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Tocqueville. Penseés detacheés
19/03/2014

Brasil não está à beira do abismo, avalia Krugman

O Brasil passa por um momento de reavaliação, mas não está à beira do abismo, afirmou ontem Paul Krugman, economista americano e ganhador do prêmio Nobel de 2008, durante evento promovido pela revista "CartaCapital", em São Paulo. A fonte de receios para o país, no entanto, existe e se chama China, país próximo de uma crise que pode trazer choques ao Brasil.

Para Krugman, a economia brasileira conta hoje com mais estabilidade, sem a perspectiva de colapso que a acompanhava no passado quando grandes crises internacionais a atingiam. "Claro que há alguns contratempos, mas sempre que havia um problema nos EUA isso era amplificado na América Latina. Mas não desta vez".

O mergulho do real no auge da crise, disse o economista, correspondeu a um momento de pânico quando todos correram para os títulos americanos, no que chamou de "período do medo". Segundo ele, as pessoas acabaram comprando uma história do Brasil que, no fundo, era melhor do que a realidade, o que levou a um fluxo reverso. "Os mercados temporariamente se apaixonam por um grupo de países e depois se desapaixonam", afirmou o também professor da Universidade de Princeton.

A boa notícia, afirmou ele, é que, na última crise, as coisas não chegaram perto do abismo nos países emergentes, que foram mais resilientes que no passado. Segundo Krugman, houve de fato uma desvalorização grande do real, mas não houve um colapso. "O Brasil não é vulnerável há algum tempo".

O sinal mais forte de alerta vem da economia chinesa, sobre a qual não há certeza nem mesmo se os números são confiáveis. Krugman disse que a China tem uma economia em desequilíbrio, com investimentos que correspondem a 50% do PIB e o consumo, a 30%. Esse mix, afirmou, não tem mais capacidade de sustentar fortes taxas de crescimento. "A China precisa mudar. Inverter essa parcela".

Na opinião de Krugman, a dívida doméstica na China é grande e isso preocupa. "O que vai acontecer quando ocorrer uma parada?". Para ele, o Brasil ainda é uma economia exportadora de commodities - de cerca de dois terços para um terço de manufaturados -, o que significa que o país sofrerá um choque com uma crise na China. "Estou preocupado com esse choque", disse, reforçando que não está falando de catástrofe, mas de algo que deve mexer com o Brasil.

No cenário internacional, o crescimento deve se manter em nível persistentemente lento. Por isso, disse o economista, seria indefensável aumentar juros nesse momento. "A verdade é que, com tanto problema na economia dos EUA, as autoridades monetárias não se importam com o que está acontecendo fora do país".

Em painel de debates com Krugman, o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto disse que o Brasil vai ter que se pensar de modo diferente, já que o mundo não vai ajudá-lo, como nos últimos anos, a alcançar taxas de crescimento mais robustas. Segundo Delfim, os juros voltaram aos níveis anteriores, alguns preços são controlados, mas não há nenhuma tragédia iminente no horizonte. O ex-ministro, no entanto, subiu o tom ao dizer que é preciso cortar a demanda por energia elétrica e que não se faz isso "debitando prejuízos do sistema energético no orçamento", medida que "só vai produzir inflação no futuro". Para ele, o cenário reduz a disposição de investir.

Para Delfim, é preciso aumentar a confiança entre mercado e governo para o país voltar a crescer a taxas mais altas. A expansão, diz, depende da alta da produtividade do trabalho e quem vai propiciar esse aumento é o setor privado. Krugman também vê um efeito corrosivo ao não se acreditar nas promessas do governo. "Mas isso não é a mesma coisa que dizer que precisamos de um governo menor. Ele pode ser intervencionista, mas precisa seguir as leis que criou. Precisa alimentar um ambiente de previsibilidade".

Fonte: Valor Econômico - 19/03/2014
 
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