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Ser delicado é prudente, ser indelicado é estupidez. Criar inimigos inutilmente é uma loucura, é como quem põe fogo à própria casa.
Schopenhauer
10/12/2014

Políticos e especialistas se recusam a ingressar nos ministérios

Coluna - Rosângela Bittar

Ao contrário do estatuto da gafieira, quem está dentro do governo quer sair, e quem está fora não quer entrar. Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, demitiu-se esta semana e não se pode dizer que saiu à francesa. Depois de anos calado, resolveu demonstrar toda a sua perplexidade com o descontrole das estatais. Marta Suplicy deixou o Ministério da Cultura aconselhando a presidente a resolver o problema da economia enviando ao Ministério da Fazenda alguém que possa erguer a credibilidade do governo. Luiz Trabuco, do Bradesco, não aceitou o convite para ser ministro, e Joaquim Levy, indicado em seu lugar, não consegue emplacar a equipe: quem aceita o convite a presidente Dilma desaprova, quem é aprovado não aceita participar. Dizem que só de Secretários do Tesouro já foram apresentados três nomes e o posto ainda está vago.

De recusas, não se tem notícia só da parte que toca aos políticos dos partidos aliados, todos sempre fissurados para assumir seu quinhão no governo. Porém, ainda não foram convidados. Dilma Rousseff pediu ao presidente do PT para sondar os demais de seu espectro de apoio mas não fez a divisão do bolo. Não se sabe pelo que espera, talvez pela desistência dos mais insistentes, ou pelo julgamento das contas de campanha, ou pelos que não ficarão soterrados no desmoronamento da Petrobras.

Também ainda não saíram medidas que possam levantar o ânimo da sociedade com o governo, muito menos do mercado ou do governo consigo próprio. A simples indicação de um ortodoxo, para dividir o poder com um desenvolvimentista, forneceu um alento, já arrefecido. Os ministros da economia não estão nomeados e há notícias de que foi esbravejando que Guido Mantega resolveu atender ao apelo da presidente e ficar no posto, contrariado, até o fim do mês, quase escondido de si mesmo.

Íntimo entre os íntimos, Jaques Wagner, o governador da Bahia, aceitou mudar-se para Brasília mas, até agora, não tem cargo. Dilma o quer por perto, mas ele não quer ir para o Palácio, onde teria que dividir prestígio e espaço com Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil. Seria briga certa.

Ricardo Berzoini, petista de raiz do grupo majoritário, não parece satisfeito com o cargo de ministro da articulação com o Congresso, porque é tarefa que exerce dentro do Palácio. Teria preferido ficar fora. Os petistas avaliam que todos preferem ficar longe da Casa Civil, é verdade, mas a proximidade com a presidente também traz o risco e o medo.

Essas notícias de recusas vão chegando ao PT. Até Cid Gomes teria esnobado o convite para ocupar o Ministério da Educação, feito para retribuir fidelidade à presidente. Os petistas estão nervosos e o ex-presidente Lula pilhado.

Tem se reunido com grupos a quem faz críticas explosivas a esse estado de abulia que tomou conta da presidente.

É por isso que vem a Brasília, hoje, a pretexto de participar de uma manifestação de petistas a favor da presidente Dilma, numa espécie de resposta à manifestação contra ela ocorrida no último fim de semana, em São Paulo.

O discurso do ex-presidente tentará rivalizar atenção com o voto do ministro Gilmar Mendes, no Tribunal Superior Eleitoral, à noitinha, sobre as contas de campanha. Os técnicos do TSE encontraram irregularidades, mas já foram dados sinais, do próprio relator, que devem ser aprovadas com uma ou outra restrição, não impeditiva da diplomação da presidente reeleita.

Portanto, não é isso que Lula teme. Também não é para orientar mensageiros de suas preocupações com a Lava-Jato ao ministro Teori Zavascki, relator das delações da Petrobras. Lula teme tudo isso, mais o impeachment e, sobretudo, as consequências da inação, morosidade na formação do Ministério e na adoção de medidas de emergência para o governo sair das cordas, destruição da Petrobras, time de quinta categoria que pode vir a formar com velhas idiossincrasias.

Dilma demora a se mover.

Depois da eleição, ainda sob o impacto da pequena diferença de votos, cedeu à pressão de Lula e fez a correção de rumos na economia, convidando pessoas que teriam condições de fazer o ajuste necessário à sobrevivência do PT no poder.

Depois disso foi à reunião do PT, em Fortaleza, para agradecer à militância, dizer que passaremos por dois anos de aperto mas depois o país voltará a crescer. Chegou a admitir outra contradição com a campanha e explicou que proposta do partido é uma coisa, programa de governo é outra. Já para justificar que muitas das questões petistas não poderão ser contempladas no seu governo. Foi a uma festa, circulou de mesa em mesa, as boas intenções pareciam claras.

Dilma voltou desse encontro e novamente a paralisia tomou conta. O governo parece empacado numa atitude mambembe. A visita de Lula, hoje, tem o objetivo de dar um impulso à presidente. No fundo, no fundo, ele teme ser inviabilizado em 2018. A presidente não se organiza para governar, para ter planos de ação, para fortalecer-se com um gabinete de crise que evite a sangria diária da Petrobras, que a aconselhe sobre quem dispensar e quem contratar.

Alguém que diga a ela que tirar Graça Foster da Petrobras não é, como imagina, admissão de culpa. Dilma precisa de força para sair do impasse. No governo e fora dele, as palavras que se ouvem são inação, inapetência, ausência, num momento em que não há mais um minuto a perder.

Ovice-procurador-geral eleitoral, Eugênio José Guilherme de Aragão, é o novo mais cotado nome para a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.

Seu mais recente trabalho, no último fim de semana, foi o parecer a favor das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff, no dia seguinte derrubado pelos técnicos do tribunal que apontaram nelas várias irregularidades.

Do outro lado da rua, na Câmara, o nome do senador Vital do Rêgo, já aprovado no Senado, foi referendado, com o apoio do governo, para a vaga de José Jorge, relator do caso Petrobras, no Tribunal de Contas da União. Seu mais recente trabalho foi o de presidente das duas CPIs criadas, depois de muita relutância do presidente do Congresso, Renan Calheiros, com a missão de não apurar as irregularidades da Petrobras.

Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras E-mail rosangela.bittar@valor.com.br

Fonte: Valor Econômico - 10/12/2014
 
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