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Tocqueville. Penseés detacheés
05/11/2013

Mantega discute com centrais o impacto da rotatividade

De olho no forte aumento das despesas do governo como seguro-desemprego e como abono salarial, ministro conversa com entidades dos trabalhadores para tentar entender o que vem causando esse gasto excessivo

Patrycia Monteiro Rizzotto

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, suspeita que uma das causas para o aumento das despesas públicas esteja na rotatividade da mão de obra brasileira. Ontem, Mantega reuniu com representantes de centrais sindicais pela manhã em São Paulo para discutir o crescimento nos gastos do governo federal como pagamento de seguro- desemprego e abono salarial que, juntos, vão totalizar uma despesa de R$ 47 bilhões este ano ? um montante que corresponde a 1% do PIB do país.

?O governo está preocupado em conter gastos, sobretudo quando alcançam certo patamar. Queremos identificar se o aumento com as despesas do seguro-desemprego está sendo em benefício dos trabalhadores ou, se por trás disso, há problemas como aumento da rotatividade ou de fraudes que possam ser cometidos por empresários?, afirmou Mantega, mencionando que o governo supõe que pode haver fraudes, com anuência dos patrões, que demitem seus empregados e os recontratam após eles receberem o benefício.

Na próxima quinta-feira, o ministro e os representantes das centrais se sindicais vão se reunir novamente para aprofundar a questão e buscar soluções. ?Nós colocamos para o ministro que queremos discutir todo o arcabouço sobre o emprego no Brasil. Não há nenhuma decisão tomada hoje, mas na próxima reunião técnica vamos trazer propostas?, declarou Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

?Embora o país tenha um nível de emprego alto, há grande rotatividade, esse é um dos motivos que causam desnivelamento no seguro-desemprego?, disse Freitas,mencionando ainda que nos próximos encontros os representantes das centrais sindicais querem discutir ainda outros temas da pauta trabalhista,como o fim do fator previdenciário, a lei da terceirização e a saúde financeira do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Estudo da empresa de recrutamento Robert Half indica que o Brasil é o campeão mundial de rotatividade de funcionários.

A pesquisa diz que no país, o turnover aumentou 82% nos últimos três anos, mais que o dobro da média mundial, de 38%. Recente estudo realizado pelo Ipea mostra que a rotatividade da mão de obra no mercado de trabalho formal brasileiro atinge principalmente os jovens trabalhadores, com idade entre 15 e 24 anos. ?Para contornar a falta de experiência, esse grupo social acaba aceitando empregos que não considera ideais, apenas para se inserir no mercado e já pensando na próxima colocação?, explica Carlos Henrique Corseuil, diretor-adjunto de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.

De acordo com o especialista em relações no trabalho José Pastore, a própria legislação brasileira favorece a rotatividade de mão de obra. ?Se flexibilizassem as regras de saque do FGTS e remunerassem bem o fundo seria possível reduzir os custos como seguro-desemprego?, diz, mencionando que uma boa saída seria atrelar o FGTS ao seguro-desemprego, permitindo a gestão e o saque pelo mesmo instituto. Mantega vai reduzir desembolsos do BNDES

Aos jornalistas, Mantega afirmou que governo planeja reduzir em cerca de 20% os empréstimos do BNDES no ano que vem para fortalecer as finanças e diminuir o déficit orçamentário. A redução por parte do banco, cujo portfólio é de US$ 232 bilhões - 60% maior que o do Banco Mundial - seria uma resposta à preocupação levantada pelo Moody?s Investor Service e pela Standard Poor?s de que os empréstimos públicos estão aumentando a dívida pública brasileira.

No acumulado janeiro a julho de 2013, as consultas ao BNDES acumularam R$ 145,1 bilhões, alta de 4% ante igual período de 2012. Nos últimos doze meses, encerrados em julho, as consultas atingiram R$ 317,5 bilhões, crescimento de 37% se comparado ao período anterior.

ROTATIVIDADE

R$ 47 bi

É o montante total que deve ser repassado pelo governo federal para arcar com o pagamento das despesas do seguro-desemprego e o abono salarial este ano.

82%

Foi o percentual de aumento do turno verde funcionários no Brasil nos últimos três anos. O país é campeão mundial de rotatividade mão de obra, segundo estudo da Robert Half.

Fonte: Brasil Econômico - 05/11/2013
 
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