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21/08/2013

Câmara vira alvo de onda de protestos

Manifestações organizadas por diferentes categorias profissionais puseram em xeque a segurança no Congresso. A situação fugiu do controle no momento em que 150 pessoas forçaram a entrada do Legislativo. Representantes da segurança pública, por sua vez, invadiram o plenário da Câmara para exigir a votação da PEC 300. "Esse tipo de comportamento não é respeitoso nem democrático?, reagiu o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves

Manifestantes de diversas categorias e demandas variadas tumultuam o dia na Casa. Policiais ocupam o plenário e interrompem votações

A Câmara dos Deputados viveu ontem uma sequência de episódios que lembraram os dias em que manifestantes reivindicavam nas ruas melhorias para o país há dois meses. Desta vez, no lugar de jovens estudantes reunidos via redes sociais, categorias profissionais organizadas invadiram os corredores, o Salão Verde e o plenário da Casa, sem muita resistência. Cada grupo ? num total de pelo menos 500 pessoas ? chegou com uma reivindicação particular, mas a soma de demandas e ânimos exaltados resultou em tumulto, transformando o parlamento em um caldeirão, com a fragilidade da segurança exposta.

As manifestações já haviam começado no fim da manhã, na Esplanada dos Ministérios, com uma marcha ao redor do Congresso em que policiais civis, militares e federais, além de bombeiros vindos de todos os estados do país fecharam as faixas do Eixo Monumental, provocando congestionamento no trânsito durante uma hora. No gramado em frente ao parlamento, profissionais da medicina pediam a derrubada dos vetos presidenciais ao Ato Médico, enquanto outras categorias da saúde, como psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas, reivindicavam justamente o contrário.

Por volta das 13h, cerca de 300 representantes do setor de segurança pública se dirigiram à entrada principal da Câmara. Sem encontrar resistência, o grupo subiu as escadas e ocupou o Salão Verde, que, em dia de sessão, é restrita a parlamentares, funcionários e jornalistas. No local, espalharam cartazes e faixas, usaram apitos e entoaram gritos de ordem pedindo a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que estipula um piso salarial nacional para policiais e bombeiros. ?Sem PEC, sem Copa?, protestava a categoria. Além de ameaçar uma paralisação durante o Mundial de futebol, também colocaram em xeque o trabalho das corporações nas eleições do próximo ano. ?Os políticos precisam lembrar que a segurança foi o primeiro item do clamor popular nas ruas?, comentou o coordenador do Movimento dos Trabalhadores pela Segurança Pública, Fernando de Lima.

Ao ameaçar a invasão ao plenário, policiais e bombeiros foram convencidos pelo deputado federal Major Fábio (DEM-PB) a recuar. O parlamentar, que incentivou a ocupação da Casa, agiu como intermediador entre a categoria e o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Conseguiu, no máximo, a garantia de que, até 16 de setembro, um grupo de trabalho chegaria a um consenso sobre o assunto. A categoria não se contentou com a resposta e resolveu permanecer no local. À multidão, somaram-se representantes de outras categorias que tinham demandas diferentes.

Papiloscopistas, taxistas, médicos, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais conseguiram chegar ao Salão Verde e engrossaram o coro contra e a favor de projetos e vetos (veja quadro). Em nova tentativa de invasão, outro grupo, com pelo menos 150 pessoas, foi contido na chapelaria. Após um jato de spray de pimenta ser lançado da multidão em direção aos policiais, PMs revidaram (leia mais na página 4). Espalhados pela Casa, manifestantes de outros segmentos, como comunidades indígenas, também pressionavam os parlamentares.

Apelo

Por volta das 18h, os grupos que se concentravam no Salão Verde passaram pela segurança e invadiram o plenário. No local, cantaram o Hino nacional e entoaram gritos de ordem. Henrique Alves fez um apelo para que eles deixassem o local, ameaçando bombeiros e policiais a descumprir o acordo feito horas antes, mas foi recebido por vaias. ?Esse tipo de comportamento não é respeitoso nem democrático. Não é assim que vão conquistar os votos deste plenário, desse jeito eu não vou pautar essa matéria?, irritou-se.

Os manifestantes deixaram o plenário, mas continuaram pressionando os parlamentares do lado de fora. Quando a sessão em que os vetos presidenciais seriam analisados começou, médicos e outros profissionais da saúde tomaram as galerias, na parte superior do plenário, e reagiram a cada palavra de deputados e senadores sobre o Ato Médico. Por volta das 22h15, os manifestantes deixaram o Congresso, após o encerramento da sessão.

