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18/12/2013

Lá, como aqui: o caixa é mais forte na imprensa do Pará

Reproduzido do Jornal Pessoal nº 550, 1ª quinzena/ dezembro de 2013; intertítulo do OI

Por Lúcio Flávio Pinto - Observatório de Imprensa

Estranho. Os dois jornais grandes do Pará têm conquistado prêmios nacionais e internacionais, que apregoam pelos quatro cantos, um querendo ser mais do que o outro. Mas são, em geral, prêmios de marketing. A exceção, nos últimos tempos, têm sido principalmente as reportagens de Ismael Machado, do Diário do Pará.

O último caneco foi para O Liberal, que recebeu o Prêmio Marketing Best 2012 com a revista Amazônia Viva, encartada mensalmente no jornal. A premiação se deveu não a uma matéria específica que tenha saído na publicação, mas a solução de marketing que ela encarna. O editor, Felipe Melo, apresenta o que pode ser a motivação para o reconhecimento: ?as matérias não abordam problemas, e sim propõem ideais e soluções para as questões da região?. Além disso, ?os textos enxutos e o peso da curiosidade tornam as matérias atraentes e compreensíveis para qualquer público?.

De fato, a publicação tem qualidade gráfica e é plenamente legível, além de ser muito bem ilustrada. Desse ponto de vista possui nível nacional. Mas edulcora a realidade e, a pretexto de ser propositiva e positiva, foge da apreciação crítica que sua questão central, a ecologia amazônica, impõe. Não por acaso, é patrocinada pela Companhia Vale do Rio Doce, a mineradora Vale da fantasia mercadológica. Um achado de marketing, que realmente, por isso, merece ser premiado.

Valores adulterados

Essa reincidente premiação dos veículos da grande imprensa do Pará por suas iniciativas de marketing, que visam acima de tudo a venda do produto, ajustando-o às supostas necessidades do mercado, traduz a subordinação do jornalismo às regras do comércio.

Até um tempo atrás, em todas as publicações de respeito, os dois setores não se confundiam e até não se relacionavam. Havia uma animosidade latente entre eles, fundada no princípio do jornalismo independente. A empresa devia praticá-lo sem sujeitá-lo a conveniências comerciais, ainda que, às vezes, fosse necessário levar em consideração os interesses econômicos da corporação. Mas essa era uma questão a cargo das pessoas que ocupavam cargos de confiança da direção, não dos jornalistas.

Lembro enternecido de quando O Estado de S. Paulo não tinha corretores de publicidade, todos os anunciantes ? do Zé da Silva à Volkswagen ? tinham que levar suas peças ao balcão na antiga sede do jornal (na rua Major Quedinho), não havia colunista social nem edições de marretagem, caça-níqueis que usavam datas especiais como gazua para arrancar anúncios.

Esse tempo passou e não volta mais. A realidade é a que temos. Mas os valores não deviam ter sido tão adulterados e as posições tão invertidas. Hoje o marketing comanda o jornalismo, ao menos na imprensa do Pará, que capricha para que essa distorção passe a ser considerada normalidade.

***

Desinformação e manipulação

(Título original: ?Imprensa paraense?)

A manchete da edição de O Liberal do dia 12/11 dizia: ?Ex-prefeito de Tomé-Açu é preso?. O texto de complemento (chamado de ?olho?) justifica o destaque: ?Carlos Vinícius de Melo Vieira acusado de ser o mandante das mortes de advogado e empresário?. O assunto não apareceu na capa do Diário do Pará, que abre com o título ?Insegurança ? OAB critica ameaças da Segup a policiais? e o complemento: ?Entidade criticou as ameaças que o Sindicato dos Policiais Civis vem recebendo do governo após convocar a categoria e população para exigir segurança e anunciar uma possível guerra?. O tema apareceu em O Liberal, mas sob título tranquilizador: ?Policiais adiam decisão sobre greves?.

O Diário acoberta o ex-prefeito porque ele é do PMDB, partido dirigido pelo dono do jornal, o senador Jader Barbalho. Já o jornal dos Maiorana é o órgão semioficial do governador tucano Simão Jatene, que só tem veiculado na publicação a publicidade oficial institucional (além de vários agrados, naturalmente).

Jornalismo no Pará se hoje é desinformação ou manipulação da informação, conforme o interesse do dono da voz.

***

Lúcio Flávio Pinto é jornalista, editor do Jornal Pessoal (Belém, PA)

Fonte: Observatório de Imprensa
 
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