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Autor Desconhecido
28/09/2015

Reforma desidrata espaço do PT

Dilma Rousseff dá posse a Arthur Chioro: petista terá de ceder o lugar na Saúde a um peemedebista (Breno Fortes/CB/D.A Press - 3/2/14)

Dilma Rousseff dá posse a Arthur Chioro: petista terá de ceder o lugar na Saúde a um peemedebista

Ao decidir entregar o Ministério da Saúde para o PMDB, em troca de uma blindagem contra o processo de impeachment que a pressiona, a presidente Dilma Rousseff diminuiu ainda mais o peso do PT na composição do próprio governo. Somados, os ministérios comandados pela sigla - levando em conta o desenho da reforma administrativa idealizado pela presidente - tiveram dotação orçamentária de R$ 871 bilhões em 2015, ante R$ 181,4 bilhões do PMDB, segundo levantamento feito pela ONG Contas Abertas. Isso significa que o principal aliado na coalizão governista administra apenas 20% dos recursos que estão sob o comando dos petistas. Mas, politicamente, essa análise é bem mais complexa e refinada.

O Ministério da Saúde é responsável pelas principais ações sociais do governo. Tem o maior orçamento da Esplanada. A Previdência pode até ter mais recursos, mas eles estão carimbados para o pagamento das pensões e aposentadorias. Não há margem de manobra. Além disso, a Saúde tem capilaridade, obras e ações em todo o país, algo ideal para uma legenda que tem pretensões de lançar um nome próprio para 2018. Basta lembrar, apenas na história recente, que o tucano José Serra disputou a Presidência em 2002 e que o petista Alexandre Padilha concorreu ao governo de São Paulo em 2014.

É verdade que, ao longo dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PMDB ocupou o Ministério da Saúde, com Saraiva Felipe e José Gomes Temporão. Mas, nesses períodos, o PT era soberano no comando do governo. A legenda comandava o Ministério da Fazenda, responsável pela política econômica do governo, com Antonio Palocci e Guido Mantega. Estava à frente da Educação (com Cristovam Buarque, Tarso Genro, Fernando Haddad e Aloizio Mercadante); tinha uma Casa Civil forte (José Dirceu e Dilma Rousseff ); e era onipotente na articulação política.

O quadro hoje é bem menos favorável, quando não completamente adverso. A formulação econômica do governo está nas mãos de Joaquim Levy, ligado ao mercado financeiro. No Ministério da Educação, está o filósofo e professor Renato Janine Ribeiro - que substituiu o neopedetista Cid Gomes. Dilma teria, inclusive, sinalizado a possibilidade de entregar a pasta ao PMDB, mas o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, bateu o pé e não concordou. Sem a Saúde, agora é o PT que tenta sentar na cadeira.

Na Casa Civil, está Aloizio Mercadante mas, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele terá que diminuir sua área de atuação, limitando-se a gerenciar a máquina governamental, para não melindrar os aliados. Atuará, pelo menos em tese, menos na negociação política do governo. Até neste caso, em que um petista assumirá a tarefa, a missão será devidamente compartilhada. Com a desistência do vice-presidente Michel Temer de exercer o papel, o trabalho será feito por Ricardo Berzoini. Mas ele próprio tem repetido, aos quatro ventos, que precisa da ajuda do PMDB e de Temer para exercitar a missão.

Pastas temáticas

Ao PT restou a hegemonia sobre pastas ligadas à área social e à sociedade civil organizada, que sempre estiveram ligadas à legenda, mesmo nos períodos em que o partido era oposição: Direitos Humanos, Igualdade Racial, Política para Mulheres, Desenvolvimento Agrário. O Bolsa Família, por exemplo, hoje funciona praticamente sozinho e não será extinto, mesmo que os partidos de oposição voltem ao poder daqui a três anos. E, mesmo neste setor, o governo enfrenta dificuldades.

Durante recente reunião com representantes de movimentos pela moradia, Dilma e o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, ouviram reclamações. "Eles precisam definir a data de lançamento da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. Se isso não acontecer, vamos às ruas e paramos o país", ameaçou o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. O sindicalista, inclusive, teve dificuldades de abrir esse canal de diálogo. "Foi um sufoco para colocá-lo no Planalto. A presidente não estava muito disposta a recebê-lo", admitiu um assessor palaciano ligado aos Movimentos Sociais.

"É evidente que o PT perdeu capacidade de articulação política, sobretudo no Congresso", reconheceu o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), que está negociando as indicações para o Ministério da Saúde e o futuro Ministério da Infraestrutura, fruto da fusão da Secretaria Nacional de Aviação Civil e da Secretaria de Portos.

Loteamento em números

PMDB

Agricultura (+ Pesca) R$ 16,77 bilhões

Minas e Energia R$ 40,7 bilhões

Saúde R$ 121 bilhões

Ministério da Infraestrutura

(Secretaria Nacional de

Portos + Secretaria Nacional

de Aviação Civil) R$ 1,04 bilhão

Turismo R$ 1,9 bilhão

Total R$ 181,4 bilhões

PSD

Cidades R$ 33,2 bilhões

PR

Transportes R$ 26,2 bilhões

PP

Integração Nacional R$ 22,7 bilhões

PRB

Esportes R$ 3,45 bilhões

PCdoB

Ciência e Tecnologia R$ 10,8 bilhões

PDT

Comunicações R$ 11,5 bilhões

PT

Cultura R$ 3,4 bilhões

Defesa R$ 81,7 bilhões

Justiça R$ 13,2 bilhões

Desenvolvimento Social + Desenvolvimento Agrário

R$ 82,3 bilhões

Meio Ambiente R$ 3,5 bilhões

Planejamento R$ 34,2 bilhões

Previdência + Trabalho

R$ 523,3 bilhões

Cidadania (Igualdade

Racial + Mulheres +

Direitos Humanos) R$ 690,2 milhões

Casa Civil + Secretaria-Geral + Secretaria de Relações Institucionais

R$ 770 milhões

Educação R$ 128,1 bilhões

Total R$ 871 bilhões

PTB

Desenvolvimento, Indústria e

Comércio + Micro e Pequena Empresa

R$ 4,28 bilhões

Fonte: ONG Contas Abertas

Fonte: Correio Braziliense - Edição Digital
 
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