Miscelânea de reivindicações

Veja quais categorias participaram dos protestos no Congresso e conheça a pauta de cada uma

Policiais militares, civis e bombeiros

Pediam a votação em segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300, que estabelece o piso salarial nacional para a categoria

Policiais federais do DF

Iniciaram ontem uma greve de dois dias reivindicando a reestruturação da corporação e aproveitaram para sensibilizar os deputados sobre a pauta

Papiloscopistas

Reivindicavam a derrubada do veto da presidente Dilma ao projeto que os incluía na categoria de perito oficial

Médicos e profissionais da saúde

Representantes de diversas categorias queriam a manutenção dos vetos da presidente à lei do Ato Médico, que restringia o diagnóstico de doenças a médicos. Já os profissionais de medicina pediam a derrubada dos itens vetados

Comunidades indígenas

Participaram da Comissão da Amazônia e queriam a demarcação de terras no Maranhão. Um grupo ligado ao agronegócio esteve na Casa também para se opor à demanda indígena

Taxistas

Querem ter o direito de passar para os filhos a permissão do táxi, que hoje volta para a prefeitura no caso de morte do permissionário

Empresários

Manifestaram-se contra o veto presidencial ao projeto que acabou com a multa de 10% do FGTS paga por empregadores em demissões sem justa causa

Análise da notícia

Perda da razão

» Leonardo Cavalcanti

Quatro perguntas simples. Os policiais e os bombeiros têm direito de reivindicar salários maiores? Sim. Aliás, a sociedade deveria ser solidária às categorias criadas para protegê-la. Assim, deveríamos também cobrar melhor formação, treinamento e equipamentos para a segurança. Os policiais e os bombeiros têm o direito de invadir o plenário da Câmara dos Deputados? Não. Ali é o espaço da democracia e, como tal, deve ser respeitado por todo cidadão, mesmo que os nossos parlamentares em vários momentos não mereçam o nosso respeito. Mas isso é outra história.

Ao invadir o plenário, a polícia mostra a face mais truculenta, a mesma que a sociedade condena quando é vítima de ações violentas provocadas por agentes do Estado. O absurdo aumenta ainda mais quando tais manifestantes ameaçam boicotar as eleições de 2014. Aqui, as derradeiras perguntas. Para quem essas pessoas pensam que trabalham? Qual a percepção que têm da democracia?

Um dia tumultuado

Veja como foi a movimentação dos manifestantes ontem no Congresso

12h45 ? Cerca de 300 policiais militares e civis e bombeiros que participavam de um protesto em frente ao Congresso se dirigem rumo à chapelaria ? entrada principal da Câmara dos Deputados ? e, sem muita resistência, conseguem chegar ao andar de cima da Casa, no Salão Verde.

13h ? O grupo já se acomoda por todo o Salão Verde, com faixas e cartazes pedindo a votação da PEC 300. O deputado Major Fábio (DEM-PB) convence o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a receber representantes da categoria.

14h ? Grupos de médicos, outros profissionais de saúde, papiloscopistas e taxistas também conseguem chegar aos poucos por caminhos alternativos ao Salão Verde. Índios e outras categorias se espalham pelos corredores da Casa e pelas comissões.

15h ? Pelo menos 150 profissionais de diversas áreas de saúde, como psicólogos e fisioterapeutas, tentam se juntar aos demais, forçando a entrada pela chapelaria, mas são contidos por policiais militares. No auge do tumulto, é usado spray de pimenta para dispersar o grupo.

15h40 ? Após reunião de líderes com Henrique Eduardo Alves, deputados informam que será criado grupo de trabalho para negociar a votação da PEC 300, mas manifestantes se negam a deixar o Salão Verde.

16h ? Médicos e outras categorias da saúde entram em confronto no Salão Verde, trocando acusações, gritos e ofensas.

18h ? Manifestantes que estavam no Salão Verde pressionam a barreira de seguranças e conseguem invadir o plenário da Câmara, interrompendo a sessão.

18h15 ? Após os ativistas cantarem o Hino nacional e gritarem palavras de ordem, Henrique Eduardo Alves pede que o grupo respeite os parlamentares e suspende a sessão até que os manifestantes deixem o local.

18h30 ? O plenário é esvaziado e a sessão recomeça. Parte do grupo que protestava se dispersa pela Casa, mas alguns manifestantes permanecem no Salão Verde.

19h30 ? Papiloscopistas cercam senadores que tentam passar do Senado para a Câmara. No Salão Verde, profissionais de saúde reforçam os gritos, na tentativa de pressionar os parlamentares.

20h ? Médicos e profissionais da saúde lotam as galerias do plenário, onde o veto sobre o Ato Médico é votado. Por volta das 22h15, após a sessão, os manifestantes começam a se dispersar.

Fonte: Correio Braziliense - 21/08/2013
 
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