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Quanto mais espiritual o individuo faz a sua vida, menos medo ele terá da morte. Para uma pessoa espiritual a morte significa libertar o espírito do corpo. Tal pessoa sabe que as coisas com as quais vive não podem ser destruidas
Leon Tolstoi
30/04/2014

Dívida de brasileiros é recorde, aponta BC

Mercado considera perigoso, diante do aumento da inadimplência nos últimos meses, modelo de crescimento que incentiva o consumo, repetido como mantra pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Alta da inflação reduz capacidade de pagamento dos brasileiros

DECO BANCILLON

Sem dados positivos para mostrar na economia e pressionado pelo forte lob- by das montadoras, o governo elegeu o crédito como bandeira para justificar o fraco desempenho da atividade e estender novamente a mão às fabricantes de automóveis. Bem treinado pelo Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, passou a difundir o mantra de que, se os bancos privados abrissem um pouco mais os cofres, o Produto Interno Bruto (PIB) estaria avançando a 3% ao ano. O discurso, no entanto, vem em um momento perigoso, de superendividamento das famílias e de calotes em alta.

Dados do Banco Central mostram que 45,86% do orçamento doméstico estão sendo destinados para o pagamento de dívidas com os bancos ? um recorde. Nessas condições, dizem os especialistas, é importante ter planejamento financeiro para não acabar se tornando cliente também dos cadastros negativos de crédito.

Foi justamente isso que aconteceu em março. Após quase dois anos de trajetória de queda, a inadimplência voltou a subir, conforme dados divulgados ontem pelo BC. Naquele mês, o percentual de operações bancárias não pagas chegou a 6,51% dos empréstimos feitos no sistema financeiro. Para o BC, a inadimplência só ocorre quando a dívida completa três meses em aberto.

Mesmo nessa modalidade, notou-se piora em março. Os atrasos ? dívidas não pagas até 90 dias ? subiram de 6,2% para 6,8% das carteiras, o maior patamar desde abril de 2013. Não por acaso, foi a partir daquele mês que o BC deu início à elevação dos juros básicos da economia. Em um ano, a taxa Selic subiu 3,75 pontos percentuais, saindo da mínima histórica, 7,25% ao ano, para o patamar atual, 11%. Na mesma toada, seguiram os juros praticados ao consumidor, que não param de subir desde então. Em março, as taxas chegaram a 41,6% ao ano, o recorde da série histórica iniciada em março de 2011.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras e do banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, considera equivocada a análise de Mantega de que houve restrição ao crédito no país. ?Não existe escassez. Os balanços publicados até agora mostram que o crédito, ano a ano, tem crescido acima de 10% e vai aumentar na proporção da demanda das pessoas físicas e das empresas.?

Para André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, o quadro atual indica cautela com o crédito, e não empolgação. ?Quando se observa, por exemplo, o endividamento recorde das famílias, não há espaço para otimismo?, disse. O economista chama a atenção para a rapidez com que os brasileiros têm contraído dívidas com os bancos. Em janeiro de 2005, o comprometimento do orçamento doméstico era de 18,39%. Nove anos depois, pulou para 45,86%.

Bolso vazio

De lá para cá, não só as dívidas aumentaram como também a renda dos brasileiros passou a crescer menos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sugerem que o poder de compra dos trabalhadores perde força há três anos. Em 2013, a massa real de salários (que desconta a variação da inflação) cresceu apenas 2,8%, o menor desempenho desde 2007.

Na avaliação do chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a piora desse indicador, somada ao maior aperto dos juros básicos, pode levar mais pessoas a deixarem de honrar seus compromissos com o banco. É exatamente pela falta de capacidade de pagamento das famílias que o economista-chefe da gestora de recursos INVX Global Capital, Eduardo Velho, prevê uma piora da inadimplência nos próximos meses. ?Quando os salários cresciam muito forte, a inadimplência estava sob controle. Agora, não mais?, disse.

A elevação da inflação, que reduz o poder de compra das famílias, também é outro motivo de preocupação dos economistas. Em 2013, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o parâmetro oficial do custo de vida no país, avançou 5,91% (veja arte). Neste ano, mesmo com a alta de juros, a projeção é que os preços fiquem no teto da meta de tolerância de inflação, 6,5% ao ano.

O menor crescimento, por causa da alta da inadimplência e da piora da inflação, deverá ser obstáculos a mais ao desenvolvimento econômico, disse Eduardo Velho. ?As pessoas estão endividadas e vendo que seu poder aquisitivo está menor. O caminho natural é atrasar suas dívidas?, assinalou.

Fonte: Correio Braziliense - 30/04/2014
 
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