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No reinado da lei, o pobre e o rico tem direitos iguais... e o pequeno vence o grande se tem por si a justiça; é uma idéia remota, pois vem de Euripides. Historicamente, porém, é uma idéia falsa: o direito nunca foi outra coisa senão uma organização das desigualdades.
Jean Cruet
13/11/2015

Joaquim Barbosa e Delfim criticam atuação privada de políticos do País

Joaquim Barbosa acredita que fraude eleitoral é pura "lenda urbana"

São Paulo - O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e o ex-ministro da Fazenda nos governos militares, Delfim Netto, fizeram uma série de ataques ao Congresso Nacional, sobretudo no que tange a forma como os deputados lidam com as questões nacionais.

As falas aconteceram durante a manhã de ontem (11), no 10° Seminário Internacional Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), em São Paulo.

Barbosa foi o mais efusivo contra os deputados e louvou o veto da presidente Dilma Rousseff (PT), que seguiu a decisão do STF de reconhecer o financiamento privado de campanha um ato inconstitucional e derrubou o item aprovado pelos deputados em setembro.

"Acho péssimo o financiamento privado da vida política, que acaba de ser extinto no Brasil. É um sistema que retroalimenta os mecanismos que levam à corrupção", comentou o ex-ministro, que presidiu o STF durante o julgamento do "Mensalão".

Para ele, ainda assim os parlamentares tentarão achar maneiras de driblar o veto de Dilma e arrumar meios para arrecadar dinheiro de forma ilegal, via empresários.

"Não tenham duvidas, os parlamentares vão querer criar uma maneira de driblar esse veto, de ressuscitar esse assalto ao dinheiro das empresas. Essa relação patrimonial entre empresas e partidos e líderes políticos, não acabou. É o que move boa parte dos políticos", afirmou Barbosa.

Humilhação e lenda urbana

Ele também avista que o Brasil passará por uma grande "humilhação" quando o escândalo da Petrobrás e da Fifa forem julgados nos Estados Unidos.

"O Brasil e os brasileiros vão passar por uma verdadeira humilhação assim que começarem os primeiros julgamentos, pela Justiça norte-americana, de envolvidos nos esquemas de corrupção na Petrobras e da Fifa", frizou.

O ex-ministro lamentou o fato de o Brasil ser signatário da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) num acordo para evitar corrupção entre empresas e o governo cair nessas práticas. "A tolerância à corrupção pode causar danos aos investidores. A falta de ética pode ser deletéria na formação de preços, encarecendo-os, desde o mais simples aos supérfluos", disse.

Questionado por um dos empresários da plateia, que afirmava existir "vários indícios de fraude nas urnas eletrônicas", Barbosa foi taxativo ao dizer que isso se trata de "lenda urbana".

"A mesma urna que elegeu a senhora Dilma Rousseff elege o senhor Aécio Neves, Geraldo Alckmin e os parlamentares por todo o País", rebateu o ex-ministro, acrescentando que ele próprio serviu à Justiça Eleitoral por três anos e nunca presenciou um ato fraudulento em qualquer urna eletrônica.

O problema é político

Já o ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, defende que o problema pelo qual passa o Brasil é, antes de tudo, político. O economista, responsável pelo chamado "milagre econômico", durante o governo do general-ditador Garrastazu Médici (1969 - 1975), afirma que economistas de todas as "tribos", sejam elas keynesianas, neoliberais, ou marxistas, sabem o que fazer para sair da crise, ainda que os "valores sejam maiores ou menores".

"O problema é de organização política. Nós estamos com um presidencialismo de coalizão que nem assume o seu protagonismo, nem coaliza. Não existe governo. E o que acontece? O Congresso, que já tinha um protagonismo, está perdido e ocupado com propostas que ignoram o interesse nacional", atacou Delfim.

Em sua opinião, o que os deputados tem feito nos últimos tempos é um "retrocesso civilizatório", que afunda o país num mar de pessimismos.

"Eles insistem em dissipar energia num assustador retrocesso civilizatório. Prestem atenção nas últimas propostas que estão sendo discutidas. Nós estamos voltando à barbárie. Nosso problema é político, não é econômico", pontou.

"Não vamos sair do enrosco que estamos enquanto o político não salvar o economista", completou.

Netto defende que Dilma adquira "protagonismo político", que, como mencionou, não existe neste momento. Para tanto, desenha seis medidas que poderiam ser sugeridas ao Congresso e que podem colocar a economia na rota do crescimento.

Enfrentar o problema da previdência, colocando uma idade mínima; acabar com a vinculação de gastos; enfrentar o problema das indexações ao salário mínimo; enfrentar o problema da livre negociação entre trabalhadores e empresários, para preterir a lei; fazer a reforma do ICMS e simplificar o PIS/Cofins; preservar programas de inclusão social, controlando seu "parasitismo".

"Essa critica que está fazendo ao Bolsa Família não é para reduzir o programa. É para na verdade fazer um controle melhor do programa, que hoje está parasitado por prefeitos, comerciantes, que se apropriam dos cartões e controlam a vida do pobre sujeito", argumentou.

Por fim, Netto defende um "orçamento de base zero", com avaliação cuidadosa de todos os programas governamentais, analise esta que foi abandonada nos últimos anos.

Diego Felix

Fonte: DCI
 
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