessário fazer o ajuste desse modo, não foi culpa do Levy. Atacar uma pessoa só pelo seria até falta de caráter.

O que o Levy fez não era necessário para restabelecer a confiança depois da gestão anterior, da qual Barbosa participou?

É importante notar que a taxa de investimento cresceu no governo Dilma. Subiu mais do que no governo Lula, no qual houve basicamente aumento no consumo. Um item que subiu nos oito anos em que ele esteve no Planalto foi a produção de máquinas e equipamentos, enquanto nos primeiros quatro anos de Dilma houve aumento expressivo na construção civil. Mas o agregado não revela o comportamento geral da indústria, catastrófico.

A desindustrialização vem de muito tempo, certo?

Nos últimos 25 anos ocorreu a perda desse elo dinâmico, o que modificou a conformação estrutural da economia. Com o câmbio no patamar em que esteve, não poderia ter sido diferente. O governo Dilma promoveu as desonerações tributárias para vários setores, mas isso não adiantou nada. Ela foi incorporada pelas empresas, como lucro.

Quais os erros do primeiro mandato de Dilma Rousseff?

O choque das tarifas públicas deveria ter sido feito lá atrás. O choque de juros, com a economia ainda indexada que temos, não resolveu a inflação. Com Arminio Fraga no Banco Central, a carestia chegou a 12,7% ao ano.

Não era necessário usar remédios fortes contra a inflação?

Não seria nenhuma tragédia deixá-la subir um pouco. A economia não pode ser algo de grande certeza, de brutalidade, pegando um modelo e pensando que se pode transpor para a realidade. Se o BC agora elevar os juros mais 1,5 ponto percentual, como se está dizendo, o desemprego irá a 12%. Isso vai aumentar o desequilíbrio a longo prazo. A dívida pública poderá atingir algo entre 80% e 85% do Produto Interno Bruto (PIB). O deficit nominal está acima de 9% do PIB.

E o que deveria ter sido feito?

O plano de concessões de infraestrutura deveria ter tido uma participação maior do governo. O que se viu, ao contrário, foi que os investimentos públicos despencaram neste ano. Eu vejo Barbosa tentando fazer o ajuste com maior abertura para o crescimento. É claro que há muitas coisas a fazer. A Previdência precisa ser revista. As coisas devem ser feitas a longo prazo, com persistência.

Então o senhor acha que é possível 2016 ser melhor do que 2015?

Sim, mas não devemos ser otimistas, e sim ser esperançosos.

Os mercados reagiram mal na sexta-feira à escolha de Barbosa. Não é um mau sinal?

Os agentes econômicos ficam nervosos, mas os pacientes econômicos também ficam. Às vezes, eu tenho a impressão de que alguns acham que só certas pessoas têm o direito de maximizar a utilidade. Se os mais pobres tentam fazer isso, parece que estão atrapalhando.

Entrevista / Carlos Thadeu de Freitas Gomes

Trânsito político é vantagem

Nelson Barbosa terá maior capacidade de emplacar medidas de ajuste fiscal do que Joaquim Levy, afirma o ex-diretor do Banco Central (BC) Carlos Thadeu de Freitas Gomes, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Para ele, o novo ministro da Fazenda tem mais trânsito político e capacidade de negociação com o Congresso Nacional do que o anterior.

A gestão de Nelson Barbosa tende a ser melhor que a de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda?

Barbosa terá melhores relações com o Congresso Nacional, pela experiência de que dispõe nessa área, bem maior do que a de Levy. Isso hoje é mais útil do que a parte técnica, algo que o Levy fazia muito bem.

O temor de analistas de mercado é de que Barbosa se empenhe menos do que Levy na implantação do ajuste fiscal é justificado?

Ambos sabem muito bem que, sem a âncora fiscal, é difícil conseguir resultado duradouro para o crescimento econômico. Mas não adianta ter essa preocupação se a arrecadação tributária continuar caindo como ocorreu em 2015. Por isso, o mais importante neste momento é fazer com que o Congresso aprove as propostas de ajuste. Ainda há duas medidas provisórias que precisam ser votadas.

A defesa que Barbosa fez de uma meta fiscal flexível para 2016 não traz um problema de credibilidade para o novo ministro da Fazenda?

Essa proposta é válida e poderia ser usada em outra fase do país. Agora, seria ruim, pois geraria mais incerteza. Mas há muito exagero quando se considera Barbosa um dos responsáveis pela "nova matriz econômica". Isso foi algo de um momento, e não deve ser atribuída a uma só pessoa.

Como o senhor avalia a gestão de Levy à frente da Fazenda?

Ele propôs muitas coisas importantes. O problema é que o Congresso não aprovou algumas delas. Como ministro, tinha uma vantagem sobre Barbosa, que era a capacidade de conversar com organismos internacionais e com agências de classificação de risco. Ele tem muito trânsito internacional.

Isso tende a se tornar menos importante agora que o Brasil perdeu o grau de investimento pela Standard & Poor's e pela Fitch?

O Levy já demonstrou para essas pessoas no exterior que o Brasil é um país sério. O que eles querem agora é ver resultados, e isso Barbosa tem condições de conseguir. Mas, quanto ao rebaixamento, é importante ressaltar que as agências de classificação de risco erram muito. Não podemos ter esse medo atávico das decisões dessas agências. Além disso, os prêmios de risco do Brasil (nos papéis negociados no exterior) já incorporaram a perda do grau de investimento.

Há risco de a inflação subir ainda mais ou de persistir em um patamar elevado por muito tempo?

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve cair gradualmente. É preciso aceitar que a taxa não vai chegar ao centro da meta até 2017. Grande parte do ajuste de preços relativos já foi feita. O pior agora seria o Banco Central insistir em aumentar os juros neste momento, o que agravaria a recessão, a queda da arrecadação e o aumento da dívida pública como proporção do PIB (Produto Interno Bruto). O BC já baixou as taxas erradamente no passado, e agora está subindo de modo equivocado.

A Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) deverá ser criada?

A CPMF hoje é necessária como um tributo-tampão. Qualquer novo imposto deve ser descartado no Brasil, a princípio. Mas, atualmente, a CPMF seria o menor dos males. Ela é necessária para equilibrar as contas públicas diante da falta de alternativa. Há muitas despesas obrigatórias, que não podem ser cortadas. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, aprovada pelo Congresso, já prevê CPMF.(PSP)

Fonte: Correio Braziliense
 
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