Pesquisa Notícias:
   
 
INSTITUCIONAL
Sobre a Agitra
Diretoria
Estatuto Social
 
SERVIÇOS
Verbo
Convênios
Turismo
WikiTrabalho
Pesquisa Conteúdo
Fale Conosco
Acesso Restrito
 
DIÁLOGOS COM A AUDITORIA DO TRABALHO

Segurança e as Novas Tecnologias na Construção Civil

Higiene Ocupacional: Quebrando Paradigmas

No reinado da lei, o pobre e o rico tem direitos iguais... e o pequeno vence o grande se tem por si a justiça; é uma idéia remota, pois vem de Euripides. Historicamente, porém, é uma idéia falsa: o direito nunca foi outra coisa senão uma organização das desigualdades.
Jean Cruet
31/08/2015

Alta da correção do FGTS impactará crédito a habitação e infraestrutura

São Paulo - A mudança da correção do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), aprovada na Câmara e atualmente no Senado, irá aumentar não apenas os custos dos financiamentos habitacionais, mas de obras de infraestrutura e desenvolvimento urbano.

Até o final de junho, o fundo possuía R$ 437,8 bilhões em ativos. Desse total, 50,6% haviam sido destinados para operações de crédito, sendo R$ 185,7 bilhões para financiamentos imobiliários e R$ 26,2 bilhões para obras de infraestrutura e desenvolvimento urbano.

Os gastos com a remuneração desses recursos, que atualmente rendem 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), por sua vez, foi de R$ 6,79 bilhões, no período. Com a mudança, que propõe que o rendimento passe para 6,17% mais a TR, o fundo passará a pagar mais pelo dinheiro depositado pelos trabalhadores, mas também terá que cobrar mais juros nos financiamentos, para manter a rentabilidade do crédito.

O principal banco que usa recursos do FGTS para empréstimos é a Caixa, que também é o operador do fundo.

Uma estimativa feita pela instituição aponta que, com o aumento da correção, o valor das prestações de um financiamento habitacional de R$ 126 mil, incluindo os juros, pode crescer até 27,3%. No caso de empréstimo de R$ 75 mil, a alta chega a 37,7%.

Ainda de acordo com a Caixa, o valor financiado também cairia - no caso do imóvel de R$ 126 mil, seria 21,4% menor, e no de R$ 75 mil, o valor cairia 27,4%.

"A situação da casa própria deve se agravar. O mercado imobiliário no Brasil vem sofrendo choques sucessivos e mudanças drásticas de cenário. Ele [setor] cresceu a uma taxa rápida e, de repente, foram tirados vários elementos que contribuíam para sua expansão", avaliou o economista e professor de Finanças Ricardo Couto, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec).

De acordo com ele, os saques recordes da poupança, somados à desaceleração da economia, especialmente do setor de construção civil, e agora a mudança na remuneração do FGTS pesaram na situação. "A tirada desses pilares fez com que o mercado desabasse", concluiu.

No caso do financiamento de obras de infraestrutura, Couto diz ser "significativo". "Essa mudança vai alterar toda a estrutura do mercado, vai alterar toda a cadeia. O crédito mais caro vai remodelar a estrutura de captação das empresas, que terão que buscar novas fontes de recursos, como debêntures", apontou.

Na Caixa

Em seu balanço do primeiro semestre de 2015, divulgado na quinta-feira passada, a Caixa Econômica aponta que os recursos do FGTS são aplicados "em operações de infraestrutura, desenvolvimento urbano e crédito imobiliário".

Segundo a demonstração de resultados, o banco público possuía, até o final do primeiro semestre, R$ 156,4 bilhões emprestados por meio de recursos captados no fundo. Os gastos para remuneração desse dinheiro, por sua vez, foi de R$ 5,5 bilhões, no período.

A título de comparação, a instituição possui R$ 232,1 bilhões captados por meio da poupança (que também pode ser usada para financiamentos imobiliários) e gastou R$ 8,1 bilhões para remunerá-los. As Letras de Crédito Imobiliárias (LCIs), que também fazem funding aos financiamentos, por sua vez, somaram R$ 105,7 bilhões e custaram R$ 5,08 bilhões à instituição.

Como o aumento do rendimento do FGTS vai fazer com que o custo do fundo se equipare ao da poupança, as despesas com a remuneração desses recursos também deve chegar ao montante gasto com as cadernetas.

Custo político

Embora a mudança, se aprovada no Senado, vá deixar mais caro os financiamentos imobiliários e das obras de infraestrutura e desenvolvimento, o dinheiro recolhido mensalmente dos trabalhadores de carteira assinada, por outro lado, vai render mais, o que divide as opiniões sobre o assunto.

Para Couto, do ponto de vista político, a tese da melhora da remuneração é vista com melhores olhos do que o aumento do custo dos financiamentos. "O crédito imobiliário já está mais caro de uma maneira geral, por conta da poupança e do momento econômico. Então, se aumentar mais um pouco, é porque já estava aumentando", analisou.

Já a melhora no rendimento do FGTS pode servir até como uma carta na manga do governo federal para melhorar sua avaliação perante a população, ponderou o especialista.

Medidas

Em nota, a Caixa afirmou que precisa esperar o fim da tramitação do projeto de lei no Congresso "para que o banco, enquanto agente operador do FGTS, possa adotar as medidas necessárias ao atendimento da nova legislação".

"A Caixa reforça ainda que estudos preliminares apontam que o aumento da taxa de juros de remuneração das contas vinculadas [ao Fundo] vai refletir, por consequência, no incremento das taxas de juros dos financiamentos com funding do FGTS, tendo em vista necessidade de se manter o equilíbrio entre as despesas e receitas do fundo", informou.

O balanço do banco mostra que os recursos da poupança, principal funding do crédito imobiliário, estão diminuindo, desde o primeiro trimestre e fecharam junho em R$ 232,1 bilhões, queda de 0,4%.

Pedro Garcia

Fonte: DCI
 
+ Clipagem

Reforma da Previdência - 44 coisas que você não pode deixar de saber - Leiam a matéria em anexo. Repense, reavalie esta Reforma da Previdência proposta. Faça sua parte, ajude na di

Negociação coletiva é importante para patrão e empregados - Por André F. WatanabeO mundo do trabalho passa por constantes mudanças. Com elas, os desafios de compreender qu

Carreiras de Estado repudiam estratégia do governo de culpar servidor pela crise econômica - O Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate) divulgou nesta sexta-feira (1º) nota à imprensa e à sociedade repudiando a es

ANFIP - TCU suspende pagamento de bônus para aposentados - A ANFIP publicou matéria sobre a suspensão do pagamento de bônus para aposentados e pensionista. A notícia está assim re

Dívida Explode. Por que? - Dívida explode. Por que?Auditoria Cidadã da Dívida25/7/2017Hoje os jornais alegam que a dívida pública federal

+ Notícia

 
AGITRA - Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho
home | Fale Conosco | localização | convênios
Av. Mauá, 887, 6ºandar, Centro, Porto Alegre / RS - CEP: 90.010-110
Fones: (51) 3226-9733 ou 3227-1057 - E-mail: agitra@agitra.org.br